terça-feira, 30 de outubro de 2012

Porque temos a pior mídia do mundo

Mais uma vez um festival de absurdos quase cômicos invade os meios de comunicação. Lendo o texto abaixo dá pra ter uma noçao da razão pela qual temos a pior mídia do mundo.

Apesar do que eu sempre tive uma suspeita. Nossa mídia é assim, tão fraca, despreparada, manipuladora até o última pingo de tinta ou ultimo salivar de cada "colonista", porque ela não leva fé na capacidade crítica (em ultima análise da inteligência) do "amigo leitor". Sabe que a rapaziada por aqui "lê mermo" é a manchete, pega as besteirimnhas que os Mervais, Noblats e Castanhedes, falam  e correm pro facebook, ou pro botequim da esquina pra fazer a onda...
 
Resumindo: "Eles falam mesmo o que dá na telha porque acham que somos todos uns ignorantes e incultos, e mentem e distorcem compulsivamente porque, com o perdão da palavra, acham que do lado de lá da telinha ou do papel impresso são todos uns grandissíssimos trouxas.  Só pode ser isso, é muita, mas muita bobagem que se tem que aturar.

Pensa rápido:
 
"Onde se pode ler, ver e ouvir mais bobagens, abobrinhas e ideias repletas de segundas intenções? Nos jornalismo político, no jornalismo econômico, no cultural ou na imprensa esportiva?"

Leia: Os sete segredos de uma mídia que se perdeu na história

http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/sete-segredos-e-uma-pergunta-que-a-grande-imprensa-esconde.html#more-16351

Pra onde a mídia vai correr?

Só rindo mesmo...A Globo News com o Mervalzinho, a Cristiana Lobinho e a Renatinha Loprete chega a ser uma comédia. A ginástica intelectual que eles fazem pra distorcer os números e manipular os dados, de acordo com seus desejos ofende qualquer espectador minimanente desinteressado.
 
Mas é bom eles tirarame o cavalinho da chuva. Eduardo Campos, o cara que os meios de comunicação, depois da morte política de Serra, depositarão suas fichas a partir de agora, já anunciou: "O PSB Está fechado com Dilma, o momento não é de distensões"
 
Durante anos José Serra foi a banda larga por onde passou as ideias conservadoras da mídia. Vai ser muito "engraçado" observar o movimento midiático virar as costas pro PSDB pra tentar encarnar agora num partido de esquerda. Com eles é assim: estão sempre atrás de um "corpo", pra sustentar a bandeira do conservadorismo e do ódio histórico ao Lulo-petismo.
 
Se o PFL virou DEM e foi definhando e o PSDB não foi competente pra fazer o jogo das elites durante todos esses anos, se o Aécio não conseguiu largar as madrugadas etílicas no Cervantes pra assumir seu papel de líder nacional, se quando a corda apertou se pintaram de verde com o insosso Gabeira e até com a nossa querida Marina, se nada disso deu certo, não tem problema, eles vão fundo com os heróis do STF...
 
Mas se, ainda assim, como vimos, a novela do mensalão no Jornal Nacional (que será processado dessa vez) não colou nos eleitores, só conseguiu colocar meia dúzia de madames mascaradas (literalmente) e indignadas nas ruas do Leblon, não tem o menor problema mesmo, eles, darão um giro de 360o e entrarão agora pela base do governo, inventando diariamente uma crise, massagendo o ego do governador pernambucano até ele não aguentar mais, tudo de olho em 2014
Essa será a tônica dos proximos anos. que serão ainda mais pesados que os últimos, pois a reeleição de Dilma, significa a volta de Lula  em 2018 e a consolidação de pelo menos, 24 anos de um partido trabalhista no governo do Brasil. Conservadores, tremei!
E podem vir de novo no galope da mídia golpista. Estaremos atentos, como sempre.
 
Leiam abaixo o editorial da Carta Maior:

MÍDIA RUMINA LÍQUIDOS BILIARES


Depois de patinar durante 24 horas sem achar o rumo, o dispositivo midiático conservador tenta transformar o desastre ferroviário que foi a derrota em SP "numa onda oposicionista que mudou a cara do poder no Brasil", conforme a esforçada manchete da Folha desta 3ª feira.
A manchete inclui a marca do jornalismo Folha, cada vez mais ancorado em pegadinhas à altura dos petizes que bricam nesse taquinho de areia tucano. Desta vez, o jornal induz o leitor ao erro de considerar 'oposicionista' como oposição ao governo federal e ao PT. Na verdade, trata-se de grosseira manipulação de reviravoltas locais em que oposições venceram prefeitos e seus candidatos. Aos fatos: a) o PT foi o partido que fez o maior número de prefeitos (15) em cidades grandes, com 200 mil a um milhão de habitantes; b) o PT vai governar 25% do eleitorado nesse segmento; c) juntos, os partidos da base federal, PMDB+PSB ePDT, fizeram outros 20 prefeitos nessa categoria das grandes cidades; d) vão governar 26% desse eleitorado.
Os petizes da Folha & associados dedicam-se ainda a cambalhotas mentais para induzir o leitor a 'enxergar' como foi horrível o desempenho do PT, 'se excluirmos', dizem eles, a vitória isolada em SP. Em eleições anteriores, o esforço era para decepar o Nordeste 'atrasado' do mapa da crescente hegemonia do PT. Agora, é a vez de seccionar a própria jugular paulistana, que reúne 6% da demografia nacional e 11% do PIB

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fim da linha pra direita em São Paulo. Haddad clama por uma cidade mais humana

“Vou derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica da cidade pobre”
                                              (Fernando Haddad, prefeito de São Paulo)

Leia: São Paulo não é mais a "Ilha dos Tucanos", o paraíso dos endinheirados e segregacionistas que caminhava na contramão do novo Brasil.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/10/28/haddad-sp-nao-e-uma-ilha-dos-tucanos/

domingo, 28 de outubro de 2012

PT é o campeão de votos de 2012 em todo Brasil!

Folha, Globo, Veja e Estadão mais uma vez saem derrotados.

"Centenas de milhões de dólares foram gastos pela grande imprensa brasileira na busca desesperada por fazer o povo brasileiro votar como queriam colunistas, editorialistas e articulistas de jornais, revistas, televisões e rádios. Tudo em vão."

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/10/brasil-ignora-o-mensalao-e-faz-do-pt-partido-mais-votado-em-2012-2/

Globo é derrotada em São Paulo.

A Globo foi derrotada em São Paulo, mas não perdeu a pose.. 
A edição online faz menção ao "novo poste" para cutucar Haddad e embaixo coloca três fotos, uma do lado da outra, de pessoas que foram contrangidas (xingadas) ao votar. Dirceu, Genoíno e Lewandowski. Ainda por cima são rancorosos.
Mas nada supera o "luto" da bancada da Globo News, com mais essa derrota do seu candidato, o Serrinha Baixaria.
Vejam as pérolas que esses "gênios da raça", os grandes articulistas são capazes de formular nesse momento.
Eu destaquei essa abaixo. O cúmulo do abusurdo e a denotação inequívoca do desespero que tomou conta das redações globais. Na falta de um adversário para bater em Lula, eles tão pegando até um ex-psdebista para fazer esse papel. A imaginação deles, guiada pelo ódio ao Lulopetismo, é doentia. Confira:
"Gustavo Fruet ganhando esta eleição, ex-PSDB, ex-crítico do Governo Lula..."

