segunda-feira, 16 de abril de 2012

Veja e o crime organizado

“A mídia brasileira não pode ser entendida pelos caminhos da teoria do jornalismo, sequer por aquela trilha dos manuais de redação que ela própria edita, e que se seguisse possibilitaria uma cobertura minimamente honesta. Ela abandonou o jornalismo há muito tempo, e se dedica auma atividade partidária incessante. Por partidária se entenda, aqui, no sentido largo da palavra, uma instância que defende uma política, uma noção de Brasil, sempre ao lado dos privilégios das classes mais abastadas. Nisso, ela nunca vacilou ao longo da história e nem cabe recapitular. Portanto, as clássicas teorias do jornalismo não podem dar conta da atividade de nossa velha mídia.

                                                                                                  (Emiliano José)
                                                                                                                                                                                        
As considerações acima, a essa altura do campeonato esquizofrênico pelo poder em que se lançou a velha mídia brasileira, já não causa espécie em mais ninguém. Só que agora a coisa começa a ficar muito mais perigosa. Depois da invasão do quarto do ex-ministro da casa civil em Brasília, de onde o jovem repórter da Revista Veja teve que sair como ladrão fujão, eis que surge o maior indício da ligação da mídia brasileira com o crime organizado.

VEJA bebeu na "cachoeira" de Demóstenes
Esquema Demóstenes- Cachoeira era galinha dos ovos de ouro dos Civita

O grupo de comunicação da família Civita, que encomendava grampos ao crime organizado mantendo durante todos esses anos estritas  ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira esteve também por trás da gravação nos Correios usada por Roberto Jefferson para deflagrar a crise no governo em 2005- segundo reportagem do Domingo Espertacular. 

Algum espanto? Alguém achava que a nossa jovem e capenga democracia estaria livre desse tipo de ataque? Só pra refrescar, aconteceu na Inglaterra; mas em Londres, a justiça processou o jornal de Rupert Murdoch – ligado a americana Fox News - por associação indevida com fontes policiais para a obtenção de matérias sensacionalistas. Por aqui, Veja, ao que tudo indica, se associou ao crime organizado (!), através do Editor-chefe da revista, Policarpo Júnior. E agora, o que será feito?!

Leia na íntegra:

http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/04/o-partido-midia-e-o-crime-organizado.html

Uma crítica consistente ao governo do PT

Infelizmente o comprometimento ideológico da mídia nacional nos priva de ter acesso à críticas mais progressitas com relação ao governo. Destaco os pontos que mais me chamaram atenção, dessa ótima entrevista do professor Armando Boito Junior, da Unicamp e, em seguida, a entrevista completa.

Onde o governo deixa a desejar

“..Talvez o mais marginalizado pela política neodesenvolvimentista seja o campesinato sem-terra, pois os governos Lula e Dilma reduziram muito o ritmo das desapropriações..”

A diferença entre o outro projeto (PSDB-mídia- alta classe média)

“…A frente neodesenvolvimentista se bate contra o campo político neoliberal ortodoxo. Esse campo é formado pelo capital financeiro internacional, pela fração da burguesia brasileira perfeitamente integrada aos interesses desse capital e pela alta classe média, cujo padrão de vida se assemelha ao das camadas abastadas dos países centrais.”

Não se pode esmorecer

“…É preciso ter claro o seguinte. A grande burguesia interna depende do voto dos trabalhadores para manter os governos neodesenvolvimentistas e nem por isso essa burguesia abriu mão de lutar por seus interesses mesmo quando isso fere os interesses dos trabalhadores. As associações empresariais estão pressionando o governo para que esse reduza os gastos públicos – os gastos com os trabalhadores, mas não com a rolagem da dívida pública ou com os empréstimos subsidiados do BNDES, poderiam acrescentar – e para que efetue reformas que reduzam o custo do trabalho. Não serão, então, as organizações dos trabalhadores que irão abrir mão de seus objetivos específicos para ganharem nota de bom comportamento no interior desse “frentão”.

Leia  na íntegra:

http://www.brasildefato.com.br/content/%E2%80%9C-economia-capitalista-est%C3%A1-em-crise-e-contradi%C3%A7%C3%B5es-tendem-se-agu%C3%A7ar%E2%80%9D

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O ultimate fighter da vida real

Alunos de uma escola estadual no Rio de Janeiro tem promovido um ringue de lutas a céu aberto e asfalto quente na saída das aulas.Uniformizados, os adolescentes se esbofeteiam a vontade, no meio da rua, sem qualquer proteção, caindo na água a suja e as vezes correndo até o risco debater com a cabeça no meio fio. Entre eles, muitas meninas que ainda passam porum ritual de iniciação onde recebem tapas na cara e chutes pelo corpo pra aguentar o tranco da pancadaria que lhes aguarda.

Galvão Bueno tem chamado os lutadores de MMA com bastante entusiasmo de "gladiadores do terceiro milênio". O que diria ele desses jovens brasileiros que deveriam ser os cidadãos do terceiro milênio? É apenas uma pergunta.

vejam o vídeo:

http://appsodia.ig.com.br/portal/tvodia/videos/O_DIA_ONLINE_TV_O_DIA_clube_da_luta.shtml?pag=1

terça-feira, 10 de abril de 2012

Reforma agrária tem que entrar na pauta do governo.

A entrevista de Stédile é uma pequena demonstração de consciência cidadã e ecológica desse grande brasileiro.
http://www.youtube.com/watch?v=A7B3lv9UC30&feature=player_embedded

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Frase do ano

O que faz um papa?
(Fidel Castro ao Sumo Sacerdote, na ocasião de sua visita à ilha)

Loco Abreu reclama na Globo do “jornalismo de confusão”.

O uruguaio Loco Abreu, apesar da extravagância dentro de campo e do jeitão falador, rarissimamente frequenta programas esportivos, aliás, pelo que me consta, nesses anos atuando no futebol carioca, nunca soube de nenhuma participação dele em qualquer canal de televisão.
É sabido que Loco tem uma relação bastante crítica no que tange a atuação da mídia brasileira; assim , confesso que estranhei, hoje pela manhã, ao girar pela grade e vê-lo como convidado do programa Redação Sportv.

Vou pular algumas partes que já mencionei acima, pra ir direto no ponto que mais me chamou atenção por sua coragem e determinação em dizê-lo. O programa fluía normalmente até que lá pela metade, um determinado quadro abordava a entrevista de um jogador do Cruzeiro que fizera dois gols na partida de ontem, contra o Atlético. Ao sair de campo, o jogador foi interpelado pelo repórter sobre um gol teoricamente fácil que havia perdido e deu uma resposta ousada , dizendo que aquela não era a primeira nem a última vez que perde ou perderia gols, etc.

André Risek, resolve então perguntar para El Loco, sua opinião sobre as declarações do jogador cruzeirense.

- Loco, você como jogador de muita personalidade, que sempre dá entrevistas que fogem da mesmice, eu gostaria de saber o que você achou?

Loco Abreu , como bom artilheiro que é, olhou pra bola levantada e resolveu usar a cabeça, sua especialidade dentro e fora de campo, pra marcar essa:

- Eu acho o seguinte: O garoto fez dois gols na partida e o repórter vai lá pra falar justamente do gol que ele perdeu [...]Mas é isso que acontece aqui no Brasil eu já aprendi que aqui não se faz um jornalismo sério, mas um jornalismo de confusão. Ficam explorando a negatividade pra ver se vai render[...]Por exemplo, tem três jornalistas do Globo Esporte que eu não falo mais; eles vão ao treino do Botafogo e eu não falo mais com eles, pois já sei no que vai dar..

O programa segue e mais a frente Rizek ainda tenta salvar a coisa:

-[...] Pois é você que gosta de discutir tática sente falta disso por aqui, acha que se discute pouco sobre tática no futebol brasileiro?

Loco, nessa manhã, estava mesmo impossível; mata no peito, olha pro gol aberto e, com elegância, faz mais um pra liquidar de vez a fatura:

- Mas aí é aquilo que eu te falava, o jogo acaba e o repórter vem perguntar o que eu achei.. eu falo que o time jogou num 4 -3-2-1 mais avançado e tal [...] aí o cara vai lá e escreve depois que eu tô querendo questionar o treinador [..] Aí agora, sabe o que eu faço? Não falo mais nada.

Se André Rizek e a turma dos bem amigos podiam ter dormido sem essa eu não sei, mas pra um segunda-feira pós feriado acho que eu não poderia ter acordado melhor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A paixão de Heleno

Dentro de campo, assombrando os adversários com a camisa do Botafogo, parecia mais o diabo; fora dos gramados não deixava dúvidas, era o próprio. Isso fica muito claro no filme sobre a vida de Heleno de Freitas, que acaba de ser lançado. O filme traz o glamour do Rio de Janeiro nos meados do século XX; os anos dourados da cidade serviram de pano de fundo pra um jovem com sede de vida, de mar, de praia, futebol e mulheres bonitas, fazer seu carnaval particular.

Acho que o diretor encontrou o tom certo para mostrar a história desse polêmico herói alvinegro, talvez o craque  mais incompreendido de que se teve notícia.. A genialidade e o espírito vencedor somados a vaidade formam uma química perigosíssima; quando o álcool e as drogas entram na jogada, aí a explosão se dá da forma mais avassaladora que se possa imaginar.Assim aconteceu com o Heleno. O homem que subiu ao mais alto dos céus e desceu ao mais baixo dos infernos em vida! O cara que causava êxtase na torcida alvinegra e enlouquecia a torcida adversária, que "carinhosamente" o homenageava nas tardes do Maracanã, com o apelido de Gilda -  papel que eternizou a musa Rita Hayworth, anos 40.

Descrevo abaixo a cena que mais me chamou a atenção:

Heleno entra no vestiário após um resultado desfavorável do time (qualquer empate já o tirava do sério, pois era um vitorioso nato, que amava o que fazia e o clube que defendia). Um colega debaixo do chuveiro resolver tirar sarro da sua cara:

- Lá vai o grande Heleno de Freitas, aquele que o jornalista 'x' escreveu em sua coluna que se acha maior do que um jogador de futebol.

