quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um dos maiores brasileiros de todos os tempos

O homem que nunca deixou de acreditar
http://www.youtube.com/watch?v=xvU4NGJ7CMk

Leitor "do Globo" é espinafrado em Oxford

Isso poderia acontecer com qq um que se informa na mídia brasileira. Ele começa destilandop todo o seu conhecimento sobre Venezuela e o Irã, até que é inteerompindo, senão mais dois minutos esse moleque tava falando mal do BF, dizendo que tem censura na Argentina,que o presidente do Uruguai é um lunático, etc.
http://www.youtube.com/watch?v=--QjwodEcOk

Depois de fechar convênio com o MST nas escolas, Haddad começa a fazer redistribuição de renda em São Paulo

Num país em que rico não paga imposto, é com satisfação que vemos a questão do novo IPTU paulista. Louve-se a coragem do prefeito Haddad, uma vez que a periferia não tem voz na mídia, e a turma das áreas mais nobres já está batendo nele com seu habitual egoísmo e completa falta de solidariedade.
IPTU  e justiça social em SP
http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

Só faltava essa: Prefeitura do Rio forja reunião com moradores da Vila Autódromo

Além de remover sem perdão ainda engana descaradamente a população. É isso mesmo?

http://rio.portalpopulardacopa.org.br/?p=2643

Bolsa Família quebra o ciclo do assistencialismo e dá o pontapé inicial para um novo Brasil.

“Aos olhos das nossas classes dominantes, antigas e modernas, o povo é o que há de mais réles. Seu destino e suas aspirações não lhes interessa, porque o povo, a gente comum, os trabalhadores, são tidos como uma mera força de trabalho - um carvão humano-  a ser desgastada na produção. É preciso ter coragem de ver este fato porque só a partir dele, podemos romper nossa condenação ao atraso e à pobreza, decorrentes de um subdesenvolvimento de caráter autoperpetuante ...”(Darcy Ribeiro;1986)


Tecnologia social criada para transferir a renda para os mais pobres foi capaz de varrer as políticas clientelistas centenárias

A despeito, claro, da resistência das elites e da ignorância de boa parte da classe média por culpa de uma imprensa burguesa que nesses 10 anos massacrou esse programa que hoje beneficia 52 milhões de  brasileiros.

Raposa Serra do Sol é questão de honra para o povo indígena.

Duas coisas: a Primeira, olho no Gilmar Mendes amigo dos fazendeiros ,dessa gente ligada a jagunços que assassinam camponeses no campo e são “refrescados” no STF. E outra, só pra constar: onde está a turma da Rede de sustentabilidade num momento tão importante como esse?


O preconceito das elites contra o Bolsa Família

Joaquim Barbosa e a ética do ódio

Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, tem um defeito terrível em seres humanos e imperdoável em juízes.O ódio.

Barbosa tem outro defeito, imperdoável em seres humanos e inaceitável em juízes ou em qualquer um que ocupe função pública.Deixar que os ódios pessoais interfiram em sua ação funcional. Ambos, próprios da almas miúdas, são a negação do que a balança e a venda simbolizam na Justiça.

A delirante Marina Silva e sua utopia improvável


Que a coragem de Cristina inspire Dilma

Depois de chegar ao poder com uma grande frase segundo a qual a esperança deveria vencer o medo, o PT agiu de forma oposta em relação à mídia. O medo venceu a esperança.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Por quê o Estado ataca a população?

“É preciso desnudar a estrutura da sociedade, perceber a forma como ela é construída, a toda hora se levantam pontas do véu, há sinais em toda parte, é preciso disposição pra enxergar a realidade.”  (Edu Marinho)                                                                                                                                            

 "Por quê o senhor atirou em mim?" Essa é a pergunta de milhares, todos os anos. E de milhões, ao longo do tempo, nas metrópoles brasileiras, nas periferias onde estão os que constróem a sociedade em todos os seus detalhes, os que põem o asfalto e o cimento no chão, que carregam os tijolos nas costas pros prédios, escolas, hospitais, casas, tudo o que se tem à vista, os postes, luzes, canos, fios, os que plantam a comida, os que colhem, os que preparam, os que limpam e tiram o lixo, os que ligam os motores, que transportam, carregam, produzem tudo o quanto se usa, roupas, sapatos, bolsas, chapéus, enfeites, os que abastecem, entregam, buscam... a imensa maioria sabotada em instrução, em informação, em respeito, em cidadania. Sabotada por um Estado sequestrado, onde a vida vale menos que o patrimônio, onde as coletividades pobres são tratadas como lixo quando há interesses econômicos, onde se morre na porta do hospital por motivos menores. Onde se toma um tiro na nuca enquanto se morde um cachorro quente.

As instituições públicas, inclusive as de segurança, estão a serviço, em primeiro lugar, do patrimônio da minoria mais rica, que comprou/sequestrou o aparato público, de muitas maneiras além do poder econômico direto. 


Os serviços públicos são sistematicamente sabotados, impedidos de cumprir plenamente suas funções, criando situações de barbárie e sofrimento generalizado. Teme-se a "saúde pública", teme-se o "ensino público", teme-se qualquer instituição pública - a maioria instrumento de tortura cotidiana, dos usuários e dos funcionários. As forças de segurança estimulam a violência desenfreada, o ataque covarde indiscriminado, tenho visto cenas que dão vontade de chorar, ataques desmedidos e sem razão, truculências e abusos contra quem protesta pelas pancadas recebidas sem motivação além de ordens dadas de algum gabinete macabro e luxuoso. 

E as instituições terminam por atrair uma quantidade de possessos compulsivos, pessoas que precisariam de tratamento psicológico, espancadores, torturadores, sádicos de toda ordem, corruptos de todos os tipos, pra conviver com as pessoas que sinceramente pensam em fazer um bom trabalho pela segurança e pela paz na coletividade - estes andam acuados na estrutura atual, reféns de bandos armados capazes de qualquer crime amparados pelo Estado. Os sinceros não estão inertes e há quantidades enormes de prisões e investigações de elementos das forças de segurança, embora insuficiente pra conter a sanha agressiva de grandes parcelas destas forças. Crimes como o de Amarildo se contam aos milhares, acidentes como o de Douglas existem a qualquer momento, na abordagem agressiva que se faz nas periferias e favelas. 

É preciso desnudar a estrutura da sociedade, perceber a forma como ela é construída, a toda hora se levantam pontas do véu, há sinais em toda parte, é preciso disposição pra enxergar a realidade.