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Você acha que o julgamento do mensalão mudou o país?

O julgamento do mensalão mudou o país? A resposta para pergunta abaixo é a seguinte: No Brasil só vão pra cadeia (com ou sem provas, não interessa) os quatro pes: Pobre, Preto, Puta e agora Petista. E não tô falando aqui se fulano é santo ou se sicrano é o cão, tô falando de garantias individuais asseguradas na Constituição Federal Brasileira, de uma justiça que só pode condenar alguém com provas nos autos e pronto e não por deduções. Deduções faz mídia em cima das palavras de Roberto Jefferson há 7 anos. e vende pra sociedade o seu lado da história..

Mas vai explicar isso nas rodas do Facebook, na esquina da tua rua, ou no "baile de máscaras com a cara de Joaquim Barbosa" das madames do Leblon...Aliás a cara de Barbosa no rosto daquelas dondocas maquiadas, no domingo de sol, foi de contorcer Gilberto Freyre no túmulo...Fico pensando no que a mídia não consegue fazer nesse país? O ódio ao PT é tão grande, mas tão virulento que é capaz de colocar nas ruas do bairro considerado o mais elitista e mais conservador  do Rio de Janeiro, peruas brancas com máscaras de negão clamando por justiça.

Tom Jobim estava certíssimo: "O Brasil, definitivamente, não é para amadores"
O texto abaixo mostra quem é tim tim por tim tim, alguns desses "arautos da moralidade" do STF, e o tratamento que dispensam aos poderosos corruptos e criminosos desse país.
 
Pros que acreditam na Globo quando diz que esse julgamento vai mudar o país, vale ler o texto abaixo sobre a conduta dos principais membros do "circo midiático" chamado STF.  
 
 
E ler também: Os perigos de um julgamento de exceção.
 

sábado, 20 de outubro de 2012

Felicidade Interna Bruta

Proposta de Emenda constitucional insere a felicidade como um direito social
http://sul21.com.br/jornal/2012/10/felicidade-interna-bruta-fib-um-novo-indicador-de-desenvolvimento-entre-os-paises/

Soninha: A dura vida de uma jovem reaça

Depois de perder o controle, as estribeiras e a elegância e xingar o ex ministro Haddad de fdp, com todas as outras letras, depois de declarar amor eterno ao candidato mais conservador do ninho tucano,  José Serra, Mocinha Francine, ex-vj da MTV vira alvo de piadas da própria emissora:

Mais uma "tucaninha-verde" botando as asinhas de fora..rs..Só rindo mesmo..

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/soninha-e-alvo-de-piadas-da-propria-mtv

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

STF condena um homem honrado sem uma única prova

"..Na falta de provas, as garantias individuais, a presunção da inocência, foram diminuídas, em favor da teoria que permite condenar com base no que é “plausível”, no que é “crível” e outras palavras carregadas de subjetividade, de visão."

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-falta-de-provas-contra-dirceu-e-genoino-por-paulo-moreira

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Era só o que faltava!

STF levará o Brasil a uma intervenção internacional na Justiça?

 No lugar de um julgamento sério (livre de emocionalismos e rancor) sobre dinheiro não contabilizado e suas capilaridades, que muito poderia contribuir para a nossa democracia, o STF optou por abraçar o parecer do MP, cujo ilibado procurador está sendo acusado de prevaricação no caso Daniel Dantas.

 No lugar de provas e fatos o supremo julgamento miditático virou de vez um Festival de deduções, na tentativa destrambelhada de encaixar o que tem na mão, na sentença midiática decretada, há7 anos, a partir da palavra de um corrupto da envergadura de Roberto Jefferson.

 É evidente que vai dar m.. O primeiro condenado já vai recorrer (e com toda razão) a CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Ele não nega o recebimento de dinheiro, não nega sua culpa, mas quer pagar por aquilo que cometeu. Na peça condenatória ele é acusado de compra de votos. Só que ignoraram as vezes que votou contra o governo e partiram pras deduções, ilações numa ginástica de palavras de fazer inveja a Sócrates e Aristóteles juntos. Condenar, usando a tese do "domínio do fato" ou  a partir de assertivas sobre a compra e venda de consciências é entrar num terreno delicadíssimo.

 Mas nada é mais de se espantar, afinal, depois que o "Super-Barbosa", através de suas brilhantes deduções, colocou até a presidente no meio de um caso de 2003..Aliás, tomou logo um passa fora oficial dela que hoje não a cita nem em conversa de botequim.

 Deduções, deduções e deduções, se fosse pra ser assim, não precisava desssas figuras cheias de pompa, era só chamar o Merval, Ali Kamel, o Jabour, a Miriam, e o Mainardi, colocar uma capa-preta neles que daria absolutamente no mesmo.

 Confiram o excelente artigo de Janio de Freitas:
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Coordenadas no Vivo Open Air.

É dia 20 de outubro, no Jóquei!
http://www.facebook.com/openairbrasil?ref=stream

O Maraca é nosso?

Direto do Fazendo Média
http://www.fazendomedia.com/o-maracana-e-de-quem-afinal/

Freixo escorrega na reta final

Tudo bem, eu sei, é a política..A dobradinha com Rodrigo Maia faz parte do jogo; até porque, estrategicamente, coloca-se o filho biológico de Maia para brigar com o seu filho político. Ok, mas usar a Revista Veja para atacar o atual prefeito aí, me desculpa, é inadmissível. Um orgão de comunicação sobre o qual pesam suspeitas gravíssimas de ligação com o crime organizado, que se vale dos meios mais escusos para plantar suas reporcagens, não podia ser usado como fonte por um candidato sério e com a trajetória de Freixo. Eu entendo, é o desespero da reta final, é a política, mas acho que um limite perigoso foi ultrapassado aí.

O PSOL já dá sinais claros de desgaste pelo Brasil. Manter o discurso de "atirador" durante muito tempo não é fácil, mas hora menos hora a vidraça fica exposta, não tem jeito. Em Belém, alianças com a iniciativa privada que tanto condenam, no Amapá, o combativo senador Randolfe Rodrigues, que chega a pular em palanque para falar de ética e de alianças não-ideológicas, e que relativizou seu discurso para encaixar o PPS, o PSDB...

Marcelo Freixo é um grande homem, um sujeito digno, honrado, um cidadão cuja luta política nos enche de orgulho e que merece ir ao segundo turno, pois essa cidade merece um debate mais plural, aprofundado sobre uma administração fria, distante e sobre a qual recaem suspeitas seríssimas.