Resposta de Heleno, voltando, suspendendo o tratante pelo pescoço, imprensando no azulejo e babando de raiva:

 - Então você vai lá e fala pra esse jornalistazinho de merda  que eu não sou jogador de futebol, EU SOU JOGADOR DO BOTAFOGO.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Nessas horas sinto a mais absoluta VERGONHA de ser brasileiro

É chocante observar como estamos atrasados nas questões relacionadas aos direitos humanos, principalmente se compararmos com os nossos irmãos/vizinhos argentinos, chilenos e uruguaios. E pensar que na Argentina a sociedade, nesse momento, se une para apurar a partcipação dos civis que colaboraram com a Ditadura Militar.
Enquanto isso, no Brasil..Leia e indiguine-se você também:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/caso-herzog-oea-da-dois-meses-para-brasil-se-explicar

quinta-feira, 29 de março de 2012

Lula e o Pink Floyd

"Olhando de fora, eu vejo grandes mudanças promovidas por Lula. Esse país tem grandes possibilidades. Vocês estão se organizando mais, distribuindo de forma mais justa, se tornando uma potência que pode ser um exemplo para o mundo"
                                                                                                                      Roger Waters

domingo, 25 de março de 2012

Raul Seixas está aí pra quem quiser se deliciar

Quando soube que Walter Carvalho faria um documentário sobre Raul Seixas fui tomado por um sentimento ambíguo: De um lado a alegria de saber que Raul mais uma vez entraria em evidência (mesmo que toda a evidência do mundo pra Raul seja pouco); e de outro, um incômodo "meio besta" de dividir a sala de cinema com aquelas pessoas que o tem na condição de “maluco beleza”da música brasileira, o doidão que tomava todas e cantava aquela “loucurada toda”, com seu jeitão extravagante. Como admirador que sempre fui, o fato da sua "mensagem"  passar dessa forma para o senso comum me frustra um pouco; mas deixei rapidinho de de ser bobo e corri pro cinema, na esperança do  filme bater justamente em teclas que a grande mídia jamais bateu.

O documentário é muito bem feito, fruto de uma pesquisa séria sobre a vida e obra de Raul. Achei o trabalho de edição primoroso também, embora diga, sem medo de errar, que Walter perdeu a chance de levar a plateia ao delírio quando abordava a música “Medo da chuva”. Na hora da entrevista, uma das ex-mulheres de Raul balbucia a canção e não sai nada, ela tenta, lembra o começo e nada, enquanto isso, parte do cinema que conhecia a letra, já tava ensaiando o coro baixinho..

Quando ela finalmente acerta o início – “ É pena que você pense que eu sou seu escravo...” - o câmera não aguenta e canta a segunda parte: “..Dizendo que eu sou seu marido e não posso partir” . Daí, numa boa sacada, corta pra um show do Raul ao vivo, porém,  já no refrão principal. Creio que nessa hora faltou um pouquinho só de sagacidade ao diretor pra imaginar que o cinema quase inteiro, aquela altura, já estaria, fatalmente, na ponta da língua com a parte sequencial : “Como as pedras imóveis na praia eu fico ao teu lado sem saber, dos amores que a vida me trouxe e eu não pude viver..” Ou seja, foi bom, mas poderia ter sido sublime.

Quanto ao lado pessoal de Raul, é dado muito destaque pro seu jeito doidão, pro uso e abuso de álcool e drogas que sabemos que ele fez - fazer o quê?! - mas não posso deixar de observar que o diretor fez sim uma opção ao escolher esse caminho. Opção essa que, infelizmente só reforça o senso comum que paira sobre o mito. Existe um lado simples, boa praça, e doce, uma doçura quase indefesa de Raulzito que foi pouquíssimo explorado.

Aliás meu fascínio por Raul Seixas deriva justamente daí, de saber que aquela mente absolutamente genial, definitivamente desligado em vida dessa vidinha medíocre (que ele tão bem define em Dr. Paxeco), era um cara bacana, supimpa, porreta, sangue bom a vera.


Foi nesse sentido que, pra mim, foi inevitável fazer a comparação com outro grande ídolo nacional: Garrincha. A genialidade de Mané, até hoje perturba muita gente, o jeito de ser e a trajetória de vida dos dois é muito similar, se a gente parar pra observar. Luis Mendes, o palavra fácil, dizia que Garrincha era o Charles Chaplin do futebol. Pois pra mim Dom Raulzito foi o Garrincha da nossa música. O cara que driblou as obviedades da vida e fez o diabo a quatro dessas regrinhas burguesas que fazem tanta gente feliz...na propaganda de margarina..rs.

O documentário também traz os velhos parceiros, em especial, como não poderia deixar de ser, Paulo Coelho. Eu não tenho simpatia pela figura de Paulo Coelho, nunca tive e sempre fiquei com o pé atrás da orelha e a pulga sei lá aonde coma “parceria”que rolou entre ele e Raul Seixas. O filme só reforçou isso. Pra mim o grande parceiro, no sentido mais abrangente possível, foi Marcelo Nova, posso dizer que tive o privilégio de testemunhar ao vivo sua reverência e a forma cuidadosa com que tratava Raul, no show que fizeram no Canecão, em 1989.

O mais importante pra mim foi o diretor ter trazido a genialidade de Raul à tona. Embora eu ache que ele deveria ter dado era ênfase, muita ênfase. Raul era um gênio e gênio dos grandes, pra mim o maior que já existiu aqui; e não só na música. Raul, na minha opinião, é o maior artista brasileiro de que tivemos notícia. Ele está em pé de igualdade com John Lennon, Bob Marley, Roger Waters e outros que me escape. Não deve nada a essa turma e é um privilégio ter nascido brasileiro.

Raul expressou a sua arte da forma mais absoluta e total possível se é que isso é possível. Manifestação artística marcada no corpo, na alma, na vida e na morte. Com ele não tinha tempo ruim, aliás com ele não tinha esse troço de tempo e espaço, Raul subvertia essas dimensões: seja falando de dez mil anos atrás, seja imaginando um dia pra Terra parar, ou mesmo clamando pra partir para um outro lugar qualquer do universo, “tava tudo rebocado meu cumpádi”! No jogo de gato e rato entre o tempo e espaço ele confundia todo mundo pra explicar direitinho que não acreditava bulhufas nesse “ouro de tolo” que foi dito pra gente correr atrás, desde lá atrás, quando cortaram a cabeça do rei na Revolução Francesa.

E quando neguinho achava que o cara era somente um louco, que falava por falar, ele veio e, generosamente abriu espaço em sua arte pra apontar saída pra quem tivesse olhos pra sentir: “Todos os caminhos são iguais, o que leva a glória ou a perdição, há tantos caminhos, tantas portas,mas somente um tem coração”

E só pra botar ainda mais pó de mico na coisa, por mais paradoxal que possa parecer, Raul viveu como ninguém seu tempo. Era contracultura na veia. Enquanto uns e outros por aí faziam passeata contra a guitarra elétrica ele pegou sua panela do diabo e misturou numa boa Luis Gonzaga com Elvis Presley: Uá babaluba..se avexe não meu nego! Isso até que é dito no filme de forma bem contundente, mas, senhor Walter, francamente, com todo respeito, pra que tanto Caetano na sua fita, seu moço?

Bom, é isso, só pra variar eu resolvi dar uma queixadinha aqui mas no chacoalho geral, gostei do documentário. Raul é tão grande que essas críticas pontuais passam batidas e o que fica mesmo é um bom trabalho, uma justa e bonita homenagem à sua pessoa. Eu não ia nem me emocionar não, mas o cara do meu lado e uma senhorinha do outro começaram com esse negócio daí eu embarquei e fui junto, só pra não quebrar o clima, e foi logo na hora que tocava Meu amigo Pedro (graças ao filme, fiquei sabendo que foi composto para o seu irmão).

Pra terminar, como forma de homenageá-lo, eu vou desdizer aquilo tudo que eu disse antes e abrir de novo a caixa da sinceridade: Quer saber? Raul é pra poucos sim. Que se danem os desmiolados, esses "carimbadores malucos" que insistem em colocar nele o rótulo de maluquinho excêntrico da MPB. Malucos são eles que acreditam que Raul morreu. Tem que ser muito tapado pra não perceber que o cara tá é vivinho da silva e perturbando por aí...

Fim de papo.


terça-feira, 20 de março de 2012

Parabéns e acima de tudo obrigado, Lionel Messi!

É pra agradecer a Deus pelo excepcional jogador que estamos vendo acontecer debaixo de nossos queixos caídos. Lionel Messi é a prova que o futebol é fantástico, pois ainda pode nos surpreender com a “força da natureza” que é esse garoto.
Messi acaba de quebrar outro recorde, se tornando o maior artilheiro da história do Barcelona e dá sinais de que não vai sossegar tão cedo, pelo visto, por muitos anos continuará assombrando o mundo da bola.  A cada semana, a cada partida, são dois, três, até cinco gols, e das maneiras mais diversificadas possíveis, seja qual for o adversário, seja qual for a competição, venha quem vier, pra ele “é tudo João”, como era pro Mané.

Sobre isso gostaria de abrir um parênteses: Antes do jogo contra o Bayer Leverkusen começar, observando o craque argentino na hora d ohino, mandei uma mensagem pro meu sobrinho brincando: “Eu tenho medo do Messi”. Sua postura nos minutos que antecedem a partida, denuncia o estrago que fará emcampo minutos depois. Olhar frio, seco, aparentemente alheio àquilo tudo, só esperando o momento do apito do juiz pra fazer aquilo que mais gosta (arrisco dizer que talvez seja até a única coisa que realmente gosta, pois parece até que ele só faz isso na vida). Não consigo imaginar Messi sequer indo ao mercado comprar um aparelho de barbear. Aliás até consigo sim, imagino ele passando pelo balcão das laranjas e fazendo embaixadinha pra espantar o tédio..