Por quê o Estado ataca a população? Por quê tanta sacanagem cotidiana com a grande maioria da população, espalhadas nas periferias e favelas, embora aglomeradas nesses lugares, como nos transportes, como na vida. 

Por quê o povo é sabotado em educação? Por quê é enganado pela mídia esmagadora? Por quê é reprimido, maltratado, contido, suspeito, hostilizado? Por quê o Estado ataca o povo? Por quê o senhor atirou em mim?

A favela sangra e grita. Não dá mais pra calar!

Sabe qual a diferença da revolta dos filhos da classe média burguesa pra revolta dos filhos da classe operária nas periferias?
No centro da cidade ou no Leblon, o  jovem sai de casa preparado com seu celular de ponta, sua máscara, sua mochila, com todo seus kit-manifestação. Ele  quebra tudo, sai destruindo agência, banca de jornal, queima lixeira e até ônibus,  joga pedra, saco de mijo no guarda faz o diabo...
Em seguida a polícia “reage” corre atrás de uns ou outros, apanha um pouco também, debaixo de flashes, filmagens ninjas, engravatados da OAB, e tudo o mais...
No dia seguinte viram heróis no Facebook,  vândalos para a grande mídia e serão  compreendidos por psicólogos , sociólogos, articulistas progressistas e pela  intelectualidade geral da nação .
Na favela é diferente.  Lá,  jovem, negro,  é espancado todo o dia, quando tem um motivo real para se revoltar (eu disse real e não pirracinha de playboy ou de anarquista de tênis adidas)  e reage a truculência que o massacra, a sua família e a seus amigos, como o assassinato de um colega , só nessas circunstâncias é que vai pro desespero total e tenta se fazer ouvir .
E ali não vai ter flashes, não vai ter ninja, não vai ter gravata, não vai ter p. nenhuma.

No dia seguinte são bandidos e ponto. Da sociedade, terão a  indiferença e o silêncio de sempre.


O Estado Policial imposto pela classe dominante nas áreas pobres é crime de lesa humanidade

Decididamente, as elites dominantes, o Estado, a impren$a e os coniventes com a violência policial não merecem a mansidão do povo que "têm"

Em 1992, um júri em Los Angeles absolveu policiais acusados de espancar, covarde e pesadamente, um cidadão negro chamado Rodney King. A agressão tinha sido filmada do começo ao fim num 'video-amador'. O colossal tumulto que se seguiu durou seis dias, deixando um rastro de destruição e mortes. Na época, o senador democrata e ativista negro Jesse Jackson disse que os tumultos foram “um resultado inevitável dos padrões persistentes de racismo, da brutalidade policial e do desespero econômico sofrido pelos moradores do centro da cidade, um barril de pólvora de frustrações ardentes que acabou por ser desencadeada depois do veredicto”. Houve um novo julgamento e dois policiais foram condenados. Episódios de abuso policial dessa natureza cessaram na cidade.

Cada "sociedade" tem seus níveis de tolerância em relação à arbitrariedade e à selvageria policiais. Aqui a polícia espanca, abusa, tortura e mata pobres de ambos os sexos e muitas idades, todas as cores mas preferencialmente negros, todo dia. Quase que por esporte, mas seguramente por rotina impune e socialmente tolerada. E os pobres suportam isso com desesperada resignação. E a impren$a de negócio noticia isso rápida e burocraticamente. E o seu "público" vira a página, muda o canal, tecla mute. E se há reação, com a única coisa que esses desvalidos têm que são as próprias mãos, eles que não têm nem bispo pra se queixar, aí o mundo acaba.

No país do "e se fosse com a sua filha?" seletivo, ninguém se põe no lugar daqueles pais, irmãos, amigos, amores, vizinhos exaustos de esculacho, de humilhação cotidiana, de contar entes queridos mortos pela polícia simplesmente por estarem no lugar errado na hora errada. Como os que reagiram ao assassinato de Douglas Rodrigues, 17 anos, 3º ano do ensino médio, com mais um "tiro acidental", disparado por um policial contra o seu peito. E a impren$a esquece a vida ceifada e só pensa no patrimônio. Se continuar a chamar de vândalos gente como a que se importou com a morte de Douglas e a liberação do homicida, gente trabalhadora naquela situação de denegação total e permanente de direitos perante a polícia e todo o Estado, vai acabar enobrecendo a palavra e terá de abandoná-la, como já aconteceu com outras. E a "sociedade" conivente vai aumentar o volume em vez de tirá-lo ou mudar de canal.

Na "escala Los Angeles" (um espancamento = seis dias), qual teria sido a intensidade da resposta aos assassinatos de Amarildo e Douglas, dos degolados da Maré, da jovem Amieiro e muitíssimo(a)s outro(a)s cujos nomes acabamos por esquecer aos poucos, tantos são, todos os dias? Decididamente, as elites dominantes, o Estado, a impren$a e os alpinistas sociais coniventes com a violência policial não merecem a mansidão do povo que "têm".(A.Pilatti)

Manifestações refletem os contrastes da cidade partida.

Reproduzindo aqui o relato do Guerón, da Eco (UFRJ). Finalmente um relato consciente e honesto, que expõe até onde vai o o limite de sua indignação.  No meio de tanta estupidez, tanta palhaçada dessa pirraça burguesa que temos visto por aí aos montes, esse cara foi sincero e merece todo meu respeito. 

Sou um homem branco, criado com o bom e o melhor, meus pais trabalharam bastante, é fato, mas tiveram todas as oportunidades em termos de condições para terem a formação profissional que quiseram ter, as profissões que escolheram; profissões que lhes dava grande prazer.
Nem eu, nem nenhum dos amigos que cresceram comigo, e nem seus pais, têm a menor ideia do que seja a rotina da polícia invadir os bairros e até as casas, e mesmo quando não mata, submeter às humilhações diárias, palavras estúpidas, tapa na cara... Ninguém, entre os meus parentes, sabe o que é a rotina dos corpos no chão, dos amigos e parentes que morrem.
Por isso existe algo na revolta da Zona Norte de São Paulo que me dá uma sensação de dignidade, de alívio mesmo, ao ver que as pessoas não vão ficar mais na impotência, não estão dispostas a aceitar mais este tipo de coisa. A morte do menino foi uma coisa terrível, mas muitas outras aconteceram e talvez nem tenham sido noticiadas. Mas agora as pessoas estão dizendo: "Acabou, chega, não vamos mais aturar isso!"
Pode parecer absurdo para alguns o que vou dizer, mas quando a polícia age como agiu com esse garoto, quando isso é rotina, revoltas como essas são a única chance que temos de chegar à democracia: disso aqui virar um lugar mais justo pra gente viver.
Não tenho a coragem do pessoal que está lá encarando a repressão nas ruas agora, mas quero que todos saibam que meu coração está com aquela rapaziada, e que a coragem deles faz eu me sentir um pouco mais forte e ter esperanças de dias melhores.
Eu sou solidário à revolta de Jaçanã. 