Usar a Veja no debate foi uma tremenda bola fora, embora fosse nítido seu desconforto em tabelar com Maia se valendo de uma revista tão suja. Infelizmente, vi ali os pontos sendo entregues. Acho que ele mesmo viu que não dá mais. Uma pena.


ps: Ainda assim, dia 7, é Freixo 50.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Novo Código Florestal blinda o latifúndio improdutivo e é um retrocesso na luta pela terra

Cadê a Reforma, Dilma?! Onde está a revisão dos índices de produtividade da terra prometida por Lula até o fim de seu mandato?Na medida em que o governo falha, torna-se inevitavelmente responsável pelos conflitos no campo, que assolam milhares de famílias de trabalhadores rurais.

http://www.mst.org.br/Novo-Codigo-Florestal-tende-a-blindar-o-latifundio-improdutivo-da-desapropriacao


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Brasil mudou radicalmente pra melhor de 2002 a 2012.

A excelente notícia que todos já sabíamos agora está embasada cientificamente no maior estudo feito até então sobre a Era Lula:

 Brasil tem a menor desigualdade de renda de toda sua história

A pobreza caiu 57% em uma década e fez com que o país atingisse em dez anos uma das principais Metas do Milêno, da ONU, prevista para ser alcançada em 25 anos!

Confira os dados do IPEA:

“Assim como a China está para o crescimento econômico, o Brasil está para o crescimento social."

O Brasil atingiu em 2011 o menor nível de desigualdade social já verificado desde o início das séries históricas, em 1960. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo "A década inclusiva", apresentado pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Não há, na história brasileira estatisticamente documentada desde 1960, nada similar à redução da desigualdade de renda observada desde 2001", disse Neri. "Assim como a China está para o crescimento econômico, o Brasil está para o crescimento social."

A diminuição da desigualdade é medida pelo coeficiente de Gini, que passou de 0,594 em 2001 para 0,527 em 2011. No índice, quanto mais perto de zero menor a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres do país. "O Brasil está no ponto mais baixo da desigualdade, embora ela ainda seja muito alta", ressaltou o presidente do Ipea.

O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que a renda dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos.

Crescimento dos salários e peso do Bolsa Família

O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da diminuição da desigualdade. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.

Neri ressaltou que, dentre todos os vetores para a diminuição da desigualdade, o Bolsa Família é o mais eficaz, do ponto de vista fiscal.


"Se todos os recursos pudessem ser canalizados à mesma taxa para o Bolsa Família, ao invés da previdência, a desigualdade teria caído mais 362,7%", exemplificou Neri no estudo.

A disparidade de renda entre brancos e negros também se alterou. Segundo os dados apurados pelo Ipea, a parcela da população que se declara como negra teve crescimento da renda de 66,3% nos 10 anos. Maior variação foi apurada entre os pardos (85,5%). Entre os brancos, o crescimento foi de 47,6%.

O recorte por regiões mostra que no Nordeste a renda subiu 72,8%, enquanto no Sudeste cresceu 45,8%, sempre no mesmo período de comparação. O estudo conclui que houve queda de 3,2% no coeficiente de Gini entre junho de 2011 e o mesmo mês de 2012, tendo como base dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE.

Gil, levando a vida na flauta..

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/09/25/projeto-flautistas-da-pro-arte-recebe-gilberto-gil-nesta-quarta/

A cartada final contra Dirceu

Wanderley Guilherme dos Santos parecia estar mesmo certo quando falou em Tribunal de exceção.
Não encontrando um único resquício de ocasião contra o ex ministro,  Supremo deverá partir pro tudo ou nada, podendo mudar as regras do jogo em pleno jogo (!) e abrir mais uma vez jurisprudência afim de fisgá-lo.
 
 Pela teoria do domínio do fato, Dirceu não resistiria, aliás nem o presidente Lula resistiria..Ela foi criada na Alemanha Nazista justamente pra ser de corte largo e implacável e não deixar pedra sobre pedra.
A pergunta é: Nos livramos de uma ditadura militar, cujos tribunais julgavam os chamados ” subversivos ” sem provas com base em leis de exceção, para cairmos numa ditadura judiciária/midiática?!
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Campanha para mudar o nome do Engenhão

Estádio João Saldanha.

No lugar de um nome ligado a corrupção o de um homem de caráter ligado ao BOTAFOGO.

Eterno João Sem Medo. A homenagem será mais do que merecida.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/no-rio-a-campanha-para-mudar-o-nome-do-engenhao.html/comment-page-1#comment-375440

Nuzman trafega na rota sombria de Teixeira.

A sociedade brasileira não merece esses dirigentes e nossos atletas, honrados,  não merecem essas pessoas que o representam lá fora.

Que paguem por sua conduta, é o mínimo que se espera. Chega de sorrisos, festas e hipocrisia!


 

Escândalo Olímpico!

CRIME NO COB: COMITIVA DA RIO-16 FURTOU DOCUMENTOS DE LONDRES-12

Nuzman, a sua obrigação moral agora é vir a público prestar contas a sociedade brasileira.

E o governo federal, por que o silêncio do Min. Dos Esportes? São bilhões de dinheiro público envolvidos.
Dilma tomou a decisão acertada de não dividir e mesma mesma mesa, sala ou qualquer ambiente com Teixeira após o escândalo milionário de corrupção na Fifa, até que o r. saiu na surdina, pela porta dos fundos... E agora, como será com Nuzman? Como se portará a Presidência da República depois desse crime gravíssimo envolvendo 10% da delegação oficial que foi a Londres?

 Na Inglaterra estão nos chamando de ladrão pra baixo...mais uma vergonha dos que dirigem o esporte nesse país.  O jornalista da Folha de São Paulo, após o furo dado por Juca Kfouri, pergunta com muita pertinência: “Quem teria dado a ordem para a operação criminosa? Quem teria dirigido essa patética ação? Os dez envolvidos, que trabalhavam em áreas distintas, e os outros 10 que conheciam ato criminoso e também foram afastados, agiram por iniciativa própria numa tremenda coincidência?

“Na Inglaterra, ao contrário do que acontece no Brasil, o presidente do comitê organizador é um, o ex-atleta, o campeoníssimo Sebastian Coe, e o presidente do Comitê Olímpico é outro. No Brasil, e praticamente só no nosso país, o presidente dos dois comitês é o mesmo. No caso, lamentavelmente, o senhor Carlos Arthur Nuzman”
 
Mas assim como chegou a  hora de Teixeira, creio que a sua também chegará.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A ridicularização do Profeta Maomé: Estão brincando com coisa muito séria.

Liberdade de expressão em tempos de fundamentalismo religioso. Como conciliar uma conquista histórica da humanidade com o respeito ao ser humano e suas escolhas?

 Primeiro o vídeo americano de profundo mau gosto, seguido da recusa absurda do Google de retirar o material, mesmo após a morte do embaixador na Líbia. Agora o jornal francês, com uma charge estúpida e desrespeitosa sobre o profeta Maomé.  Resultado: Eclodem manifestações viloentas na Alemanha, Inglaterra,  nos países Árabes e em todo mundo. O clima de instabilidade é o maior desde a Primavera Árabe e coloca o Ocidente em alerta.