É um animal futebolístico, o maior que já se teve notícia.Posso estar enganado, mas acho que nunca existiu um craque dessa envergadura cujo ofício, a vontade e a inclinação de maneira geral fosse somente jogar bola. Refiro-me a até a uma careta ou um simples levantar de sobrancelha na hora do hino. Não tem um brinco, uma tatuagenzinha, uma pulseirinha, uma festinha mais animada, nada parece atrair ou seduzir esse rapaz, somente a bola, somente a velha e boa redondinha. Isso é caso de amor e daqueles duradouros, alguém ainda duvida?

E o mais bacana é que nada também parece deslumbrá-lo e, muito menos, intimidá-lo. Messi trata o mundo glamouroso do futebol como Garrincha tratava o próximo lateral que iria marcá-lo.

Por isso, vê-lo em campo é sempre um privilégio. Vale a pena torcer por ele, ele corresponde, nos dá bônus de alegria e não para de surpreender.

Nas últimas semanas, foram dois gols pelo Espanhol , depois três pela Seleção Argentina, depois cinco na Champions League – quebrando seu próprio recorde de quatro gols sobre o Arsenal em 2010 - depois mais dois pelo Espanhol..Ufa, no domingo, Messi supera a si mesmo e antes da cavadinha, dessa vez cisma de dar uma caneta no zagueiro, e tocar por cobertura, uma pintura..E  hoje, quando precisava de apenas um golzinho pra bater o recorde de César por seu clube, resolveu fazer logo três e levar a bolapra casa mais uma vez! Tapa na bola, gol driblando o goleiro/ batendo no alto e outro por cobertura, é só escolher o mais belo.

Messi é gênio, não há o que contestar. Está, junto com Pelé, Didi, Garrincha, Cruyff, Zidane e Maradona, no seletíssimo grupo dos melhores de todos os tempos, e não precisa ser comparado a ninguém pois imprimiu um estilo jamais visto nos gramados. Ninguém aplicou técnica e velocidade com tamanha perfeição como Messi, nem Maradona - supra sumo da habilidade, mas que não tinha a excelência técnica desse garoto e nem o seu extraordinário poder de decisão.

Sua condução de bola, partindo como um raio pra cima dosadversários, é assombroso de assistir. Messi só visa o gol, leva pancada e não cai e “troca de marcha”com uma facilidade espantosa - percorre o campo em alta velocidade, de repente, para, dá um drible de corpo, ou um passe de um metro como se nada tivesse acontecido. E como é goleador, com todo o respeito, mas vai fazer gol assim lá na "residência do carvalho”..São sempre muitos e belíssimos gols, pra todos os gostos de todos os fregueses. Simplesmente genial!

 Acompanho esse esporte há um bom tempo,quando achava que não me surpreenderia com mais nada, fui agraciado com o futebol refinado de Zinedine Zidane, e hoje tenho o privilégio de ver esse pequenoe admirável argentino reinventando a bola nos gramados do mundo.

Muchas gracias, Lionel!

sexta-feira, 2 de março de 2012

O futebol ontem e hoje

Não é hoje que ouvimos pelos quatro cantos, esquinas e bares desse nosso Brasil perguntas do tipo : O futebol do passado seria igual ao que é praticado atualmente? Os jogadores que marcaram época há trinta, quarenta, cinquenta anos, teriam o mesmo desempenho nos dias atuais?

Para  tentar responder a essas perguntas, creio que seja preciso analisar esse esporte chamado futebol a partir, primeiramente, dos atletas que o praticam, de algumas variações conceituais  e principais características.

Começando pelo mais importante, o jogador, é preciso antes de tudo identificaraquilo que está na gênese de sua formação como atleta. Um jogador de futebol profissional apresenta, via de regra, as seguintes características: Técnica, habilidade, força física, velocidade e mobilidade (capacidade de deslocamento pelo campo)

Nesse sentido encontramos os mais variados tipos de variações e combinações possíveis. Jogadores mais técnicos, como Zico, outros mais habilidosos, como Maradona, outros que se sobressaem por sua impressionante velocidade,como Euller (o filho do vento),  outros pela força física, como o tetracampeão Mauro Silva, outros por sua incrível mobilidade, como Zidane (que desfilava em campo diga-se de passagem) e tantos e tantos outros, incluindo os citados,  que reúnem duas, três, ou em alguns casos,  todas essas características, e ainda, em casos muito excepcionais, todas juntas em altíssimo nível, como podemos ver agora o argentino  Lionel Messi, que assombra o mundo com seu jogo fora de série.

É preciso também reconhecer que as características de um atleta profissional ganham mais importância de acordo com sua época, isso é um fato do qual não dá pra fugir. Há cinquenta anos, com sistemas defensivos menos rígidos , com esquemas de marcação menos evoluídos, com mais espaço para fazer a bola rolar no gramado, os jogadores não tinham tanta necessidade de desenvolver a força e a velocidade. Os que tinham muita habilidade, poderiam apenas sobreviver dela ou, no máximo, desenvolver melhor sua técnica, mas nem isso era uma imposição. Claro que um jogador técnico e habilidoso como Didi, sobressaía ao lado dos companheiros, mas isso lhe bastava. 

Com o tempo, naturalmente as coisas foram mudando. O futebol não é estático, muito pelo contrário, é um esporte como qualquer outro e, como tal,  é dinâmico, sofre interferências de todas as ordens e está em permanente  processo de evolução (embora essa palavra possa ser questionada).

Aos poucos, os sistemas de marcação foram se aprimorando, com isso teve que se dar mais ênfase a capacidade física dos jogadores, não só os da parte defensiva, mas também os atacantes e os de armação no meio campo, pois cada vez mais os espaços que encontravam para criar suas belíssimas jogadas foram diminuindo. O aspecto  físico entrava então de forma inexorável no dia a dia do futebol. 

No futebol moderno as características ligadas ao condicionamento físico-mobilidade, força e velocidade - foram tomando destaque e se colocando em pé de igualdade com as velhas características ‘técnica’ e ‘habilidade’ , como uma imposição a sobrevivência do atleta profissional de futebol. Os jogadores, de trinta anos pra cá, foram gradativamente se vendo forçados a cuidar dessa parte como jamais ocorrera na história. Os que não se adaptaram foram naturalmente se apagando ou sumindo com o tempo. Trata-se de uma constatação. É só fazer um esforço de reportagem que a lista será longa..

Nos dias atuais não há espaço para o jogador somente habilidoso, ou mesmo somente técnico, ou mesmo para um que junte essas duas características. É necessário, eu diria até obrigatório, casar isso com algo ligado a parte física, força, velocidade e ou mobilidade. Podemos citar aqui inúmeros exemplos de sucesso e de fracasso pra ilustrar melhor essa equação. Vejamos alguns:

Ronaldo só foi Fenômeno pois conseguiu juntar sua excelente técnica e boa habilidade a uma velocidade e força impressionante!

Kaká, extremamente técnico teve que unir isso a velocidade e deslocamento pelo gramado pra jogar a bola que sempre jogou.

Rivaldo e Zidane, o supra sumo da técnica, não desenvolveram a velocidade, mas a mobilidade que tinham, a capacidade de girar pelo gramado e tocar inúmeras vezes na bola, fez deles  jogadores brilhantes. 

Cristiano Ronaldo é esse jogador sensacional, pois sua técnica extrema e habilidade incomum se combinam com arrancadas velozes em longa distância.

Lionel Messi, é esse jogador excepcional, fora de série, pois é o único que possui todos esses quesitos em altíssimo nível: Técnica apuradíssima, muita habilidade, velocidade incomparável, força pra aguentar as pancadas e muito deslocamento pra receber a bola e partir pro gol. Um gênio da atualidade.

Claro que muitas perguntas surgem, pois o assunto é complexo mesmo, principalmente  por que envolve paixão, memória afetiva dos grandes times que vimos, etc.

Uma delas acho que é inevitável: E o que dizer de jogadores extremamente talentosos, como Paulo Henrique Ganso? De fato, Ganso é um jogador fantástico, tecnicamente, sua linhagem é do mais alto nível, mas eu digo sem medo de errar que se quiser se estabelecer como o grande craque que tem potencial pra ser no mundo do futebol, terá que buscar mais o jogo, se deslocar mais e ter mais rapidez na saída de bola. Sob pena de ser mais um jogador que tinha tudo pra ser muito mais do que acabou sendo, como exemplo máximo podemos citar o Alex (ex-Palmeiras).

Uma outra pergunta que talvez ocorra há muitos de nós é: Por que jogadores como Robinho e Ronaldinho Gaúcho não se estabeleceram como achávamos que aconteceria?

A resposta não é difícil. O caso do Alex, que citei acima,  é diferente do de Ronaldinho Gaúcho , por exemplo; embora as  circunstâncias que não fizeram nem um nem outro se estabelecer na elite do futebol mundial sejam praticamente as mesmas.

Alex é um jogador de técnica apurada, tem todos os fundamentos na ponta dos cascos, bom passe, excelente visão de jogo, passe por cima, por baixo e uma boa batida na bola na hora de concluir a gol.

Não é o caso de Ronaldinho Gaúcho. Esse jogador se assemelha muito mais a Robinho, ou a Denílson, por exemplo. Se no caso de Alex temos um jogador com técnica apuradíssima, no caso de RG temos um jogador de habilidade apuradíssima, mas de técnica apenas razoável para boa, nada de excepcional.

Jogadores super habilidosos (RG sem dúvida é o maior de todos) mas com deficiências técnicas não aprimoradas durante a carreira, fatalmente irão se destacar por um curtíssimo período de tempo; pois mais do que qualquer outro eles necessitam e muito  da força, da velocidade, da explosão , do ímpeto de partir pra cima. Precisam jogar os 90 minutos quase que em um “estado de euforia” para poderem brilhar. Se fizerem isso, arrancarão aplausos de todas as plateias em todos os estádios. Mas quem aguenta jogar 20 anos de bola nesse ritmo?

Uma última pergunta que, acredito, seja a que mais povoa o nosso pensamento sempre essa discussão passado/presente vem a tona no futebol é a seguinte: Os craques do passado jogariam hoje em dia? Teria espaço no futebol moderno para jogadores como Pelé, Didi, Nilton Santos, Garrincha, Gérson, Di Stéfano, Puskas, etc? Monstros do futebol, que encantaram plateias pelos gramados do mundo afora, jogariam essa bola toda nos dias atuais?