Como dizia o Hélio Luz, essas pessoas não são violentas. Pra mim são verdadeiros heróis da resistência. Se fossem violentos, como essa elite doente - que manipula ideologicamente governos e as forças de segurança  para impor o Estado Policial nas zonas de inclusão - tenta nos fazer crer, com o tamanho da revolta acumulada que possuem de séculos e séculos de expropriação de direitos e extermínio bárbaro de seus filhos, já teriam posto o Brasil abaixo há muito tempo.

Segue o desabafo de um cidadão sobre a justiça de classe que vigora no Brasil. 

https://www.youtube.com/watch?v=WK9687HUynA



terça-feira, 29 de outubro de 2013

No dia em que o morro descer e não for carnaval...

http://www.youtube.com/watch?v=mr0ZUETRnJk

A indiferença com o extermínio de jovens negros é um daqueles raros momentos em que a sociedade fecha consenso

Da extrema direita a esquerda festiva, de cima pra baixo e de tudo quanto é lado, do playboy mascarado a intelectualidade orgânica da academia , quando o assunto é direito das pessoas pobres, negras e faveladas,  embora no discurso ainda vejamos diferenças, na prática, a VIDA REAL nos mostra que essas pessoas são absolutamente invisíveis e não tem com quem contar. 


A presidenta emitiu há pouco uma nota em solidariedade ao adolescente Douglas Rodrigues, assassinado em São Paulo. É fundamental que o faça, mas vale comparar a mensagem com a que foi dirigida ao coronel da pm Reynaldo Simões.

Na postagem sobre o coronel Dilma é firme e diz que não vai medir esforços para que esse tipo de violência cesse, o que está certa em fazer como primeira mandatária da nação . Porém, na postagem dirigida à família e amigos de Douglas, a presidenta evita dar nome aos boi e não toca na ferida da violência de Estado contra a população negra e favelada aqui no Brasil. 
De uma forma genérica, diz que "milhares de outros jovens negros da periferia são vítimas cotidianas da violência" , mas escolhe não ir a fundo nessa questão. 

E mais, atribuir a  desigualdade no Brasil a razão dessa verdadeira dizimação de pessoas , é usar o mesmo discurso vazio e  cínico típico das elites, ou então revela um total desconhecimento dessas causas. Para qualquer das opções, nesse aspecto específico, lamentável a postura de Dilma.

A parede portuguesa de Burle

O drop inacreditável de 30 metros!
http://www.youtube.com/watch?v=vQjzJEN_xtQ

O dia d da internet livre

Tá chegando a hora, Brasil!
http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/o-dia-d-da-internet-3543.html

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Enquanto a burguesia discute o black bloc; na periferia, filho chora e mãe não vê

Que sociedade é essa?!A violência no asfalto, dependendo da onde vem, é entendida psicologicamente e tolerada intelectualmente.
Enquanto se fica discutindo a ação anônima e classe média dos blackblocs no centro de SP e na Av. Paulista, quebrando vidraças e destruindo caixas eletrônicos p/ postar no Facebook, nas periferias os moradores se revoltam contra a Polícia, como sempre.
Isso não é nenhuma novidade. Ninguém usa máscara ninja. Ninguém se denomina black bloc. Os "manifestantes" são presos ou morrem. E não há nenhum advogado esperando. Essa guerra não é feita com bala de borracha, spray de pimenta e nem é transmitido pela mídia ninja. 
Aqui é vida real e rotineira. Aqui se mata. Sem motivo.

A violência sem limites dos moleques de preto já passou dos limites!!

“Após o espancamento do seu oficial, o que a Polícia Militar deve fazer, daqui por diante: Identificar os cabeças que comandam o vandalismo nas cidades, prendê-los e leva-los a julgamento por formação de quadrilha. E que recebam penas severas. A agressão a um oficial da PM – ainda mais nas circunstâncias relatadas -  é uma quebra de ordem gravíssima.. Se não houver punição exemplar, essa maluquice irá se espalhar como um rastilho de pólvora.

Não há o que justifique o quebra-quebra e o vandalismo. A “revolta” dos black blocs contra o status quo é a mesma que estimula as torcidas organizadas a lincharem os rivais em eventos esportivos, o espancamento de gays, os movimentos de manada: é a celebração irresponsável da violência pela violência. Não se deve embarcar nessa tentativa de legitimação política contra as mazelas sociais. Houvesse um fato pontual que justificasse um momento de indignação coletiva, vá lá; mas é um movimento sistemático de violência contra tudo ou contra nada.”
                                                                   (Luis Nassif)

Mais do que apoiado. Repúdio total a esses caras que agora já mostraram que são capazes até de matar. Antes que choremos as primeiras mortes. Não a violência sempre, da banca de jornal a  tentativa de homicídio.


O inacreditável Ministério Público Brasileiro

E a turma que caiu no conto da Globo e foi gritar contra a Pec 37 nas ruas, como fica agora?
Quer dizer que o mesmo Procurador que falhou nas investigações do caso Alstom (pagamento de propinas a políticos do PSDB no chamado Trensalão) em SP é tb apontado como um dos responsáveis pela falta de conclusão das apurações sobre as ilegalidades da famigerada operação satiagraha, que hoje aguarda julgamento pelo STF?! E o que dizer da massa revoltada que foi  às ruas, movido pela Globo, gritar contra a PEC 37?! Ah, a Rede Globo não tem dado a importância que o caso merece, apesar de ter dado um prejuízo aos cofres públicos de R$500 mi por quase 22 anos? Uma indústria do crime se instalou em São Paulo e nada.  Ah, entendei, não tem ninguém do PT envolvido e por isso não interessa.
Vejam vocês o ilibado procurador. Um homem íntegro, implacável com a corrupção... que sai no JN.

Viva o Brasil!



E os outros brasileiros, presidente Dilma?