 Minha pergunta é simples: Num mundo de conflitos históricos e tensões permanentes, onde a internet promoveu uma revolução de costumes positiva na vida das pessoas mas  fez aflorar também toda a sorte de preconceito e estupidez, é possível  conviver com a liberdade de expressão na sua forma total, que não seja de alguma forma regulada pela matriz universal dos Direitos Humanos?

 Acho que a humanidade terá que parar pra discutir isso, como aconteceu em 1948, após assistir estarrecida ao massacre de um só homem contra uma nação inteira; sob pena de vermos uma terceira grande guerra eclodir justamente de um direito assegurado ao final da anterior: O livre pensar humano.  




 

O Chicote de Gaia!

Vaporizou+tudo+diz+homem+que+registrou+tornado+de+fogo.html#tarticle

 

Um outro mundo é possível

O curso da vida humana analisado sobre os aspecto social, biológico, psíquico e espiritual.

Na dimensão social, Lucia Ribeiro aponta transformações que possibilitam aos idosos uma melhor qualidade de vida, apesar do persistente preconceito; na físico-biológica, Maria José dos Santos indica mudanças sempre permeadas pela subjetividade; já no aspecto psicoanalítico, Fernando Rocha mostra a coexistência de reações de medo e de tristeza pelas perdas, com o surgimento de elaborações criativas; e, finalmente, Leonardo Boff, na dimensão filosófico-espiritual, enfatiza o polo da interioridade, com sua possibilidade de crescimento indefinido, vendo a morte como a passagem para uma vida plena.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bob Marley: Uma jornada espiritual

Ele cantava fé e esperança .. Bob Marley conseguia fazer as pessoas entenderem os problemas, as alegrias e os sonhos da humanidade através da música. a GNT exibe o documentário "Bob Marley: Uma Jornada Espiritual", nesta quarta-feira, às 23h15. Imperdível!

http://gnt.globo.com/maisdatv/noticias/Filme--Bob-Marley--uma-jornada-espiritual--conta-trajetoria-do-musico.shtml

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mídia, Política, STF: Uma ótima análise sobre atual cenário brasileiro.

Há dois marcos na nova etapa da jogo político brasileiro: o fim político de José Serra e o novo protagonismo político do STF (Supremo Tribunal Federal).
Vamos analisar algumas variáveis que serão determinantes do novo tempo político.
A luta pela civilidade política ainda tem um longuíssimo caminho pela frente.

Por Luis Nassif

1. A radicalização exacerbada não desaparece com Serra.

A ultradireita que emergiu no país nos últimos anos não se organizou em torno de Serra. Ele foi apenas o oportunista que pretendeu cavalgar a onda – como tantas outras que cavalgou, antes, como a do desenvolvimentismo, da socialdemocracia, sem nunca empunhar de fato a bandeira. Hoje está claro, mesmo para quem conviveu a vida toda com ele, que jamais passou de um arrivista.

Como explico na abertura da série “O caso de Veja”, o ódio como arma política começou como um sentimento algo difuso, que ganhou eco na agressividade de alguns comentaristas de televisão – imitando o estilo da Fox norte-americana. O episódio do “mensalão” serviu como agente deflagrador da intolerância, assim como a perspectiva da velha mídia de derrubar mais um presidente e retornar aos tempos de glória do pós-impeachment.

Apesar do gatilho ter sido o “mensalão”, é algo muito mais orgânico, cuja raiz (em termos globais) está na ascensão das novas massas, no fim do sonho neoliberal, no protagonismo da mídia na era Murdoch.

Serra percebeu a mudança de ventos e se adaptou ao novo figurino. O terreno era-lhe familiar porque a intolerância e os métodos obscuros já eram parte integrante de sua personalidade. Termina a carreira execrado pela esquerda, sob desconfiança da direita, deplorado por amigos que um dia acreditaram nele e… desprezado pela velha mídia por inservível

2. A ultradireita ficou sem um candidato.

E o que virá agora, para canalizar o ódio político?

Há paradoxos curiosos nessa história.

Nas últimas duas décadas, a legitimação do PSDB se dava em cima do suposto intelectualismo de FHC e Serra, e suas tropas de intelectuais, em contraposição ao PT, tratado como intelectualmente tosco pela mídia. De fato, os intelectuais do partido sempre tiveram enorme dificuldade em compatibilizar ideias progressistas mais contemporâneas com o cipoal de tendências que sempre marcou a história do PT.

Com Lula, o PT ocupou a centro-esquerda, enquanto o radicalismo inconsequente de Serra tirou do PSDB paulista toda uma geração de novos intelectuais que poderia revitalizá-lo. Sua prepotência e falta de discernimento fez o PSDB perder o grupo de Bresser-Pereira, os economistas da Unicamp, os irmãos Mendonça de Barros, os socialdemocratas da USP – as gerações mais velhas se mantem fieis a FHC, mas passam a quilômetros de distância de Serra e intelectualmente já deram o que tinham que dar.

Nessas eleições, o candidato do PT à prefeitura é um legítimo representante da elite intelectual paulista – formado em três centros de irradiação de influência, as Faculdades de Direito, Filosofia e Economia. Serra é um repetidor de bordões de intolerância. E a liderança que restou ao PSDB paulista, Geraldo Alckmin, é intelectualmente tão tosco que chegou a chocar o conservadorismo mais elaborado do Estadão, no episódio em que defendeu a PM pela chacina da semana passada (“só morreu quem resistiu”). No plano federal, Aécio Neves é uma promessa que não se realizou nem deverá se realizar.

Não havendo nenhum fato político anormal, a oposição tenderá a se aglutinar em torno de Eduardo Campos, um socialdemocrata com vinculação histórica com o centro-esquerda e sem necessidade de encarar o figura ultrarradical para se firmar.

Mas os ventos do ódio estão longe de se dissipar. E a aposentadoria de Serra cria um vácuo que deixa uma interrogação: para onde vai ser canalizada esse ódio político visceral?

3. Um personagem velho, a mídia, e um novo protagonista, o STF.

Daqui para diante, a luta política não se dará no campo partidário, mas em duas frentes: na mídia e no Judiciário, especialmente após o novo papel do STF (Supremo Tribunal Federal) e da cúpula do Ministério Público Federal.

No pano de fundo, a reação contra os descaminhos do modelo político, mas também um sentimento difuso contra o PT e Lula. Dificilmente o Procurador Geral Roberto Gurgel investiria com o mesmo ímpeto contra malfeitos do PSDB. No entanto, dentro do MPF há um sentimento corporativista solidificado, identificado com o pensamento de Gurgel.

Na outra ponta, por razões variadas, tem-se o STF assumindo um protagonismo perigoso.

Judiciário e MPF são compostos por um público que pertence ao extrato mais conservador da sociedade – no sentido de se informarem apenas através das mídias convencionais, seguirem rituais formalísticos, se diferenciarem do chamado cidadão comum por um conjunto de convenções, vestimentas, linguajar.

Todos os sinais que emanam do STF indicam que essa resistência aos novos tempos (e aos velhos vícios da política) resultou um novo protagonismo que, em breve, irá provocar conflitos com o Legislativo e, talvez o Executivo.