Minha resposta é: Não tenho a menor dúvida que sim. Esses craques jogariam em qualquer tempo, até se inventassem uma pelada na Lua contra seresinhos de outro planeta, eles se destacariam. Mas uma coisa é certa, teriam que se adaptar ao tipo de jogo que é jogado hoje; o que afirmo sem medo de errar que fariam, levando em conta  a principal característica de todos eles, que antecede até o primeiro toque que deram numa bola: a inteligência.

Por fim, peço licença para falar de um caso que considero excepcional. Na minha opinião,  Pelé, por tudo que fez em campo, por tudo que ganhou, por tudo que representou e tb por preferência estilística é o jogador de futebol mais sensacional de todos os tempos.  Pelé reunia em altíssimo nível os principais quesitos de um craque na sua época, fantástico em todos os fundamentos, com jogadas geniais da mais pura habilidade. Além de tudo, Pelé tinha muita força, um equilíbrio fora do comum, arrancadas espetaculares, e um raro poder de decisão.

Além do além de tudo, pois trata-se de um gênio que Deus fez nascer brasileiro, o futebol de Pelé era clássico, encantador, bonito de se ver. Pode ser até que surja alguém com mais bola que ele, como vemos Messi agora e seu futebol de outro planeta, ou mesmo que já tenho surgido alguém do mesmo patamar e nem sequer tenhamos dado conta, quando Zidane desfilou com sua arte pelos gramados, não importa, jamais haverá outro Rei do Futebol..O trono de Pelé é enterno.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A pureza da resposta das crianças

Pergunta do repórter do Globo Esporte, com um quezinho de ironia, para um menino de dez anos, na arquibancada de um jogo da segundona carioca: Fala aí pra gente, quais são as vantagens de torcer pro América?
Resposta do menino:
Vantagem eu não ligo muito pra isso não, eu sei que eu gosto..eu gosto muito do América!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pinheirinho: São Paulo e a Opus Dei no poder.

“Governador, não adianta ir pra missa toda semana, rezar, falar com Deus, ler a bíblia e ser na prática, no mundo dos homens alguém que faz isso com seus semelhantes
 Pois procure lá na bíblia que o senhor lê a passagem que lhe dá cobertura moral e ética para fazer o que o senhor está fazendo.”

(Boechat)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Será que a casa vai cair?

Acho que estamos diante de uma ótima oportunidade de banir de vez esse lixo da TV brasileira.

Esse programa é direcionado a jovens adolescentes e tb ao público infantil, mesmo que por outros meios, na base do “se colar colou”..É todo cheio de cores, com bonequinhos engraçados, gincanas, com roupas da moda jovem, conversas de jovem, sobre lugares, tendências etc. A diversidade é representada ali quase como cenário, coisa pra inglês ver, pois entra ano e sai ano e o que vinga mesmo para o público (de forma intencional) é o perfil de um determinado tipo de jovem brasileiro: baladeiro, doidão ou doidona, futil e hedonista.

Como se o jovem brasileiro, em sua maioria trabalhador e guerreiro, fosse esse lixo humano que eles tentam “vender”.

Adolescentes e crianças são muito vulneráveis, mais suscetíveis a modismos etc_e não bastasse a luta diária dos pais com o mundo lá fora, vem essa avalanche de idiotice – vendida como vida real – por todos os lados e mídias pra infestar a cabeça de seus filhos…

Um estupro vira “o amor é lindo”, na boca do poeta global!

Sinceramente, a sociedade brasileira não merece todo mês de janeiro ter que se preocupar se seus filhos terão que ver e repercutir o que lhes chega (por tudo quanto é meio..) em cenas de incentivo a orgias, a droga, a futilidade e a violência.

Depois que o Boni falou pro Bial que o BBB era mesmo uma porcaria, e depois desse episódio de violência, essa casa podia era aproveitar e fechar a porta de vez.

Já deu!

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012!

It's the end of the world as we know It ...And I Feel Fine!
                                                                       (R.E.M.)

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011: O ano em que a velha mídia naufragou

Acredito que o trabalho a frente deste blog, junto com os parceiros na luta pela democratização da informação no Brasil, conseguiu cumprir sua missão principal. 2011 entrará para história, definitivamente, como ano em que assistimos ao fim do resto da credibilidade de que ainda dispunha a velha mídia.

Nesse ano, como em nenhum outro, os grandes grupos dos velhos barões, meteram os pés pelas mãos e estão até agora batendo cabeça, tentando se encontrar. Só que dessa vez não dá mais tempo; sinto muito informá-los: A força da internet, que se mostrou avassaladora com a explosão das redes sociais, tomou conta do pedaço, ditou tendências, suscitou o contraditório, derrubou governos e veio pra ficar.

Adeus velha mídia. Senhores barões: Bem vindos, ao século XXI.

Segue abaixo um texto sensacional e definitivo, sobre o que se transformou a grande mídia brasileira ao longos desses anos e o seu inevitável ocaso, que sabíamos que era questão de tempo. 

Viva 2012! O primeiro ano do resto da nossa mídia.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/2011-o-ano-em-que-a-velha-midia-naufragou#comment-733011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Barcelona : O melhor time de todos os tempos!

" Hoje aqui aprendemos a jogar futebol"
                                            (Neymar)

O Barcelona engoliu o Santos, como era previsto. Não foi uma simples vitória. Esse mesmo time pegou o Estudiantes do Verón (que fez frente de de 1x 1 durante os 90..) e só levaram na prorrogação em 2010. O que aconteceu ontem foi uma destruição. O Santos com craques em campo exaltados como Ganso e , um time que é a atual sensação do futebol brasileiro e menina dos olhos da imprensa foi ATROPELADO de uma maneira nunca antes vista numa final de clubes.

Parecia até que era o jogo de um time de 2011 contra outro de 40, 50 e áté 60 anos atrás,daqueles que chutavam bola costurada..Parecia Vídeo Game: só que de um lado um time na velocidade 11 e do outro um time na velocidade 2.

Um massacre de bola! Não tem jeito, se o jogo de ontem não servir pra mostrar ao Calazans e seus colegas românticos o que é o futebol hoje, desisto.

No futebol moderno, predominaram a força, a técnica e a velocidade. Ponto. Acabou o lero-lero do divertido, agradável, que ouvi o tempo todo da boca do pobre infeliz comentarista do SPORTV .

O Barcelona não usa sequer a força, mas aplica a técnica e a velocidade num nível tão elevado que a pode dispensar...e fazer bobinho do adversário. Brincar de esconder a bola, meus amigos, não é pra qualquer um não. Tem que respeitar e muito o tamborim que eles tocam! Trocaram mais de 700 passes na partida, Xavi foi responsável por 110 passes – 108 desses certos e apenas 2 errados!

Fora isso, ainda têm na manga o fator “ocupação progressiva do espaço”.

Eles vão ganhando cada palmo de gramado, avançando em bloco e engolindo o adversário com toques de bola rápidos e eficientes.

E de quebra, só pra deixar a coisa ainda mais incrível, ainda giram no campo, fazem dele uma grande quadra de salão! O time divide o gramado e os jogadores se revezam sem posição fixa . Diferente da Holanda 74 e do Brasil de 82, o carrossel espanhol vai girando em pequenos círculos...Ocupando o gramado e envolvendo o adversário num balé de dixá-lo tonto. Um bobinho de fazer cair o queixo, até que penetram sempre rumo ao gol, numa velocidade e numa técnica que temos que aplaudir e de pé! Neymar está certo: Como é que faz aquilo?!

E para os saudosistas que ainda poderiam dizer que esse futebol é extremamente pragmático e tal... Os caras jogam uma barbaridade ainda... Xavi, Iniesta e o Monstro do Lago Messi, tem uma categoria fora do comum!

O Messi é um capítulo a parte. Meus amigos, não é que o joga bem de vez em quando ou joga demais muitas vezes. Esse rapaz joga UM ABSURDO SEMPRE!! Eu nunca vi no futebol uma regularidade de tanto tempo com um craque jogando em altíssimo nível assim. Será pela terceira vez o melhor do mundo e virão mais e mais..Fora isso é super-artilheiro! Bate recorde atrás de recorde.

E esse Barcelona sem dúvida é o melhor time de todos os tempos! Nunca o mundo assistiu a esse futebol. Eu sempre bati nessa tecla: Quanto mais técnica um time imprimir em grande velocidade mais insuperável ele fica.

O Barcelona bateria qualquer um em qualquer época!

ps: Quanto ao Messi, não vou deixar passar em branco..rs..Eu deixei passar a farsa do Robinho (que banquei em 2002 quando ele estava no auge) o valor do Rivaldo (quando era massacrado aqui no Brasil), o fiasco da seleção de 2006 (que previ no ápice do quadrado mágico) e a farsa que é RG ( que ainda estar por se provar... Nunca cobrei patente! rs..rs..Mas quanto ao Messi, vou reivindicar o posto do primeiro a dizer que superou o Maradona. Se não ganhou Copa do mundo, então azar da Copa do mundo, não é isso que diz o Calazans?

ps2: O momento que mostrou o que seria o jogo: Quando o Abidal pega a bola na lateral direita, toca , recebe no sufoco, conduz vai com ela até onde dá no meio mas não rifa “a criança”..essa é a filosofia do Barcelona, lá é proibido “chuveiro”.

ps3:Melhor momento do jogo? Humm..difícil..A chaleira do Xavi na hora do gol, o calcanhar do Messi, ou o drible relâmpago do homem–raio no goleiro pro golaço...Os caras tem muita, mas muuuita bola! O Messi parece até um super-herói de quadrinhos em campo...Mas joga um futebo, que não tá no Gibi.