Embora tenha achado a atitude da presidente de prestar, via Twitter, solidariedade ao Coronel covardemente linchado em SP , não dá pra negar que ela fez sim uma escolha ao se pronunciar, já que o Coronel não é a única vítima de violência desses protestos.
E os pequenos comerciantes que choram suas lojas e bancas de jornais depredadas?
E aquele motorista de ônibus em estado de choque que foi obrigado a descer quando eles atearam fogo em plena Rio Branco e disse que por um milagre não ficou preso ali na cadeira?
E o passageiro desse mesmo ônibus que foi ferido na cabeça ao tentar sair as pressas do veículo em chamas?
E aquele pm que quase foi assassinado no Rio em junho de tanto chute e porrada que ganhou na cabeça?( ah, ali era um reles soldado e não um coronel)
E os professores do RJ que sofreram ensanduichados na guerra deles com a polícia.
E a menina Juliane, estudante da escola pública, baleada na manifestação na Favela de Manguinhos, por onde não se viu black blocs, a turma dos mascarados, nem mídia ninja? Aliás, que no dia seguinte, não recebeu a ilustre visita de um agente da lei do Estado, como aconteceu com o jovem de mesma idade baleado de raspão na semana anterior.
É claro que há um recorte aí, Dilma é a presidente do Brasil, sabe muito bem o peso de cada dedo em cada vírgula daquele teclado .
Temos como cidadãos que exigir da presidente que se pronuncie também contra a violência exercida contra a classe trabalhadora e a favela no caldo das manifestações burguesas que estão rolando por aí.

domingo, 27 de outubro de 2013

Precisamos apoiar o sindicato, nesse momento.

Apoiar não significa simpatizar ou concordar, eu mesmo tenho restrições enormes a linha de conduta deles , mas esse é um momento em que devemos ter a grandeza de deixar as divergências de lado e se unir enquanto categoria, pois o que está sendo atacado e ameaçado não é apenas grupo de pessoas, mas sim um sindicato de uma classe trabalhadora. O fascismo e todas as ditaduras sempre começam minando logo de cara toda qualquer forma de organização do proletariado, para, em seguida, destruí-la de vez.


Primeiro foram as bandeiras dos partidos políticos, depois a agressão a repórteres, agora o ataque a um dos maiores instrumentos legítimos de luta dos trabalhadores é também atingido.

Partidos corrompidos? escolha melhor seus representantes e fiscalize as suas ações diárias pra não ver a sua hipocrisia refletida ali dentro.

Mídia reacionária e golpista? Lute pela democratização dos meios, pare de replicar açodadamente as bobagens que vem de lá, mas jamais cale uma voz, qualquer que seja, na base da porrada.

Sindicato inoperante, aparelhado, ou o que seja? Lute para transformá-lo pelos canais democráticos, questione sua legitimidade na base, propondo ideias e pleiteando inclusive o novo ali dentro.

Mas o que não podemos e nos calar diante daqueles que propõe de forma violenta o seu aniquilamento. Esse espaço não se calará

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Daniel na cova dos Leões

Fé é a convicção plena dos fatos que se esperam e a certeza das coisas que não se veem. Ou se tem ou não se tem. A Bíblia diz que é o dom gratuito de Deus, as pessoas, que remove montanhas; eu acrescentaria dizendo que é fundamental para a vivificação permanente do homem, a paz interior e a segurança nossa de cada dia. 

Nada tem a ver com religião. Religião significa re-ligação, uma volta do homem ao sagrado da maneira mais equivocada possível, uma tentativa tola de explicar o indefinível, tocar o intangível e de ver exprimir o inefável. Kant dizia ser "absolutamente necessário se convencer da existência de Deus, mas nunca igualmente necessário que se demonstre." 

Um grande exemplo de fé é o de Daniel (no Antigo Testamento), que após inúmeras tentativas frustradas de sábios, adivinhadores, magos e outros “previsólogos”, fora chamado a presença do Rei Nabucodonosor, a fim de interpretar sonhos recorrentes que o perturbavam dias e noites. O jovem teve êxito no seu intento, e foi imediatamente aclamado príncipe da corte, o que logo despertou a inveja de muitos que, não achando ocasião contra ele, armaram uma cilada que o levou a dormir na cova com vários leões famintos. No dia seguinte Daniel estava ileso, sem nenhum arranhão. A sua fé o salvou. (Dan 3,45)

Nos dias de hoje, a história de Daniel pode soar completamente inverosímel. O homem moderno parece estar cada vez mais distante de si mesmo, e por extensão do que está fora de si, parece viver descolado da transcendência.
Sabiamente, nos admoestava Bob Marley em uma de suas canções: "...but now it`s too late, you see man have lost their faith." 

 
Mesmo assim, a façanha de Daniel, independentemente do caráter simbólico que possa assumir,  pode ser bastante inspiradora, já que muitas vezes nos vemos presos à outros "cárceres", e com "leões" muito mais violentos que o da passagem e, nesses momentos de turbulência, não são poucos os que sucumbem às circunstâncias.

Mas como o assunto é fé, e este é um terreno muito subjetivo, não há muito o que questionar, tentar impor ou preceituar, como já disse, é simples: Ou se tem ou não se tem. Na verdade é quase uma escolha que o homem faz , que se traduz, em última análise da seguinte maneira: Deixar vir à tona todas as suas potencialidades, ou se resignar com o que "acha" que tem. Lembram daquele carrinho de bate-bate do Tivoly Parque, que só andava direitinho porque estava ligado por um fio grande à um teto de arame? Assim caminha o homem de fé pela cidade, na carência ou na plenitude, alegre ou triste, pra cima ou pra baixo, não importa a variação, pois vive a plena certeza dessa ligação; seja ela qual for, de um Deus que está no mais alto dos céus, ou no amor dentro do seu coração.  

O homem de fé não precisa religar, não precisa ir buscar, não precisa conhecer nem entender nada, ele é diferente, ele viu o que ninguém vê, porque pra enxergar  não usou os olhos e os ouvidos, mas o coração e toda a sua alma, aceitou e assim preferiu viver: Integrado, livre e em paz.

Aquele que crê, nos momentos mais adversos enxerga além do alcance justamente porque não está desperdiçando energia em querer ver, e ‘compreende’ tudo simplesmente por não estar a fim de saber. Um ser espiritual simplesmente é.