Podem-se buscar explicações individuais para a atitude de cada Ministro.

Gilmar Mendes sempre foi um Ministro político. Marco Aurélio de Mello trombou com o PT quando presidiu o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e guardou mágoas. Ayres Britto submeteu-se totalmente à mídia após ter sido alvo de uma denúncia inepta envolvendo seu genro. Embora ninguém jamais colocasse em dúvida sua idoneidade pessoal, desde então ele se curvou a todas as pressões da velha mídia.

Joaquim Barbosa é um caso à parte, talvez o maior erro político de Lula. Embora ninguém coloque em dúvida sua capacidade, existem dezenas de procuradores federais tão bem preparados quanto ele. Foi escolhido por seu simbolismo, por sua cor. No período que antecedeu a escolha, chegou a irritar Lula com seu servilismo. Empossado Ministro, tornou-se um deus ex-machina.

Dias Toffoli foi um segundo engano de Lula, provavelmente para corrigir o primeiro. Sem bagagem jurídica, foi escolhido para ser o Gilmar de Lula. Mas a diferença de estatura é enorme.

Mas como explicar a nova leva de Ministros, indicados por Dilma, todos igualmente tomados pelo ira santa? É evidente que essa situação reflete um estado de espírito majoritário na cúpula do Judiciário e não apenas uma conjunção pontual de personalidades.

Restou a posição heroica e solitária de Ricardo Lewandowski tentando fazer valer princípios de direitos individuais e preocupando-se em não se deixar levar pelo fogo da politização.

Não se sabe como será daqui para frente. Mas inegavelmente a oposição saiu do campo político para o campo midiático-jurídico.

Do lado da mídia, a estratégia visa interditar Lula definitivamente da política. Após o mensalão, tentarão levantar o caso dos empréstimos consignados do BMG para acusar Lula do chamado ato de ofício.

É uma cartada agressiva e que poderá gerar confrontos imprevisíveis.

4. A estratégia do governo Dilma.

Para tornar mais complexo o cenário, tem-se esse extraordinário paradoxo: Dilma é umbilicalmente ligada a Lula, tem demonstrado lealdade em todas as circunstâncias mas, para efeito midiático, foi transformada em uma espécie de anti-Lula. Na substituição de Cesar Peluso, não cedeu ao erro de indicar o advogado geral da União, fazendo uma escolha técnica.

Aparentemente considera que o republicanismo e o anti-corporativismo serão suficientes para blindá-la de tentativas futuras de desestabilização.

A boa imagem junto à classe média midiática se deve à sua racionalidade na gestão pública mas, também, a um pacto tácito com a velha mídia de não fortalecer nenhum canal alternativo, mantendo intacto para ela o botim das verbas públicas. Com a indústria, um pacto desenvolvimentista de redução de juros e proteção tarifária. Com os grandes grupos nacionais, parcerias nos projetos de desenvolvimento. Com o funcionalismo público, atitudes que geram resistência neles, mas apoio da classe média midiática.

Mas ainda mantem uma fé quase ingênua na capacidade da velha mídia se desarmar e retomar seu papel de crítico racional dos atos de governo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pois o espírito de Deus está aqui

http://www.youtube.com/watch?v=Bd_HyIgczj0

Zuenir Ventura: A coragem de quem conhece o Rio partido.

O momento mais tenso do debate na TV entre os candidatos à Prefeitura do Rio ocorreu quando Eduardo Paes e Marcelo Freixo se desentenderam em relação às milícias. Acusado pelo candidato do PSOL de já ter se reunido com milicianos, o prefeito revidou afirmando que também o rival não tinha controle sobre a própria legenda, referindo-se ao candidato a vereador Berg Nordestino, que o partido de Freixo expulsou ao descobrir suas ligações com as milícias.

Paes alegou que não pode pedir folha corrida dos que recebe em seu gabinete para tratar de assuntos da cidade. E Freixo, presidente da CPI que desmantelou a máfia, indiciando 225 acusados (inclusive um ex-chefe de Polícia), argumentou que desconhecia a conexão do tal candidato com o ex-vereador Luiz André da Silva, preso por homicídio e justamente quem mais lhe fez ameaças de morte.

Portanto, mais do que denunciar a hipotética conivência dos dois candidatos com o crime, o que os episódios demonstram é como são insidiosos e sub-reptícios os membros dessa facção criminosa, capazes de se infiltrar numa reunião com o prefeito ou na chapa do partido que mais os combate.

Quando há quatro anos o antropólogo Luiz Eduardo Soares deu o alerta de que “o tráfico já era” e que as milícias constituíam algo mais pernicioso, ele foi criticado. Diziam que estava minimizando o real perigo representado pelo inimigo público número um da sociedade.

Era a época em que até autoridades consideravam os novos bandidos como “grupos comunitários de autodefesa”, “um mal menor e necessário”, uma espécie de antídoto contra o mal maior.

Foi preciso um filme de sucesso, o “Tropa de elite 2”, para o grande público descobrir que agindo nos morros e periferia do Rio existia algo tão nefasto quanto o tráfico: as milícias.

O antropólogo dizia que enquanto os traficantes são em geral jovens pobres que nunca saíram das favelas, os milicianos são “profissionais formados, treinados, com conhecimento técnico, com capacidade administrativa e financeira que se organizam para ocupar espaços políticos”.

Enquistadas no aparelho do Estado e difíceis de serem combatidas, extorquindo das comunidades milhões em serviços — gás, luz, TV, vans e, claro, drogas — as milícias são e continuam sendo, ao contrário do que se acreditava, perigosas forças paramilitares.

Mas, na verdade, acontecimentos como a chacina de Mesquita agora provam que em matéria de crime não há mal menor. Tráfico e milícias representam um mesmo mal maior: a barbárie.

Brilho eterno de uma mente sem lembranças


http://oglobo.globo.com/cultura/sem-lembrancas-6028157

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O direito a moradia do povo do Horto


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-povo-do-horto-florestal

Estudo polêmico sobre alimentação orgânica ganha contraponto na Fiocruz e silêncio na mídia.

Pesquisa da Universidade de Stanford, que ganhou destaque no Globo, é rechaçada na Fiocruz. Em nome da polêmica e dos intresses econômicos, jornal teria omitido informações sobre os benefícios da produção orgânica.



Quando o cidadão chuta o balde

Diga-me o cidadão que és e te mostrarei os políticos que te representam
 
"...O curioso é que o ativista virtual que vê graça em chutar cavaletes é, muitas vezes, o mesmo cidadão que se indigna quando grupos organizados se manifestam em vias públicas para cobrar mais humanismo no trânsito, mais espaço aos ciclistas, mais direitos às minorias.

 O eleitor que diz não ver diferença entre esquerda e direita, para quem, portanto, todo político é igual, é geralmente o mesmo que vê direitos demais a grupos de menos; o mesmo que defende pena de morte para ladrões de galinha sem direito de defesa; o mesmo que diz ter saudade do tempo em que não votava – e confiava em generais para tomar por ele as decisões que hoje tem preguiça de avaliar


Charges muito boas sobre o assunto:
 

Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais

Reduza, mitifique e divulgue. Só não esqueça de sorrir, você pode estar sendo manipulado!