Ps4: Pior momento do Jogo: Quando o Ganso mata a bola no peito no meio do campo, olha pro lado e, quando piscou, o Busquets já tirou ela de “totinho “ por trás e saiu jogando...e ele ficou tirando remela do olho sem nem saber nem dá onde veio o vento.

ps5: O que foi a entrevista do Muricy Ramalho? Ele mostrou ali o sujeito miserável e pequeno que é, a cara do que foi o seu time. Enquanto ele falava as asneiras dele (coisas do tipo: Tá vendo vocês reclamam da gente no Brasil mas o Barcelona joga sem atacante...) a TV, só de sacanagem, mostrava um bobinho de quase meia hora com Léo , Arouca e Ganso, perdidos na lateral esquerda. O troço durava tanto que eles aceleraram a imagem e não acabava nunca

ps6: Neymar, sai rápido daí. Você é craque nato e precisa estar jogando esse futebol. Isso é o futebol. O que se joga aqui no Brasil é uma mentira que quando bate a realidade, dá pra se sentir o tamanho da ilusão. Você tem que estar entre eles, disputando Champions e os campeonatos europeus. É lá que a bola rola de primeira!

domingo, 11 de dezembro de 2011

As canções

"..As canções mais tolas, tendo os seus defeitos
   Sabem diagnosticar o que vai no peito.."
                                                  (Lulu Santos)
O novo documentário de Eduardo Coutinho (Edifício Master) é um espetáculo pra se aplaudir de pé! E é exatamente isso o que o cinema faz, ao final da sessão. Aplausos e lágrimas. Nesse filme não há paisagem, fotografia ou retrato de nada..O cenário é o palco, a cadeira, o sujeito;  a imagem é pra dentro, pra dentro daquelas vidas, daquelas pessoas cheias de história tão comuns e ao mesmo tempo tão singulares. 

Um mergulho profundo que damos dentro de almas tarimbadas pelos anos e pelas vicissitudes da vida -  almas cheias de vida, vidas cheias de tudo que se possa imaginar, e as canções (de cada um, a cada maneira) estão ali, como uma espécie de trilha sonora do tempo e do "filme" de cada "personagem".

Impressionante ver o que Coutinho consegue arrancar das pessoas.  Que talento pra disparar emoção de forma simples e deixar as coisas fluirem, por conta de cada um, que parece dar ali muito mais do que o diretor necessita.

E claro não dá pra deixar de falar no poder mágico e transformador da música. Seja no trabalho, no carro, no banheiro, ou atravessando a rua assobiando uma canção...Como dizia Bob Marley: "É o sopro de Deus na vida do homem!"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sócrates: O legítimo representante do futebol arte.

“O nosso futebol, com sua criatividade e alegria, é expressão de nossa formação social, rebelde a excessos de uniformização, de geometrização, de estandardização, e ainda a totalitarismos quem façam desaparecer a variação individual ou a espontaneidade pessoal. O futebol no Brasil se fez marcar por um gosto de flexão, de surpresa, que lembra passos de dança aberta ao improviso, à diversidade e à espontaneidade individual” (Sócrates, 2 de junho de 2010, da CartaCapital).

Pode ser que alguns craques tenham jogado mais futebol que jogou Sócrates, ou mesmo muito mais, mas arrisco dizer que nenhum pensou o futebol como pensou Sócrates. Sócrates foi maior representante do futebol-arte que esse país já teve.

Talvez só Garrincha tenha vivido uma vida no futebol como ele viveu, mas no caso do Mané, a coisa se dava de forma pura, ingênua, quase inconsciente, enquanto que o "doutor", fazendo jus ao homônimo famoso filósofo, usou a razão não só para jogar mas para viver e pensar o futebol e o seu papel em nossa cultura - a dimensão desse esporte na vida do povo brasileiro.

Sócrates jamais encarou o futebol como uma competição, como um esporte que se encerra num jogo entre vencedores e vencidos. Seu corpo, inclusive, era bastante improvável para a prática e no entanto foi genial no trato da bola, fazendo parte daquela seleção que encantou o mundo em 1982, sem vencer. E o “sem vencer” aqui tem tudo a ver com Sócrates, é muito coerente com sua trajetória; pouquíssimos títulos na carreira, fazia questão de mostrar desprezo aos troféus.

Se na Espanha Sócrates havia sido um dos principais jogadores, talvez o grande nome daquela edição; na Copa seguinte protagonizaria um lance que define muito bem o que é para ele o futebol. Perderia um pênalti crucial para o Brasil e de forma aparentemente descompromissada, meio exótica, de bandana na cabeça e barba por fazer, envergou o corpo sem tomar distância pra bola. Brasil eliminado.

Assim era Sócrates, um grande craque, que viveu o esplendor do futebol arte pelo puro e simples prazer de praticá-lo. O cara que deu de calcanhar pra “esse negócio” de resultado e que levantou o braço pra vida e pra alegria de viver.

E esse era mesmo seu pensamento mais sincero, absolutamente coerente com o que sempre praticou. Lembro-me de um caso que ele sempre contava, de um time que foi campeão de um torneio sem fazer um único gol. Empatou cinco de zero e na final foi campeão com gol contra do adversário. Era mais uma forma que o Doutor encontrava de dizer, mesmo que nas entrelinhas, que vencer não queria dizer nada.

Sócrates, portanto, foi aquele que mais teve coragem de falar abertamente que não encarava o futebol como um esporte e sim como arte. Esse que talvez seja o assunto mais polêmico e inacabável do futebol brasileiro, que desperta paixão e ódio, dúvidas eternas, muita incoerência por parte de torcedores e uma enorme ambigüidade por parte da imprensa, era tratado naturalmente pelo nosso doutor: Ele queria ser feliz e pronto; ganhar ou perder era um detalhe..

Por isso, não tenho dúvidas em afirmar que por toda sua trajetória de vida, toda genialidade que, momentaneamente, emprestou ao futebol e toda a maneira como abertamente professou suas crenças sobre tudo de lúdico que gravita em torno da bola, Sócrates Brasileiro Sampaio S.V de Oliveira é o maior representante do futebol arte que o país já teve.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Chevron-Texaco: O dia em que uma imensa mancha de vergonha cobriu a grande mídia brasileira

Não deixem de ler esse artigo espetacular sobre a atuação vergonhosa da mídia no caso do crime dessa multinacional. Imprensa esta que é contra o Brasil e insiste no “despreparo” do país para a exploração de petróleo no mar.

O autor está certíssimo: Se fosse a Petrobrás até os peixinhos estavam dando entrevista. Mas com uma multinacional que dá uma desculpa esfarrapada de que errou a previsão de prospecção - um calculozinho besta de alguns mil metros - quando no fundo estavam, de forma irregular, colocando em prática o olho grande que tem no NOSSO Pré-Sal, nada nem uma cobrança, nada desse jornalismo mal intencionado. A Globo, como sempre, se superou, e fez de tudo pra colocar a culpa no governo. Na Globo, até ontem a culpa era do Brasil..


ps: O assanhamento da Texaco aqui nas nossas águas se deu desde que o Serra, na campanha que fez em 2010, deu garantias de que mudaria a legislação pra eles, como revelou o Wikileaks.


ps2: Wikileaks é aquela organização que publica informações confidenciais de governos e empresas, de onde pudemos saber, no mês passado, que Willian Waak, da GLOBO, colaborou em três ocasiões com o governo americano em 2010.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/fernando-brito-omissao-criminosa-da-chevron-texaco-com-indulgencia-da-nossa-imprensa.html

Futebol: Emoção ou justiça?

O site abaixo, chamado Placar Real, faz um trabalho muito interessante. Ele mostra como estaria a classificação do Campeonato Brasileiro sem os erros grosseiros de arbitragem. Traz até um "favorecimômetro", com o ranking dos times que mais foram beneficiados com esses erros.

Por mais que seja uma simulação - e mesmo que tenha algum tipo de recorte - ainda assim é válido na medida em que o futebol é um esporte onde os erros, mesmo depois de identificados, não interferem no resultado final. É nesse sentido que acho que o site traz uma contribuição importante, que é a de abrir um debate sobre esse esporte fascinante, onde convencionou-se cultural e institucionalmente que a emoção deve estar a frente da justiça. Uma discussão filosófica que envolve ainda outras questões como trabalho, ética, etc.

Eu, particularmente, não concordo com a maneira que vigora; como torcedor, abdicaria da emoção para ver prevalecer a verdade, a justiça. Vejamos, por exemplo, os dos dois lances capitais que são campeões em reclamações legítimas: o impedimento e o pênalti. Penso que o primeiro, para facilitar a visão dos envolvidos na jogada, deveria ser marcado só na linha da grande área, ou até ser extinto de vez ; e o penal, que é algo ainda mais decisivo, deveria ser marcado só após conferência rigorosa de mais de um árbitro, e se necessário fosse, com auxílio tecnológico.

Enfim, a questão é polêmica mas acho que vale a pena se debruçar sobre ela, e principalmente ouvir aqueles que, na minha opinião, tem mais propriedade para falar sobre o assunto, o jogador, o atleta profissional de futebol, pois trata-se de algo que incide diretamente no seu ambiente de trabalho, e em ultima análise na sua vida.

http://www.placarreal.com.br/

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quanto mais vezes favela, melhor!

Como já escrevi aqui (vide texto abaixo) sou um admirador do projeto 5 x Favela,  dirigido por Luciana Bezerra e Luciano Vidigal e produzido pelo grande Cacá Diegues. Assim, não poderia deixar de escrever para parabenizará-los pela série do Multishow. Como é bom poder assistir a um programa onde o Brasil é mais Brasil, nesse universo infinito, rico de possibilidades que gira em torno da favela. O episódio com a participação de Chico Buarque foi um primor.

Quanto mais vezes melhor..

5x favela, um trem para todas as plataformas!

http://eagora-dil.blogspot.com/2010/08/5-x-favela-um-trem-para-todas-as.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tem coragem?

Maior onda do planeta é surfada. Veja o cara botando pra baixo e encarando o paredão!!!
http://www.youtube.com/watch?v=q6ubctGE3Vc&feature=player_embedded

domingo, 6 de novembro de 2011

A dúvida que habita o novo do Almodóvar

A pele que habito é mais um grande filme de Almodóvar. Um clima de cinema noir, aquele suspense anos sessenta e toda a estética que o envolve, inclusive a trilha, que está perfeita. Pra mim não é o melhor do diretor mas, sem dúvida, é um ótimo filme.