                                                                  *      *     *

John Lennon dizia “que a vida é essa coisa que passa enquanto fazemos planos para o futuro”, eu penso que a vida plena nessa dimensão, aqui nesse planetinha pequeno, nos escapa quando fazemos força excessiva para saber. Isso me faz lembrar do nosso grande Mané Garincha, o anjo das pernas tortas. Alguém já se perguntou por que Garrincha foi o maior fenômeno da história do futebol? Garrincha só foi aquele jogador fora do comum, o gênio improvável, o que mais transcendeu a realidade nos gramados por que não estava entendendo absolutamente nada do que se passava. Jogar contra a Suécia e contra o São Cristóvão para ele era a mesma coisa. Na Copa do Mundo ou na várzea, quem ‘caísse’ pela lateral esquerda para marcá-lo não tinha sequer nome, era mais um João (como chamou a todos os seus marcadores).

Claro que, é justo e compreensível que nos chegue aquela dúvida: Como não saber se até a simples ideia do que somos é fruto do pensamento? Minha resposta pra isso, que nem sei se está certa é: Silenciando e deixando vir. Aceitar, mas aceitar na humildade, que tem coisas que jamais saberemos e tem coisas que não são mesmo pra gente saber. Diferentemente dos animais, o homem ganhou "asas" pra conhecer a si e ao o mundo, e voar até o mais alto dos céus, mas é justamente voo mais alto de sua mente que poderá impedi-lo de respirar o azul em todo seu esplendor.

O  conhecimento das coisas dessa vida, muitas vezes pode nos gerar até o efeito reverso do que a nossa expectativa nos faz crer. Garrincha provavelmente não se destacaria na copa de 58, se soubesse que do outro lado enfrentaria um dos mais temidos laterais da época. Como se diz na gíria popular, Garrincha, literalmente “não tomou conhecimento,  partiu pra cima e acabou com o jogo! Não dá nem pra dizer que o nosso “Mané” teve coragem, pois ele era de tal modo integrado a sua verdade, que o nível de confiança dele extravasava pelos poros e ele simplesmente ía, guiado pelo seu instinto.

As vezes o instinto humano  pode gerar uma confiança que supera qualquer entendimento que se possa ter alcançado. O instinto se avizinha a intuição e nos dá movimento, ao passo que o conhecimento muitas vezes pode nos paralisar. 

É semelhante ao sujeito que, pra fugir do afogamento, nada a braçadas longas no meio do redemoinho. O efeito é sentido, as braçadas são animadoras e ele se enche de esperança, de fato está avançando um pouco, usando toda a técnica que aprendeu, mas logo vem uma onda, e ele terá que dar novas braçadas e mais outras tantas, até cansar de vez e perceber que é inútil continuar, pois sequer saiu do lugar no meio de  tanta força que fez.

O homem de fé é o matuto da pele rachada, que consegue sentir o mar pela cor, pelo cheiro e o barulho, tem a percepção sensorial de que aquela área mais clara e remexida é pra ser “esperada” e não “passada” e ele apenas se entrega, sua  sintonia é perfeita, naturalmente será transportado para águas mais tranquilas e, aí sim, nadará com todo seu potencial em direção a praia.

A tentativa de transcender em vida quando podemos explicar, conceber, associar, fazer sentido é, talvez, uma das maiores ilusões desse mundo; de fato podemos experimentar, vez por outra, um conforto muito grande para alma, mas ele é temporário, findará na medida em que a mente humana for de encontro a novas inquietações e assim sucessivamente...

Voltando ao jovem Daniel, ele não conhecia o perigo que a vida colocara diante de seus olhos, não conhecia os leões e muito menos o cárcere, não se preparou para agir numa hora daquelas. Naquele momento de angústia, ele mau podia enxergar direito, mas uma coisa ele tinha certeza: Tudo o que ele era e o que nem sabia que podia ser, estava ali com ele. Antes de conhecer, Daniel confiou .
 
" ..tão certo quanto o erro de se barco a motor e insistir em usar os remos, é o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá por que não vemos."

                                          (Daniel na cova dos Leões, Legião Urbana)

Democracia e violência - Pelo fim dos autos de resistência

"Se eles se acham relevantes porque estariam mostrando à sociedade brasileira uma das variantes da violência anárquica, é hora de que sintam de corpo presente o gosto da violência democrática. Prisão para eles, com ou sem resistência."

Para além do circo performático dos moleques de preto, e do show midiático das sininhos, barbudinhos e fantasiados em geral, vamos ao que realmente interessa a sociedade, a face pesada da violência de Estado, com anuência da classe dominante, que oprime a classe trabalhadora e os seus filhos nas favelas. 

Eis uma notícia importante:
Está em pauta para votação na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4471/12 terminando com os “autos de resistência” e de “resistência seguida de morte” pelos quais autoridades públicas davam cobertura legal às reiteradas práticas de violência policial. Como de hábito, as vítimas preferenciais do arbítrio eram os pobres, negros com freqüência. 

ps: Só pra lembrar, na pré-ocupação do Alemão, 19 trabalhadores forma alvejados com sinais de execução. No dia seguinte O Globo estampa a foto do Rambo, como um herói, descendo a favela, com roupa camuflada e fumando charuto. Ele foi ovacionado pela mesma turma que aplaudia, na época, efusivamente o Tropa de Elite e seu sanguinário Capitão Nascimento. Esse mesmo Bope que agora é investigado pelo sumiço de Amarildo. 

Professor Wanderley Guilherme dos Santos, mais uma vez brilhante!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A ignorância é vizinha da maldade

Esse episódio, guardadas as devidas proporções (claro), me fez lembrar quando Bush invadiu o Iraque, pois "suspeitava" da produção de armas químicas...O que aconteceu, todos nós sabemos.

Fora a barbárie de um o carro da polícia incendiado, a destruição da estrutura física de um Laboratório, o sumiço de dados importantes atrapalhando a ciência e comprometendo vidas de quem realmente precisa, essa ação violenta  pode ter causado danos ainda maiores, inimagináveis pelos que a praticaram. 

A única diferença dessas pessoas para Bush, é que elas estavam ali bem intencionadas (mesmo que de boas intenções...enfim.)...mas o mal que fizeram nos dois casos, isso foi por estarem ambos, certamente, fora das suas consciências, só isso para conceber alguém que pratica e apoia a violência sem medir as consequências e em nome de uma causa incerta!

 Falando de modo figurativo: Bush vai pro Inferno, pois é senhor da guerra, os ativistas, por serem , acredito, gente com amor no coração, certamente irão aprender com essa lição. Como aquela moça que devolveu o pen-drive, arrependida, chorando e sabendo muito bem que seu roubo poderia comprometer a recuperação de pacientes com câncer.