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-construcao-de-famas-por-acoes-nas-redes-sociais


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Em debate na Rede TV, Freixo pede a eleitor que vá a internet e clique: Eduardo Paes e milícias.

O vídeo abaixo é estarrecedor e mostra o prefeito do Rio de Janeiro, em 2006, ainda no PSDB,  defendendo abertamente as milícias que atuam em Jacarepaguá.

Sabemos, já não é de hoje, que esses grupos organizados penetram por dentro do aparelho do Estado para se desenvolver e perpetuar suas práticas criminosas; mas ver um líder político dessa estatura declarar simpatia a esse tipo de prática como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem sequer ser provocado, acho que é inédito.

O pupilo de César Maia - o homem que ‘manja tudo e mais um pouco’ de Zona Oeste-  iniciou na vida pública aos 21 anos, como prefeitinho da Barra da Tijuca. Certamente, ao fazer uma declaração espantosa como essa, sabia muito bem do que estava falando.

Isso nos dá o direito e, acredito, o dever de perguntar, sem querer ofender ninguém: Se Paes defendia a milícia quando não tinha mandato, o que não terá feito depois que teve a faca, o queijo e a goiabada inteira na mão?!

Eu prefiro nem imaginar.

Assista ao vídeo e veja se você também preferirá.

http://www.youtube.com/watch?v=nRBInXHeo8Y

Veja e as entrevistas que nunca existiram

Depois do antropólogo Viveiros de Castro, que denunciou a prática tornando-a pública, a Revista agora pode ser impedida de circular por publicar mais uma falsa entrevista, dessa vez com jornalista esportivo.

Atividades criminosas, ligação com grandes laboratórios, envolvimento direto com Carlinhos Cachoeira, mentira, mentira e mentira...O que mais está faltando pra que o grupo Abril responda na justiça por todos os seus atos?! Por muito menos Rupert Murdock viu se império midiático ruir na Inglaterra.

Acorda Brasil!

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed710_a_longa_tradicao_das_entrevistas_inventadas

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Se até a Época reparou, é porque a coisa tá mesmo feia pro Farol de Alexandria

"...Os carinhos desmedidos são tantos, e tão intensos, que muitas pessoas acreditam, como se fosse um fato demonstrado cientificamente, que tudo o que aconteceu de bom no Brasil depois de 2003 é fruto da herança do governo FHC.
Tudo: do Bolsa Família ao crescimento duas vezes maior do que na década anterior, a redistribuição de renda, a valorização do salario mínimo, o reforço nas garantias dos assalariados, a reação imediata ao colapso dos mercados.
Alfredo Bosi, que dedica vários parágrafos de Dialética da Colonização a criticar FHC, admite que se trata de uma águia intelectual – consegue enxergar, muito longe, mudanças e evoluções que escapam aos observadores pedestres.
Os mimos ajudam a explicar o último artigo de FHC, publicado no Globo e no Estado. O texto tem o título de “Herança Pesada” e se dedica avaliar o governo Lula. Pode ser resumido nestas 21 palavras:
“É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.”Vamos combinar. Fernando Henrique entregou um país com a inflação em dois dígitos. Os impostos foram às alturas e só os bobos e acham que a carga tributária é obra de seu sucessor. O desemprego subiu. Sua popularidade era negativa em 13 pontos. Quando foi positiva era menor que a de José Sarney do Plano Cruzado. E antes que você diga que isso é populismo, não custa lembrar que, numa democracia, a opinião popular é (ou deveria ser) muito importante. Essencial, na verdade. Todos os políticos deveriam saber disso.
E a herança de Lula é que é “pesada como chumbo?” Gerou “males morais e prejuízos materiais”?
Falando sério. Em tempos de mensalão, não custa lembrar que o único caso comprovado de compra de votos por dinheiro (“compra de consciências,” como disse o PGR Roberto Gurgel) ocorreu no governo FHC, para aprovar a reeleição.
É mimo demais.
Há um sujeito oculto neste debate. Ora é o sociólogo, distanciado, culto, crítico. Aqui valem as ideias. Ora é o político, engajado, direto, interessado. Aqui residem os fatos.
A arte consiste em escrever como presidente para ser lido como sociólogo."

Matéria completa:

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/09/04/ex-presidente-mimado/



A farra de Patrícia

tinha que vir de lá..

http://espn.estadao.com.br/noticia/279284_vereadora-patricia-amorim-lota-gabinete-com-pessoas-do-flamengo-e-familiares

Parabéns, Lívia.

http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/09/04/cobranca-constrangedora-a-cabral/

FHC e a incurável dor de cotovelo

Lula, o mito vivo; FHC, o morto vivo.

De fato, não deve ser nada fácil para o vaidoso sociólogo, predilieto da mídia e das elites conviver com isso. Mas "passar esse recibo" o tempo todo já é um pouco demais.

Perguntar não ofende: Alguém fora do eixo Leblon - Higienópolis ainda lê a sua coluna no Globo e no Estadão?!

http://www.viomundo.com.br/politica/emir-sader-fhc-sofre-da-teoria-da-dependencia-da-dor-de-cotovelo.html

domingo, 26 de agosto de 2012

A dimensão do profundo: o espírito

Leonardo Boff*
O ser humano não possui apenas exterioridade, que é sua expressão corporal. Nem só interioriedade, que é seu universo psíquico interior. Ele vem dotado também de profundidade, que é sua dimensão espiritual.
 
O espírito não é uma parte do ser humano ao lado de outras. É o ser humano inteiro, que por sua consciência se percebe partencendo ao Todo e como porção integrante dele. Pelo espírito temos a capacidade de ir além das meras aparências, do que vemos, escutamos, pensamos e amamos. Podemos apreender o outro lado das coisas, o seu profundo.

  As coisas não são apenas "coisas". O espírito capta nelas símbolos e metáforas de uma outra realidade, presente nelas mas que não está circunscrita a elas, pois as desborda por todos os lados. Elas recordam, apontam e remetem à outra dimensão a que chamamos de profundidade.

Assim, uma montanha não é apenas uma montanha. Pelo fato de ser montanha, transmite o sentido da majestade. O mar evoca a grandiosidade, o céu estrelado, a imensidão, os vincos profundos do rosto de um ancião, à dura luta da vida e os olhos brilhantes de uma criança, o mistério da vida.

É próprio do ser humano, portador de espírito, perceber valores e significados e não apenas elencar fatos e ações. Com efeito, o que realmente conta para as pessoas não são tanto as coisas que lhes acontecem mas o que elas significam para suas vidas e que tipo de experiências marcantes lhes proporcionaram.

Tudo que acontece carrega, existencialmente, um caráter simbólico, ou podemos dizer até sacramental. Já observava finamente Goethe:”Tudo é passageiro não é senão um sinal” (Alles Vergängliche ist nur ein Zeichen”). É da natureza do sinal-sacramento tornar presente um sentido maior, transcendente, realizá-lo na pessoa e fazê-lo objeto de experiência. Neste sentido, todo evento nos relembra aquilo que vivenciamos e nutre nossa profundidade.