Uma coisa que me chamou muita atenção foi que a ideia central do autor e tudo que gravita em torno, foi exatamente a mesma do arrebatador O segredo dos seus olhos, de J.L. Campanella - na minha opinião o melhor filme da última década!

A grande surpresa do filme argentino é o mote para a trama de Almodóvar. É dali que parte toda a questão da fixação humana, as chamadas “prisões de longa duração”, das loucuras que as pessoas se submetem em torno de uma ausência. Fazer as dores da alma penetrar de forma violenta no corpo foi, talvez, a grande sacada do diretor espanhol.

No seu filme, Almodóvar leva tudo as últimas conseqüências (se não, não seria Almodóvar) , dá uma volta de trezentos e sessenta graus e um toque forte de sensualidade; mas é impossível assisti-lo sem olhar pro que já foi feito. E não me refiro somente as referências estéticas, que estão óbvias, mas insisto na questão da ideia central.

Uma coisa é o filme ser baseado no livro Tarântula, o que é declarado, mas a outra, bem diferente, é a fonte de sua inspiração.

Tropa de Elite, por exemplo, é a transposição do livro do sociólogo Luiz Eduardo Soares para as telas , no entanto, está repleto de referências e citações – desde o seriado Swat, passando por Notícias de uma guerra particular, com "bifes" de Jerry Maguire e uma “churrascaria inteira” do clássico A força do destino, na antológica cena do “pede pra sair!” . Nem por isso deixou de ser um grande filme, vide a sua consagração junto a opinião pública.

Ainda assim, pra ser justo na análise, são coisas diferentes, pois o filme brasileiro não foi buscar inspiração no livro homônimo; apenas ganhou uma versão para a tela grande; enquanto que A pele que habito foi baseado no livro francês, o que não dá garantias nenhuma de que este tenha sido a fonte de sua inspiração.

Não sei se me faço entender, mas o futebol é sempre um bom recurso pra ilustrar. A seleção argentina , na Copa do Mundo de 2006, jogou a fase inicial de maneira arrasadora, num esquema ousado e inovador, com os jogadores girando pelo meio campo sem posicionamento fixo. Poucos meses depois o técnico da Inter de Milão resolveu usar o mesmíssimo esquema com seu time. Perguntado sobre a inevitável semelhança com o modo de jogar da seleção argentina - inclusive a Inter era repleta de argentinos – o treinador disse que foi buscar inspiração na seleção Holandesa de 74, o famoso “carrossel holandês” que virou um clássico inquestionável na história do futebol por ser o primeiro a jogar de semelhante modo. Trinta anos separavam seu argumento, mas, fazer o quê: Apesar da “incrível coincidência”, quem haveria de contestá-lo?

Voltando para o cinema, vejamos a semelhança : Apoderar-se fisicamente de alguém que fez um grande mal a quem você ama, mantendo-a em cativeiro e combater a monstruosidade transformando-se no próprio monstro ( Nietzshe) é o que acontece em Segredo dos seus olhos, mas com a “suavidade” de Compostella.

Apoderar-se fisicamente de alguém que fez um mal a quem você ama, mantendo-a em cativeiro e transformá-la no monstro que você é, na pele que habita, é o que acontece no filme de Almodóvar, com toda a “violência e afetação” que lhes são características.

Bom, como na minha opinião, acho que jamais saberemos , prefiro deixar essa inquietação de lado e ficar apenas com a admiração por esses dois grandes diretores e seus sempre tão bons filmes. E aos fãs fervorosos do gênio espanhol peço sinceras desculpas por dividir essa dúvida que me habita desde quarta-feira ao sair da sala de cinema.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Globo fechará com Freixo em 2012? Quem há de dizer que não?

A recente polêmica envolvendo o deputado do PSOL Marcelo Freixo, abriu intensa discussão nas redes sociais sobre o fato de a Globo estar ou não “patrocinando” (aspas) sua campanha para a prefeitura do Rio em 2012. Acho que vale a pena um rápido esforço de reportagem para entender melhor essa questão.
Nas eleições municipais de 2008 a Globo fez oposição ferrenha, implacável a Eduardo Paes. Na ocasião, a mesma deu um apoio a Fernando Gabeira como poucas vezes se viu numa eleição. Uma campanha estrondosa, pra cima e pra baixo com o candidato do PV, que recebia todo floreamento possível, o que levou centenas de pessoas as ruas de verde para abraçar as árvores da Lagoa, dar as mãos na orla de Ipanema, entre outras coisas do gênero.

Não deu certo. Eduardo Paes ganhou a eleição com o apoio do governador Sérgio Cabral e do PT.

O tempo foi passando e bastou o conservadorismo neoliberalizante da afiada dupla Cabral -Paes começar a "sair pelo ladrão" que a Globo rapidamente chegou junto, transformou a dupla em trio e hoje é mais fácil os filhos de Francisco irem cantar cada um na sua freguesia do que os “novos amigos” se separarem.

Muitos tem se perguntado com toda razão: Por que a Globo então apoiaria Freixo se caminhando ao lado de Cabral e Paes vai muito bem obrigado? A resposta está longe de ser precisa, mas como pro bom entendedor um plin-plin vira filme, quando o assunto envolve as Organizações Globo, é justamente no confronto da conjuntura com a imprevisibilidade que é possível arriscá-la – não esqueçamos que o coração dos Marinho tem razões que a própria razão desconhece.

Falando de forma objetiva, creio que seja prudente observar o seguinte movimento: A mesma turma - sociedade civil, intectuais, políticos, artistas, ongs – que em 2008 construiu o arco em torno da candidatura Gabeira (na sequência encampada pela Globo), agora está se juntando lentamente em torno de Marcelo Freixo. Inclusive, o apoio do próprio Gabeira é uma possibilidade, principalmente agora que bateu asas do PV.

Freixo tem mais consistência política do que o ex-verde e torço para que se mantenha firme em seus propósitos, mas não se pode deixar de olhar esse processo que já se inicia de "envelopamento global", tal qual se deu com o candidato do PV nas últimas eleições para prefeito. E se vale como lição, nunca é demais lembrar que este, de tão diferente, mas tão diferente que ficou acabou sendo curiosamente chamado na eleição seguinte de Ex-Gabeira.

A genialidade de Lionel Messi

Messi já está entre os maiores jogadores da história do futebol. Um começo de carreira assombroso, que impressiona pelo vigor: vitórias, títulos, conquistas pessoais, recordes de gols marcados, assistências dadas, e o mais importante, altíssima regularidade.
Apesar de não ter ganho uma Copa do Mundo, quando o assunto é futebol em campo, o jovem de 24 anos não deve nada a ninguém e figura com justiça na constelação dos gênios da bola, como foram Pelé, Garrincha, Zidane, Maradona e Romário. Cada um a sua maneira e com seu brilho especial.

E se nunca vier a ganhar uma Copa, que mal terá nisso? Azar da Copa do Mundo, não é assim que muitos dizem com relação a Falcão, Zico, Cruyff, Puskas, Zizinho, entre outros? Que sejamos no mínimo coerentes.

Na verdade, Messi não precisa ser comparado com ninguém pois sua genialidade advém do fato de já ter imprimido um estilo de jogo próprio, jamais visto no mundo: O máximo de técnica e habilidade numa velocidade espantosa, com objetividade e direção ao gol – o resultado quase sempre inexorável de suas incríveis jogadas.

Realmente não me agradam as comparações, pois na maioria das vezes são feitas com muita carga emocional por nós amantes do futebol, mas levando em consideração a enorme semelhança com Maradona, compreendo que esta seja mesmo uma daquelas inevitáveis.

No tocante a bola jogada, o futebol em estado puro, Messi é sim, na minha opinião, mais completo como jogador do que foi o mito argentino. Talvez um pouco menos habilidoso, é verdade, mas com a mesmíssima técnica, com mais velocidade, mais regularidade, maior poder de decisão e gols, muitos gols pra todos os gostos de todos os fregueses!

Trata-se de um monstro do futebol, um devorador da bola, da grama e dos adversários, um privilégio para as novas gerações. Como vivemos numa sociedade dominada pelos mitos e pelo senso comum, infelizmente, creio que o devido reconhecimento só terá lugar no futuro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Força presidente..É assim que se fala!

Lula agradece ao povo brasileiro:

http://www.youtube.com/watch?v=fYRizGM1ajc&feature=player_embedded

A mídia e a elite jamais perdoarão Lula

Definitivamente, vale tudo na guerra da mídia contra Lula. "Picareta", vagabundo", "alcólatra", "assassino", um “qualquer” que merece "pé na bunda na capa da revista", e porrada em plena tribuna do senado.

Pois agora está aí o resultado: Esse movimento fascista nas redes sociais tentando arbitrar em cima de uma decisão familiar num momento dramático que merecia a solidariedade de qualquer ser humano que se considere minimamente como tal.

E o que mais me revolta é que essas pessoas fazem isso menos por um protesto com a saúde no Brasil do que pela vontade enrustida se vingar de alguma forma de Lula, por algum mal que ele tenha lhes feito. Só isso explica tanto ódio..

3 Considerações:

1) Seja Lula o politico que for, de esquerda, direita, centro, cima, baixo etc_ e o seu governo e legado com as virtudes e vícios que tiver, o achincalhe que é feito diuturnamente com a figura do ex-presidente promovido pela mídia é inaceitável dentro de uma democracia. No mínimo uma falta de respeito a grande parte da população que o elegeu, aprova seu governo e reconhece em Lula um estadista que, da sua forma, deu sua contribuição para o país.

2) Vendo o ódios das elites e da mídia conservadora contra Lula, que fez um governo de coalizão, moderado, sem alterar drasticamente as bases da sociedade , é que podemos perceber o quanto o preconceito e o egoísmo ainda são marcas profundas nesse nosso Brasil . O PT, por exemplo, sequer fez a Reforma Agrária e essa gente já esperneia horrores!!! Historicamente não foram acostumados a dividir nem a manga das fazendas com o escravo, o que dirá seus filhos nas universidades com os filhos da classe trabalhadora. Um pinguinho de inclusão nesse caldeirão de desigualdade e olha a m. que dá!