 Na era das manifestações burguesas, nesses tempos da volta dos julgamentos medievais em que, parecemos estar vivendo, a internet se encarrega de fixar os cartazes de "Procura-se vivo ou morto" nos postes...Cabeças pedidas, começa então a corrida alucinada pelo justiçamento,  feito pelas pessoas "de bem", arautos das boas causas. 

Humildade, canja de galinha e um pouquinho mais de cuidado com o que nos chega, ainda podem evitar muita coisa ruim para as nossas vidas.

http://www.youtube.com/watch?v=Pg_Jk3LFjOE

Ligações perigosas: O que Fux e Cabral tem em comum

 O que os dois cariocas tem em comum fora a longa amizade,  o desprezo total pela ética na atividade pública e pela classe trabalhadora?

Ambos podem ser respectivamente os primeiros impeachemados tanto no governo do Rio quanto no Supremo Tribunal Federal.

A malandragem carioca já foi mais respeitada..







Marxismo revisitado ganha força entre os jovens

Em tempos onde a simples suspeita de animais sofrendo mobiliza muito mais do que a certeza de crianças se prostituindo e entregues ao trabalho escravo.

Em tempos onde os holofotes em si mesmo e projetados artificialmente no outro são mais importantes do que o conteúdo real do ser humano

Em tempos onde a reforma agrária é jogada para escanteio por um governo que sempre caminhou ao lado dessa bandeira.

Em tempos onde médicos formados para salvar vidas parecem não se preocupar muito com esse "detalhe".

Em tempos onde a desigualdade social encontra ainda resistência velada, envergonhada ou hipócrita ao seu combate.

Em tempos em que a justiça, a segurança e a mídia ainda são controladas ou estão  a serviço das classes dominantes.

Em tempos onde jovens destroem pontos de ônibus da classe operária calçando tênis adidas.

Em tempos onde a burguesia fala pela favela e, de forma arrogante e agressiva, tenta impor seu sentimento de revolta goela abaixo do povo brasileiro, acho que tá valendo muito a pena resgatar o velho barbudo...


http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Uma-geracao-de-intelectuais-moldada-pelo-crash-de-2008-resgata-Marx-/4/29294

Troque o seu cachorro por uma criança pobre

 Filhote de beagle ou criança escrava: Quem foi mais longe na sua timeline?

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/troque-o-seu-beagle-por-uma-crianca-pobre/

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/10/19/filhote-de-beagle-ou-crianca-escrava-quem-foi-mais-longe-na-sua-timeline/

ps: Conhecemos uma sociedade não só valores que ela cultiva, mas também pelas prioridades que ela elege nos espaços que dispõe para falar.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A visita de Seedorf a menores no Degase

Emocionante.

Manguinhos segue esquecida por todos, inclusive os manifestantes burgueses.

Cátia Guimarães, num artigo muito inspirado, diz quase tudo o que eu gostaria de dizer. A ditadura midiática de O Globo tem sim sua cota de responsabilidade na polícia assassina que entra na favela pra passar o rodo nas pessoas. Mas, se a mídia opera na lógica da guerra, podem ter certeza que não fala para o vento ouvir...A elite burguesa foi uma das maiores "patrocinadoras" da dizimação em massa de negros e favelados que vivemos no Rio de Janeiro nos, pelo menos, últimos trinta anos.

Com o fim da Ditadura Militar, a polícia passaria das mãos dos generais para "as mãos" dos poderosos da Zona Sul maravilha. Foi servindo aos interesses da burguesia carioca, como muito bem retrata Hélio Luz em notícias de uma guerra particular, que a pm sofisticou seus métodos de guerra para conter a violência do tráfico de drogas que começava ainda dar os primeiros passos.

Um exemplo clássico disso foi o achincalhe geral que sofreu Leonel Brizola, o único que tentou frear essa sanha doentia das elites e proibir policial de chegar na favela atirando a esmo. Foi chamado de amigo de bandido e sua filha de xincheira pra baixo. A população rejeitou Brizola nas urnas e elegeu Moreira Franco, cuja principal bandeira era o "milagre" de acabar com a violência em 6 meses. Para tanto, o recém empossado institui a chamada "gratificação faroeste" onde, na prática, cada policial recebia uma grana por cada bandido morto (na favela claro).

E não pensem que essa lógica mudou. Esse governador que aí está foi consagrado nas urnas em 2010 por causa da sua política de segurança considerada exitosa. E para os que acham que naquela época as pessoas da "boa sociedade" não sabiam ainda sobre o pedreiro Amarildo, vale lembrar do cerco ao Alemão em que boa parte da população, aplaudia o big brother global nos bares, e queria mais é que a polícia entrasse chacinando geral.

A ainda se alguém acredita em mudança de consciência social, o texto da Cátia é muito bom pra esclarecer de uma vez por todas a gente. Os jovens burgueses estão aí, quentes, revoltados na rua com a desgraça sem fim que acham que está esse país, estão aí a todo vapor inundando o Facebook, indo pra cima com os black blocs, onde tenham professores ou cachorrinhos simpáticos...porém, não foram vistos em Manguinhos.

Ali uma menina foi alvejada. Silêncio sepulcral nas ruas e nas redes. Ali, fora o apoio da Fiocruz, não teve black blocs, não teve uma galera de máscaras pra encarar os "hômi" não teve OAB, e muito menos um agente da lei do Estado foi visitar Juliane no Salgado Filho, como acontecera com o jovem Raphael, na clínica São Vicente na Gávea. 

Amarildo virou um slogan, seu filho virou modelo, Paula Lavigne virou mundos e fundos, preocupada com a sua família, tem até uma turma que quer virar uma página da nossa história, e colocar seu nome na Ponte Rio-Niterói (o que de fato não seria mal não). Mas o que vale é que o Rio de Janeiro continua o mesmo. A mesma cidade partida, os mesmos mundos que não se encontram - De um lado a favela, lutando sua causa sofrida, sozinha como sempre, enquanto a burguesia, numa explosão de fúria (niilista?), faz a sua guerra (particular?) chamando os holofotes para si por todos os canais de que dispõe.

Caso Royal: Linchamento, o lado sombrio da mente conservadora

Tribunais populares remontam a era medieval
Se o Instituto Royal afrontou a lei, que seja condenado por isto. Não por histerias coletivas que conduzem ao linchamento, à aprovação do mesmo como forma de "justiça", ao desrespeito às leis e ao princípio fundamental do direito, o do direito de defesa.