É por isso que enchemos nossos lares com fotos e objetos amados de nossos pais, avós, familiares e amigos; de todos aqueles que entram em nossas vidas e que tem significado para nós. Pode ser a última camisa usada pelo pai que morreu de um enfarte fulminante com apenas 54 anos, o pente de madeira da avó querida que faleceu já há anos ou a folha seca dentro de um livro, enviada pelo namorado cheio de saudades. Estas coisas não são apenas objetos; são sacramentos que nos falam para o nosso profundo, nos lembram pessoas amadas ou acontecimentos significativos para nossas vidas

O espírito nos permite fazer uma experiência de não dualidade, tão bem descrita pelo zenbudismo. “Você é o mundo, é o todo” dizem os Upanishads da Índia enquanto o guru aponta para o universo. Ou “Você é tudo”, como muitos iogues dizem. O Reino de Deus (Malkuta d’Alaha ou ‘os Princípios Guias do Todo) estão dentro de vós”, proclamou Jesus. Estas afirmações nos remetem a uma experiência viva ao invés de uma simples doutrina.

A experiência de base é que estamos ligados e religados (a raiz da palavra religião) uns aos outros e todos com a Fonte Originária. Um fio de energia, de vida e de sentido passa por todos os seres tornando-os um cosmos ao invés de caos, uma sinfonia ao invés de cacofonia. Blaise Pascal que além de genial matemático era também místico, disse incisivamente; “É o coração que sente Deus, não a razão” (Pensées, frag. 277). Este tipo de experiência transfigura tudo. Tudo se torna permeado de veneração e unção.

As religiões vivem desta experiência espiritual. Elas são posteriores a ela. Articulam-na em doutrinas, ritos, celebrações e caminhos éticos e espirituais. Sua função primordial é criar e oferecer as condições necessárias para permitir a todas as pessoas e comunidades mergulharem na realidade divina e atingir uma experiência pessoal do Espírito Criador.

Esta experiência, precisamente por ser experiência e não doutrina, irradia serenidade e profunda paz, acompanhada pela ausência do medo. Sentimo-nos amados, abraçados e acolhidos pelo Seio Divino. O que nos acontece, acontece no seu amor. Mesmo a morte não nos mete medo; é assumida como parte da vida, como o grande momento alquímico da transformação que nos permite estar verdadeiramente no Todo, no coração de Deus.

*Leonardo Boff é autor de 'Espiritualidade: caminho de realização' (Vozes, 2003).


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

STF comprovará a tentativa de golpe de Estado tramada pela mídia

" denúncia do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, foi o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição Federal”.
                                                                        (José Luis de Oliveira Lima)
A mídia apostou todas as fichas na palavra do ilibado Bob Jefferson, mesmo tendo esta figura desprezível desmentido tudo depois.

Até aí tudo bem, a mídia nacional é essa coisa tosca que a gente conhece, tem seus interesses e faz o se-colar-colou que, por aqui, infelizmente, cola.
Mas um PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA se prestar a esse papel! Qualquer garoto estagiário de advocacia derruba Gurgel e o seu sósia (Jô Soares) num peteleco só.

A denúncia de Gurgel é inepta. Ao afirmar que a prova que instrui os autos da AP 470 é contundente quanto à atuação de José Dirceu como líder do grupo criminoso, o PGR ressaltou que Marcos Valério “confirmou que José Dirceu sabia das operações” e usa acusações dele." (ler artigo Cidadania.com)
Ou seja, Valério, além de ser um investigado a quem pesa suspeitas gravíssimas e que, portanto,  jamais poderia servir de prova testemunhal, está mentindo em tudo menos sobre Dirceu?!
Sinceramente: Viva a justiça brasileira!

Com a absolvição de José Dirceu, é inevitável a pergunta: E agora, Globo-Veja?

 Chega a ser rizível o argumento do Procurador Geral, pra tentar condenar sem provas, se baseando em depoimentos já desmentidos, mancehtes de jornal e tentando comover o publico citando Chico Buarque.
Não há uma prova nos autos que incrimine Dirceu, aí, além de ilações das mais pueris possíveis, o representante do MP encerra seu discurso citando um artista de renome na tentativa de abrir o Globo de sábado em grande estilo...esse é o Brasil!

Não há a menor dúvida disso: O julgamento de agosto é o julgamento também de uma imprensa que se baseou, durante sete anos, na palavra de um sujeito da envergadura moral de Roberto Jefferson pra tentar o golpe de forma sistemática contra o governo. Uma figura das mais deletérias de nossa vida política, com antecedentes desabonadores, cuja o nome figurava sempre em escâdalos de corrupção e que inclusive, como sabemos, já tratou de dizer que o "mensalão" (termo cunhado por ele próprio) nunca existiu.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/06/com-absolvicao-de-dirceu-stf-cai-no-sono/

Dirceu 1 x 0 Globo

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/06/advogado-de-dirceu-derrete-o-mensalao/

O mundo não acabará em Agosto

A richa ideológica da mídia com o atual projeto de governo impede o cidadão de entender o que, de fato, está por trás do jogo distorcido e perverso do sistema eleitoral brasileiro: O Capital.
" O poder econômico que regula o voto é o mesmo que regula o mercado da fé e o mercado da informação"

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5707

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20653

domingo, 5 de agosto de 2012

Mensalão: O maior exemplo de "opinião publicada" da história desse país

O excelente artigo de Paulo Morerira Leite mostra como a mídia nativa (corrupta, parcial e golpista) tb está sendo julgada nesse processo.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/constrangimentos-no-mensalao.html#more-14777

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sua vida era andar por esse país..

..trazendo muita alegria pra nossos corações..

Viva Luis Gonzaga, que certamente discansa filiiiiiz..rs..

http://www.youtube.com/watch?v=9-nTWcG62zs

e o texto em homenagem ao rei do baião

http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm?Edicao_Id=435&Artigo_ID=6587&IDCategoria=7616&reftype=2

quinta-feira, 19 de julho de 2012

OIT confirma: 27 milhões de brasileiros deixaram a pobreza desde 2003!

Que a presidente Dilma siga firme no propósito de erradicação total da miséria do nosso país.

"A barriga pelada é a vergonha nacional!"
                                       (Ultraje a Rigor)

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/07/19/aumento-do-salario-e-programas-de-distribuicao-de-renda-fazem-pobreza-cair-36-no-brasil-diz-oit.htm

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Copa de 82: Tragédia ou morte anunciada?

Hoje completam-se trinta anos de um dos maiores traumas que o país do futebol já viveu em sua história: A eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo de 82, que ficou conhecida como “A tragédia do Sarriá”.

O escrete canarinho saiu do Brasil carregando os sonhos de uma nação apaixonada por futebol  e, após ter encantado o mundo na excursão a Europa no ano anterior, desembarcou na Espanha com a certeza de que traria a taça do tetracampeonato na bagagem de volta.
A esperança era altamente justificável, de fato tratava-se uma seleção com craques espetaculares e que jogava o finíssimo da bola; só de lembrar me arrepio de saudades. Que geração de ouro era aquela!