3) E pra mim essa palhaçada agora exigindo que se trate no SUS é também aquela velha história...É porque é um ex-operário, nordestino de fala grossa, sem erudição que chegou no poder. Afinal, no Brasil, pobre e preto é muito legal, não é isso? Só não vem querer dividir nada que aí verão com o quanto de ira se faz um doente segregador, como esses que infestam as redes sociais! Todo mundo pode voar de jatinho, Lula não. Todo mundo pode tomar aquele vinho do bom e do melhor sem ver a da conta..ele não. Condecoração em Universidade de Paris é um escândalo!!!! Todos os políticos que adoeceram puderam se tratar onde a família desejou, Lula não... não tem esse direito, tem que sofrer. Lamentavelmente, tem muito de preconceito nisso aí.

Globo manipula informações sobre SUS.

O relato abaixo é de um caso sobre o já conhecido "método Ali kamel" de jornalismo: Voltar pra redação com a tese do patrão comprovada custe o que custar!

As favas com a verdade.

Foi assim que a mídia anti Lula, capitaneada pela Folha de São Paulo, inventou uma epidemia de Febre Amarela em 2008, levando milhares de pessoas debaixo de pânico aos postos de saúde. Resultado: 8 mortes (!) por dosagem absolutamente desnecessárias da vacina.

Até que começassem a surgir reações de médicos infectologistas e autoridades sanitárias informando que a vacina contra febre amarela não era para ser tomada à toa, os meios de comunicação limitaram-se a reportar as suspeitas e confirmações de casos da doença em tom alarmista.

Veja o que disse Eliane Cantanhêde, no fatídico texto que contribuiu fortemente para fazer subir de milhares para milhões o número de pessoas histéricas pela ameaça de "epidemia" de febre amarela.

"Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem (...) Vacine-se logo! Senão, Lula, o Aedes Aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano – e nos seguintes."

O objetivo, claro, era dizer que Lula era a verdadeira praga, como faz agora Lucia Hipólito ironizando e responsabilizando-o pela sua doença e como fez Diogo Mainardi, no episódio da queda da TAM quando pregou, despudoradamente a morte de Lula!

Essa é imprensa golpista, que inventa crises, destrói reputações, produz o pânico que mata (de verdade) e chega até a pregar a morte de seu maior desafeto.

Nada mais me espanta.

Leia: As reportagens seletivas sobre o SUS.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-reportagens-seletivas-sobre-o-sus

Respeitem o Lula, abutres da velha mídia e fundamentalistas de plantão!

As manifestações fascistas que estamos vendo nas redes sociais com relação a doença do ex-presidente nada mais são que o resultado de uma intensa campanha de desmoralização e de ódio feita pela Veja, Globo-Folha -Estadão e todos seus principais aceclas -  Mainardi, Azevedo, Hipólito, Jabor etc_ da vida -  durante todos esses anos.

São pessoas doentes,alguns tarados-psicopatas que se trevestem de jornalista pra descarregar suas frustrações pessoais e seu radicalsimo ideológico. O radicalismo conservador e raivoso da mídia - que até capa com pé na bunda de Lula já produziu - fez isso, pois tem em Lula (e no lulopetismo) seu maior inimigo histórico.

O que acontece nas redes sociais é, portanto, reflexo dessa campanha sórdida e implacável. A mídia escolhe seus inimigos, demoniza quem quiser e esses usuários das redes sociais, cujo pensamento reflexivo pelo visto não passa de 140 caracteres, vão na onda..muito triste.

Força Presidente o povo brasileiro está com você, e isso é o que importa!

ps: seguem dois textos um de crítica a esse absurdo e outro que mostra a inequívoca importância de Lula, o estadista que ergueu o Brasil.

Sob anonimato, brasileiro não é solidário no câncer

Por Xico Sá

É, tio Nelson, o brasileiro, quando protegido pelo anonimato, não é solidário nem no câncer.
E não estamos batucando na tecla e no lengalenga do politicamente correto. Corta essa.
O brasileiro não é solidário nem no câncer em muitas ocasiões.
É o que vemos nos comentários de blogs e redes sociais agora em relação à doença do ex-presidente Lula.
Nas ruas, nas famílias e na missa de corpo presente, ainda vale a comoção, a compaixão, piedade e outros sentimentos.

Sob o capa de um anônimo e furioso Batman, o ataque dos comentaristas é fulminante, a doença vira metáfora para o desabafo e a ira política dos fundamentalistas que enfrentam diuturnamente o lulismo-petista.
“Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância”, escreveu Gilberto Dimenstein, espantado com as manifestações recebidas na caixa de comentários da sua coluna aqui na Folha.com.

Vasculhando as caixas postais de vários blogs e colunas que trataram sobre o assunto, observamos que não é um caso isolado. É tendência. Tem, mas está faltando a referida solidariedade.
Agora vemos o personagem Edgar, da peça “Bonitinha mas ordinária”, do tio Nelson Rodrigues, salivando, obsessivo, atribuindo a sentença ao Otto Lara Resende: ”O mineiro só é solidário no câncer.”
O mineiro aqui entra como parte pelo todo, claro, mas deixemos o próprio canalha Edgar com o verbo, de novo:
“Mas olha a sutileza, não é bem o mineiro, ou não é só o mineiro. É o homem, o ser humano. Eu, o senhor ou qualquer um, só é solidário no câncer. Compreendeu?”

É, tio Nelson, este último reduto da solidariedade está indo para o saco. Pelo menos no baile de mascarados da internet.

A Voz de Lula e outras vozes

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18858

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Solonei Silva dedica ouro a todos os catadores do Brasil

E agora, Boris Casoy? Que vergonha deve estar sentindo por ter ofendido essa categoria em rede nacional (áudio vasado, claro). Engula seu preconceito e aprenda com os grandes vencedores.  
http://www.tijolaco.com/nao-e-lixo-nao-e-ouro-humano/

domingo, 30 de outubro de 2011

Obrigado Loco!

LOCO ABREU é raça, talento, coração, alma e CARÁTER!Grande da altura do Botafogo e de todo verdadeiro botafoguense.
O maior ídolo alvinegro dos últimos, pelo menos, 30 anos!
Obrigado Loco, por tudo.

Uh, El  Loco!!!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ministra repudia declaração racista de Arnaldo Jabor

A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, repudiou veementemente a declaração de Jabor a qual qualificou como racista e inaceitável!"

clique para ler:

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O ano em que a Reforma Agrária parou

http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o-ano-em-que-a-reforma-agraria-parou.html#comment-64743

Uruguai a um passo de punir crimes da ditadura

O Senado uruguaio aprovou, com o único apoio do partido governista Frente Ampla (FA), uma lei para que os crimes cometidos durante a ditadura do país (1973-1985) possam ser julgados sem limite temporal.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rock Brasília - Era de ouro

O excelente documentário de Vladimir Carvalho faz enorme justiça ao movimento das bandas de rock nacional surgido em Brasília no finalzinho dos anos 70. Há tempos que essa geração estava merecendo o devido reconhecimento do verdadeiro lugar que ocupa na música brasileira.
Quem for ao cinema terá ainda uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a formação história, política e cultural da capital federal, através dos depoimentos desses jovens roqueiros filhos da revolução e de professores, diplomatas e intelectuais, primeiros moradores da cidade.

O autor fez um documentário honesto, sem floreios, sem (ou com muito pouca) indução, condução forjada, como tantos que vemos por aí..Frio, seco, duro, cinza - como a Brasília da época – mas com uma pulsação poética em altíssima potência!

Algumas coisas, a meu ver, são ali confirmadas, mesmo que ás vezes nas entrelinhas, nas frestas das expressões e falas dos protagonistas daquele momento fantástico do rock brasileiro.

A primeira é o sujeito hermético e contraditório que foi Renato Russo: Um gênio da criação dos maiores que esse país já teve, mas com um ego destrutivo, uma dificuldade no trato social, dificuldade de se pronunciar mesmo sobre as coisas mais prosaicas. Renato era uma bomba pronta pra explodir, e parecia mesmo que queria era jogar o mundo pelos ares, a todo momento! Eu, particularmente, sempre tive muita angústia ao vê-lo se expressar. Como grande admirador, me causava espanto a forma confusa, sarcástica e provocativa de suas intervenções.

Embora haja um certo tom de mistério (nem sei se é essa a palavra) por trás da fala de Dado Villa Lobos, acho que por ali é um bom canal pra compreender mais sobre o mito de Renato e sua banda, a insuperável Legião Urbana. Quem ver o filme verá que Dado tem muito pra falar. Mas não fala. Acabou "dizendo tudo".

A outra é o subjugo às bandas dos anos 80 exercido pela Rede Globo - exploração que beirava as raias da criminalidade. O Nasi, vocalista do Ira, dia desses relatava um episódio em que abandonaram, ele e a banda, o Cassino do Chacrinha por causa das toquinhas de Papai Noel que tinham que usar. Disse ele mais ou menos assim:

"...As toquinhas não eram nem o mal maior, é uma m. mas a gente vai na onda, mas quando vimos um colega que se distraiu e entrou no palco sem a toca (acho que o Biafra) e o Chacrinha parou, e deu-lhe um esporro de fazer inveja a general, botamos a guitarra no saco, mandamos as tocas praquele lugar e fomos embora..."

No documentário,temos a chance de ver a confirmação disso, no impressionante depoimento de Fê Lemos (Capital Inicial) falando sobre a contrapartida absurda que a Globo cobrava dos artistas pelas participações no programa do Chacrinha. (vale a pena ir ao cinema conferir)

Caramba!,os caras eram roqueiros, jovens e sem grana; submetê-los a papéis ridículos e desnecessários e outros que colocavam em risco suas próprias vidas era, além de tremenda falta de sensibilidade artística, uma enorme irresponsabilidade.