A palavra final dos cientistas x o achismo dos ativistas
Mulher arrependida devolve pen drive que roubou com dados sobre pesquisas que salvariam vidas humanas.
Vídeo exclusivo no Boechat mostra a importância das pesquisas e o comentário da ativista que admitiu ter sido influenciada pelos boatos sobre maus tratos.

São pessoas bem intencionadas, sem dúvida, olham os curativos nos bichinhos, alguns recém saídos do processo de pesquisa, e acreditam que aquilo é sinal de violência. Mas não é. 


Bom, acho que fica aí a lição para da próxima vez se cercarem melhor de informações. Pesquisas foram prejudicadas, carros incendiados, muita gente vai responder processo, e alguns cães agora correm até risco de vida.


http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/10/23/prefiro-acreditar-nos-cientistas-diz-ministro-sobre-testes-em-animais.htm



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Imperdível: O Globo x Mídia Ninja - vídeo do ano!!!

Esse debate é obrigatório e extremamente revelador. Arriscaria dizer que, no final das contas, foi o debate sobre novas estruturas midiáticas de parcialidade assumida versus as velhas formas  de parcialidade enrustida.

A sensacional discussão que se estabeleceu entre Mídia Ninja e O Globo me lembrou muito, num dado momento, aquela canção do Raul Seixas: “Combate o patrão no trabalho sem saber que o patrão sempre esteve em você”

Mas, sem dúvida, a “saia a justa” que coloca essa Organização no seu devido lugar é o auge do debate. E são muitas ainda as questões trazidas nesse vídeo.

Para começar, o editor de O Globo dizer que vivemos uma democracia plena foi dureza de ouvir. Vivemos uma democracia em fase de aperfeiçoamento, áreas como segurança pública, comunicações e judiciário ainda estão contaminadas pelo ranço autoritário da ditadura. E a cabeça das nossas elites, idem. 

A questão da agressão a jornalistas foi o tema mais espinhoso que fundiu a cuca da rapaziada e fez a temperatura subir no final.

Esse argumento da legitimidade de se calar os jornalistas da Globo pois eles são parciais, ou seja estão do lado de lá, magistralmente captado pela intervenção da plateia, é perigosíssimo pois também dá o direito de calar a Mídia Ninja, já que estaria igualmente de um lado (e um lado controverso, embora demonstrem dificuldade em perceber isso)  .

Imaginemos um operário que rala pra caramba pra sustentar a família, tem um filho ali na faixa de 15 anos e toda vez que chega em casa, cansado do trabalho, vê o moleque empolgado assistindo a cobertura engajada e teatralizada da mídia ninja. Imaginemos que esse garoto resolve um dia ir as ruas externar sua insatisfação e volta pra casa cheio de ferimentos. Esse trabalhador, um dia saindo do trabalho, dá de cara com um protesto de quebradeira geral e topa com um camarada fazendo sua cobertura, por uma questão muito subjetiva, terá legitimidade para cobrir-lhe de porrada?!

Acho esse debate fundamental e isso ficou sem resposta ali. Essa contradição que parece pequena, é importantíssima para compreensão de "tudo isso que tá aí".

No mesmo exemplo, vejo eles falando da capa do Globo extremamente violenta (asquerosa acrescento aqui), mas o que dizer de algumas narrativas da MN que incentivam a violência de forma até debochada? Enfim, coisas pra se pensar…

Gostei tb muito do minuto 52, onde se fala do campo de batalha irracional que se tornou o Facebook. Da impossibilidade que essa nova plataforma está mostrando de fazer um contraponto a mídia oficial por conta, ou de replicar, em sua maioria, notícias escandalosas saída dos grandes veículos, ou ainda de uma excitação alucinada que coloca a indignação e a raiva antes da reflexão e do conhecimento, catapultando as pessoas pras ruas.

Com 1 hora de vídeo a pergunta da menina é absolutamente genial! Vale o ingresso. A resposta do Ninja foi tão embaralhada e confusa que pareceu, sem sacanagem, ter incorporado um Exu-Gabeira!
No minuto 46 o Felipe, mesmo entrando numa contradição gigantesca com sua fala anterior (onde disse que os agressores de repórteres tinham legitimidade) consegue dizer tudo o que eu penso: “Há que se ter a consciência que o jornalista que está na ponta não é o editor chefe e que o policial que tá na linha de frente não é o responsável pela militarização da instituição em que trabalha e ganha o pão."

Eu me esforço pra entender e respeito muito o que esses jovens trazem, mas penso que, guardadas as devidas situações terríveis que ainda enfrentamos (e eles tem razão quanto a isso), vivem sob uma perspectiva absolutamente singular sobre o momento atual do Brasil. Talvez no eixo Higienópolis-Leblon o Brasil, de fato, nunca esteve tão na merda e precisa urgente de uma revolução. 

No caso do Raphuko, sua percepção sobre a favela é, na minha opinião correta e demonstra sensibilidade.  Mas, notem, isso não os credencia, em hipótese alguma, a defender na base da violência a causa de lá. Ouvir o que está acontecendo  para além da Rocinha de Amarildo, e respeitar as formas de se organizar e o que pensa e sente as comunidades seria um bom caminho. Manguinhos fez uma manifestação forte outro dia, e não apareceu black blocs, OAB nem "os mil e um iphones engajados". 

Por que não estreitar esses laços e sair do lugar de porta-voz da dor alheia? Lembro-me de ter visto na Maré, três senhoras moradoras chamando a atenção de uma menina que gritava palavras de ordem histericamente , dizendo para ela respeitar o luto que viviam naquele dia. Um pouco de humildade e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Eu mesmo senti vergonha de, naquele dia, ter ajudado no coro que tirou a repórter do RJTV de lá ; acho que temos todos muito que aprender...

Quanto a Globo é lamentável a sua atuação sempre, é  uma organização execrável, sem dúvida um dos maiores males de toda a história do nosso país. O ranço ditatorial e reacionário está ali, impregnado, e não vai ser uma confissão fajuta daquelas que vai enganar os cidadãos brasileiros que tanto desprezaram ao longo da história. 


O  mais importante disso tudo é a riqueza desse debate. Estamos chacoalhando o fundo nesse momento, e é natural que muita coisa venha a tona  mesmo, de todos os lados. 

Educação se mete em roubada suprema em Brasília

Agora está explicado o fato de Cabral ter considerado traição esse estranho "surto 'justiceiro" do ministro. 
Às 21h15m, o ministro do STF considerou “positivo” o acordo firmado e deu o tom da conciliação: a greve terá de chegar ao fim nas assembleias:Os professores se comprometeram a realizar as assembleias para acabar com a greve. Se a deliberação for no sentido contrário, eles não poderão contar mais com o STF – disse Fux. 