Porém, creio que seja válido levantar algumas questões que jamais conseguem  ser tocadas sobre o Brasil de 82, pois a análise técnica e objetiva daquela equipe virou uma espécie de tabu no meio futebolístico; o que é perfeitamente compreensível  já que as feridas do Sarriá foram profundas e permanecem até hoje.

A individualidade de nossos atletas era inquestionável mas, infelizmente, naquele momento,  nosso  treinador não conseguiu dar consistência ao grupo de modo a torná-lo “imbatível” como equipe, como deveria ser. Eu sei que não era tarefa fácil, o Brasil tinha craques “caindo da árvore” na época; como juntar tantos numa mesma equipe e botá-la  pra“rodar” de forma organizada e coesa?

O treinador fez as opções dele. No lugar de um zagueiro forte e marcador como Edinho, um verdadeiro cão de guarda da mais fina linhagem, Telê optou por Luisinho, um craque que jogava com elegância e que, hoje, seria camisa 10 e m qualquer time do país.  O meio campo é o lugar onde isso fica mais claro. Batista era o melhor volante do Brasil na época, o rei da cobertura, o sonho de consumo de qualquer zaga, mas a opção foi pelos craques de jogo fino nas quatro posições, mesmo que Cerezo não se saísse tão bem assim na proteção .

É bem verdade que já na preparação perdemos nosso grande centroavante, o herdeiro de Tostão, o cracaço  Reinaldo, mas sua ausência, apesar de muito sentida, não foi o único motivo da perda daquela Copa.

Telê Santana, dispunha de Roberto Dinamite, um estupendo centroavante no auge de sua forma, mas optou por Serginho Chulapa mesmo assim. Inclusive, Roberto só foi convocado porque Nunes  estava machucado, segundo declaração do próprio Telê em 1981.

Copa do mundo são sete jogos e atenção máxima nos detalhes. No jogo contra a Itália tivemos a chance de ouro de empatar, quando a bola sobra pra Serginho na cara do veterano Zoffi, mas esse, com Zico ao seu lado, prefere bater pro gol e a bola passa a quase um metro da trave direita, deixando o galinho louco da vida. Olha o detalhe aí.

Desde o jogo contra a União Soviética, na abertura, o Brasil mostrava algumas vulnerabilidades que jamais foram corrigidas pelo técnico ao longo da competição. Os laterais subiam indiscriminadamente, muitas vezes entrando pelo meio e deixando o famoso “queijo suíço” que depois seria explorado pelos italianos principalmente pelo lado de Junior.
Eram dois craques, Junior e Leandro que, assim como o zagueiro do Atlético,  seriam camisas 10 em qualquer time do Brasil, mas precisavam ser orientados quanto a essa questão. Isso não há dúvidas.

Nesse jogo, o Telê “entortou” o Dirceu pela direita e o nosso grande craque "formiguinha" - não rendeu bem por aquele local onde Paulo Isidoro sempre era aproveitado. A União Soviética abre o placar naquela infelicidade de Valdir Peres, e pelas laterais super expostas os russos avançavam sem parar -  vale lembrar que nessa partida tiveram um gol legítimo anulado e um pênalti claro não marcado. O jogo estava muito complicado para a seleção, mas na individualidade de nossos craques o Brasil vai lá vira o jogo e vida que segue.
 O problema é que nenhuma lição foi tirada dali. Não se pode errar tanto numa partida. Nosso goleiro, por exemplo, tinha que corrigir aquela mania perigosa de se posicionar na linha da pequena área (mais tarde isso iria comprometer). Contra a Argentina, Maradona quase pega ele adiantado e contra Itália se estivesse melhor colocado poderia sim ter chances de defender uma daquelas bolas de Rossi.

Dizem que um bom time começa por um goleiro e um grande centroavante. Valdir Perez e Serginho Chulapa, infelizmente não puderam confirmar isso naquela oportunidade.

Depois vieram os jogos contra as fracas seleções de Nova Zelândia e Escócia e aí, o Brasil deitou e rolou, encantou como era o que se esperava daqueles jogadores magníficos.

O jogo contra a Argentina foi o mais tenso. Maradona quase pega Valdir Peres adiantado e marca...Num outro lance, “rodopia” pra cima do Junior, entra na área e sofre um pênalti que, se marcado, poderia nos complicar..Depois perde a cabeça e é expulso, um jogo duro, e o Brasil ganha na bola e na raça, mostrando toda a capacidade daqueles craques, mesmo no jogo pegado.

Porém, o que também chamou a atenção foi a forma como os erros aconteciam. Iguaizinhos ao da partida de estreia. Numa desatenção da zaga, a bola é literalmente entregue nos pés de Ramon Dias (isso viria a acontecer com Cerezo no jogo fatídico do Sarriá). Esse mesmo Ramon Dias que, assim como Maradona, havia tentado encobrir Valdir Peres em jogada anterior, desta vez marca.

O jogo contra a Itália é o mais famoso e todos já estamos carecas de saber, ver e rever... mas acho que vale a pena lembrar que o que aconteceu ali não foi uma tragédia, mas sim uma derrota normal  que, infelizmente, já vinha se anunciando (como possibilidade) de alguma forma. A derrota de um time cerebral que, apesar de ter craques excepcionais, apresentava vulnerabilidades e nenhuma delas era corrigida pelo treinador.

Nesse dia 5 de julho de 1982, nossa seleção jogava pelo empate, e chegamos a fazer o resultado durante a partida. Pelo menos ali era hora de ver o dedo do técnico. Nada. Depois tomamos a virada e o que víamos era Telê mastigando chiclete no banco sem sequer orientar a equipe, ele mal gasta a sua segunda substituição.

Os três gols de Paulo Rossi contaram com nossa “contribuição”, em falhas que vinham se repetindo: A subida indiscriminada de Junior, a falta de marcação pelo lado esquerdo que poderia ser corrigida, a desatenção na saída de bola e o posicionamento adiantado do nosso  goleiro...Mesmo assim, o time era tão bom, tão maravilhoso, que vai lá e faz dois gols, mas não foi o suficiente.

Essa historia que o Brasil jogaria 10 vezes com Itália e ganharia 9 não é bem assim, por favor, precisamos ser menos apaixonados . Nunca nos esqueçamos do gol legitimo de Antognoni que o juiz, sabe-se lá porque, anulou. Do outro lado havia também uma grande seleção, que errou menos e aproveitou as falhas do adversário em sua totalidade, o que é fundamental numa partida de futebol, principalmente numa Copa do Mundo.

O Brasil de 82 foi uma seleção que provavelmente jamais veremos igual, composta por craques talentosíssimos que encantaram o mundo com seu toque de bola;  mas com falhas graves que jamais foram corrigidas e que, numa competição de tiro curto e de atenção máxima como a Copa do Mundo, a qualquer momento podem se tornar fatais.