Ou seja, o que aconteceu hoje em Brasília foi uma acinte a categoria. Não bastasse a forma autoritária que os professores vem sendo tratados pelo Estado, agora, além de sair mais uma com uma mão na frente e a outra atrás,  foram submetidos a decisão de um juiz que praticamente deliberou o fim da greve e ainda fez ameaça. 

Ou aceitam esse nada que a gente tá dando pra vocês e voltam já pras salas de aula ou então não contem mais com Supremo Tribunal Federal Brasileiro. É isso?! 

Estamos fux...e mal pagos, claro. 



Dilma finalmente pede desculpas oficiais a médico cubano

O profissional foi hostilizado no "corredor da xenofobia" formado por colegas brasileiros. 
Não vamos nos esquecer da jornalista da Folha de São Paulo que disse que jamais seria atendida por uma médica com cara de empregada doméstica. No país da "cordialidade" onde o preconceito de cor e de classe social são as marcas maiores dessa elite de mentalidade escravocrata, isso, infelizmente, não surpreende.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/10/22/dilma-sanciona-mais-medicos-e-pede-desculpa-a-cubano-hostilizado/

Educação: quem não se envolve não se desenvolve

O biólogo chileno que pode ensinar muito pra gente

“Um corpo desequilibrado, descoordenado, impotente, cria uma cultura desequilibrada, descoordenada e impotente. Enquanto não reorganizarmos nossa condição biológica, enquanto não colarmos nossa existência à sua força criadora, todas as mudanças em nossa cultura serão só a melhora do que está ruim, e continuaremos a nos destruir, a perder a grande possibilidade da vida plena e potente.”



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela

Ou melhor a pm atiçada em rua protegida por advogados e iphones, é a mesma que vai ainda mais violenta pros becos escuros da cidade onde filho chora e mãe não vê.

Depois do corre corre e da pancadaria geral, com os nervos a flor da pele , eles provocam o policial até ele sair do sério e dizer a verdade nua e crua sobre a função que a sociedade  "lhe designou" durante décadas para preservar a paz social,  que, no funfo, sabe qual é mas se horroriza quando ouve .

Depois da noite de adrenalina, o jovem vai pra casa, postar suas fotos e tomar seu suco de laranja, já o PM, "esquentado" e cheio de raiva por ter que apanhar calado e ser esculachado por playboy (que na cabeça dele é isso, além de maconheiro, é assim que pensam, podem ter certeza), mais hora menos hora vai pra favela descarregar essa adrenalina numa jovem estudante, como a Juliane, de Manguinhos.

É a insanidade dessa violência, que estressa ainda mais um agente da lei despreparado e agressivo por natureza institucional, e onde um lado mais fraco sempre vai sofrer mais e a gente sabe bem qual é...Vejam:

Geopolítica do petróleo: Brasil se afasta dos EUA

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Geopolitica-do-petroleo-Brasil-se-afasta-dos-EUA/7/29271

Emir Sader: A melancolia da elite intelectual


Emir Sader
Patético ver intelectuais melancólicos diante do Brasil de hoje. Uma parte deles, chegou à euforia quando FHC foi eleito. “Se alguém pode aplicar esse modelo com políticas sociais, será ele”- afirmou um deles. “Não preciso escolher entre Pelé e Garrincha”- disse outros, que fez campanha pelo Lula, mas correu assumir um ministério do no governo FHC, não sem antes anunciar “uma nova revolução democrática no Brasil”.
   
Era a projeção dos sonhos da intelectualidade paulista e da que se identifica com ela, como a elite da elite da elite brasileira. FHC chegava derrotando a esquerda, com uma bandeira que dava cores de modernização a um programa conservador. Propondo-se a “virar a pagina do getulismo” – melhor ainda, menos Estado, nada de populismo, fora sindicalistas, petistas, Lula, partidos de esquerda.
   
O diário da Barão de Limeira inaugurou um caderno especial – A “Era FHC”. Não precisou emprestar carros pro seu governo, mas emprestou todos os seus espaços e seu “dom de iludir”.

FHC saiu derrotado, com o rabo entre as pernas, como o político mais repudiado pelo povo brasileiro. Seus adeptos se refugiaram na melancolia. O diário da Barão de Limeira foi tirando do ar o caderno da Era FHC, sem nem noticiar seu fim e as razões. Seria um hara-kiri, da mídia e da elite paulista.

Para mal dos pecados, aquele governo foi substituído justamente por Lula e pelo PT – os inimigos que FHC pretendia ter derrotado, para o orgasmo da elite melancólica. O que fazer, além de esperar o fracasso do governo despreparado para governar? Se até FHC fracassou, o que o governo reservaria para o Lula?

Primeiro, as denuncias – misturadas, entre a direita e a ultra esquerda – da “traição” do Lula. Se confirmaria que para governar Lula teria que abandonar tudo o que a esquerda pregava. Teria que seguir a política econômica do FHC e sair como  “traidor” do povo brasileiro, desmascarado. Derrota da esquerda por décadas.

O “mensalão” era a prova que faltava: além de incompetente, o novo governo assaltava o Estado e seria derrubado com a pecha de corrupto. Banquete que de novo unia a direita com a ultraesquerda, tendo como inimigos o governo Lula e o PT. Salivavam as elites melancólicas diante da perspectiva de limpar o campo e poder governar por décadas sem a moléstia da esquerda, do Lula, do PT e do movimento popular.

O que fazer diante do sucesso do Lula, dentro e fora do Brasil? Diante da sua capacidade para eleger e reeleger sua sucessora? Refugiar-se na  melancolia. Dizer que tudo está ruim no Brasil, prestes a explodir. Que o povo se vendeu por bolsas família, por Minha Casa, minha vida, por empregos, salários, etc., etc.

Fazer o discurso escatológico de que o mundo está pior do que nunca, que o Brasil vai pro brejo, que o povo nunca aprende, que tudo pode ainda ficar pior, se o Lula voltar em 2018. E refugiar-se também nos espaços que a direita lhes reserva para esses lamentos na sua mídia.

Desencontrados do Brasil que melhora, da America Latina que avança – na contramão dos seus queridos EUA e Europa – só lhes resta um final resignado e resmunguento. Procurar algum candidato ou deputada que possa fazer alguma sombra ao governo. Porque ver triunfar ao Lula, ao PT, à esquerda, ao governo, é a estação final e melancólica da elite intelectual da nova direita.