Nesse sentido, torna-se alentadora e, talvez até redentora, a presença de Philippe Seabra na tela. Uma figura central que, quando ouvimos falar, deixando de lado grana, fama, mídia, etc _e compreendendo a essência daquele movimento no cenário conturbado onde surgiu; não deixa dúvidas de que a Plebe Rude merece com toda justiça o título de símbolo máximo do Rock de Brasília.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Caco Barcellos dá lição de jornalismo a mídia dentro da Globo News

"Faço jornalismo e e não militância!"

As palavras do jornalista Caco Barcellos atingiram em cheio e ao vivo o maior centro de produção da mídia conservadora e partidarizada brasileira.

Na aula magna que deu na Escola de Magistratura da Justiça Federal, Caco já havia revelado, de forma pormenorizada, a maneira vergonhosa de operar dos meios de comunicação no Brasil, cujo principal expediente é o que ele chamou de jornalismo declaratório - aquele que se baseia em qualquer tipo de fonte (até bandidos!) para destruir reputações e inimigos ideológicos na busca cega para ocupar o centro do poder.

O vídeo é simplesmente imperdível. Nele, impressiona a desonestidade intelectual da jornalista da Globo News.Isso fica claro quando ela cita, ardilosamente, o exemplo de Palocci, para tentar confrontar o argumento de Caco. Ele, de forma bastante polida, ainda devolve pra ela o óbvio: que aquele era apenas um caso específico, mas que existem dezenas de outros (do jornalismo declaratório) que acontecem diariamente e fica tudo por isso mesmo.

Eu acho que nesse momento, pra essa entrevista sensacional se transformar num dos maiores momentos da TV BRASILEIRA DE TODOS OS TEMPOS, Caco deveria ter emendado a fala dela, apontando a falta de isonomia da mídia empresarial – cujo correto era ir a fundo com o mesmo afinco para investigar os partidos, pessoas, causas etc_ alinhados ideologicamente à ela.

Claro que entendemos as razões para Caco não aproveitar essa “deixa”, mas que a levantada de bola da jornalista, exaltando o trabalho infatigável da turma da FSP, merecia um chute de primeira, indefensável, no ângulo…ah isso merecia.

segue o vídeo ondele rebate a jornalista:

http://www.youtube.com/watch?v=8OdncyENbdM

segue a aula magna de Caco:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/jornalismo-investigativo-e-declaratorio-por-caco-barcelos

Ministério dos Esportes: Uma crítica consistente.

Há uma crítica golpista e uma crítica consistente em relação aos problemas do Ministério dos Esportes.

A golpista transforma um vício político em corrupção, é seletiva, varre para baixo do tapete práticas similares de governos aliados e instrumentaliza a denúncia. A intenção não é melhorar as práticas políticas mas utilizar oportunisticamente os vícios em seu favor. E depois repercutir com ACM Neto. Com isso, embaralha toda a discussão, perde legitimidade, mostra que a intenção não é melhorar o país mas fazer jogadas políticas tão inescrupulosas quanto as denunciadas.

A falta de filtros e de limites permite acusações graves à honra de terceiros, sem provas. Não basta falar em aparelhamento, tem que se impingir no "inimigo" a pecha de ladrão, desonesto, em um desrespeito absoluto a princípios básicos de direitos individuais.

Agora que a crítica golpista perde força, é hora de discutir os vícios da política brasileira, dentro do enfoque correto.

Por Luis Nassif,


segue o link:

Recordar é viver: A resposta de Brizola as organizações Globo

Dezessete anos depois, com vocês, um dos maiores momentos da história recente desse país:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-resposta-de-brizola-na-globo-em-1994

As lições que chegam da Argentina

http://www.viomundo.com.br/politica/francisco-luque-argentina-exemplo-nos-direitos-humanos.html

http://www.blogcidadania.com.br/2011/10/inveja-da-argentina-conheca-o-efeito-tango/

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=791

A esquerda no Uruguai

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18743

A morte de Kadafi e a selvageria ocidental

http://www.maurosantayana.com/2011/10/chega-de-sangue.html

http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/10/24/lembo-sobre-kadafi-continuamos-uns-selvagens/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cabo Anselmo: O escárnio da mídia conservadora com a memória do Brasil

Por que a mídia ressuscita, agora, o Cabo Anselmo? Por que?

Ontem, no Roda Viva, assisti a um dos piores momentos da TV Brasileira.É impressionante a empáfia desse sujeito, olhar frio, com sua “mansidão demoníaca”, malandramente vai se esquivando de tudo e colocando/impondo suas condições… E o máximo que os entrevistadores conseguiram foram tentar chamá-lo de “você”, na vã tentativa de diminuí-lo, aplicando um pronome de tratamento de forma intencional, só isso.

Quando um ou outro tentava chamá-lo de “cabo Anselmo”, ele rejeitava na hora e pedia: ” Só Anselmo, por favor..” Incacreditável é essa Roda (viva?) que só gira pra direita.

Ontem assistimos a uma afronta a memória e a dignidade de nossas famílias e de nossos amigos E ele ainda dizia na “cara dura” que só aceita participar da Comissão da Verdade se lá estiver tb gente da direita (usou essa palavra). Sequer teve o cuidado de falar em “dois lados” ou algo que o valha´. É um bronco, uma figura assustadora e o mais assustador é que é trazido pela mídia para NADA!

Ou será que há outras razões que desconhecemos…?

Vejam os links:

http://www.viomundo.com.br/politica/urariano-mota-o-cabo-anselmo-a-ditadura-o-roda-viva-e-a-folha.html

http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/comissao-da-verdade-%e2%80%9cdireita-precisou-ressuscitar-cabo-anselmo%e2%80%9d.html

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-entrevista-com-cabo-anselmo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O preconceito do presidente do São Paulo

“ O Problema do Andres é um Mobral inconcluso, a hora que ele concluir isso com certeza vai dar uma melhorada, por enquanto fica aí falando ..ele precisa é estudar um pouco mais”

Nesse caso específico – frise-se – manifesto todo meu apoio ao presidente do Corinthians. As palavras preconceituosas de Juvenal Juvêncio agrediram não só a Andres Sanchez , mas uma grande parcela da torcida daquela clube, e por extensão toda a sociedade brasileira que está dando um passo importante pra se libertar de velhas amarras que já duram séculos.

Temos que bradar contra isso sempre. Chega desses “senhores de anéis ”, destilando seu preconceito e falando o que querem publicamente; está ficando cada vez mais duro de ouvir isso calado aqui no Brasil.

É impressionante como a Casa-Grande tenta sempre atingir um símbolo, como faz sistematicamente com o presidente Lula, na tentativa (consciente ou não, não importa) de mexer com a estima de uma enorme parcela da população que nele está identificada.

No caso agora a torcida desse clube e outros tantos brasileiros podem se sentir sim atingidos por extensão. Principalmente depois das piadas que vão começar a surgir - como sabemos que acontece no futebol - corroborando para o clima de animosidade e violência. Esse senhor foi de uma irresponsabilidade muito grande.

O jornalista Antero Greco, em seu programa da ESPN, fez uma admoestação com muita propriedade e firmeza; no ato, assim que Juvenal pronunciou sua frase. Greco falou sobre o preconceito de classe, sobre o ar arrogante e a mentalidade de Senhor de Engenho, que infelizmente ainda existe em muita “gente boa” aqui no Brasil. Disse ainda que é esse mesmo tipo de pensamento que povoa a mente de uma certa elite que zomba "daquela gente diferenciada.."

Parabéns a Antero Greco por sua coragem de falar sobre isso. Suas palavras foram muito necessárias, principalmente por terem sido proferidas quase que de imediato. Creio que temos a obrigação de se manifestar contra toda a sorte de preconceito, principalmente contra esse que caçoa da linguagem, da falta de estudo e da cultura do nosso povo - como o feito agora de forma infeliz pelo presidente do São Paulo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quem bateu em João Vitor?

João Vitor, jogador do Palmeiras, foi agredido com paus, socos e pontapés no rosto por cerca de 15 torcedores na tarde desta terça–feira na capital paulista. O atleta chegou a ir parar no hospital de tanto que apanhou, mesmo quando estava jogado no chão sem poder de reação.

Mais um episódio lamentável de violência que merece ser tratado com todo rigor, conferindo a esses marginais as penas cabíveis na lei. Mas a pergunta que se faz nesse momento é: De onde vem tanta ira, tanta sede de sangue? O que faz pessoas que torcem para um clube se exaltarem a ponto de cometerem até assassinatos?

Sabemos que não é preciso ir muito longe para encontrar a resposta, ela está entre nós, no modelo de vida que escolhemos caminhar enquanto sociedade, na violência inata do ser humano, num esporte que cada vez fica mais mercantilizado, envolto em corrupção, onde o presidente da CBF tira sarro dos cidadãos de bem esnobando (ou c...) de montão, onde o locutor mais famoso do canal mais famoso comemora efusiva e grotescamente uma derrota da Argentina enquanto a “sua” seleção apanha em campo, um esporte onde o que vale cada vez mais é ganhar, ganhar e ganhar a qualquer preço.

Tudo isso sabemos, mas gostaria de trazer a lembrança um fato, que coincidentemente aconteceu na mesma Instituição que agora sofre esse ataque triste e inqualificável. Em janeiro desse ano, o fotógrafo Thiago Vieira, que prestava serviço para o jornal Agora São Paulo, foi agredido com socos e expulso do clube, na marra, por três conselheiros do Palmeiras, inclusive o ex-diretor de futebol Wlademir Pescarmona, por causa (vocês lembram?) de um post no Twitter - cobrindo as eleições no clube chamou os palmeirenses de porcos na rede social. Não ficou só aí, Veira seria ainda demitido (!) do jornal por ter “ ofendido” o clube pelo microblog.

Na ocasião, a imprensa esportiva da Globo, a mesma que bradou pela liberdade de expressão e se voltou contra Dunga na Copa do Mundo, em sua reunião semanal “de bem amigos” não fez um gesto, não proferiu uma fala, nada, nenhum sinal sequer de repúdio a mordaça imposta ao repórter e a violência física e moral sofrida pelo colega, nada.

Muito pelo contrário. Alexandre Garcia, convidado ilustre do programa Arena SporTV daquele dia teve a ousadia (é essa a palavra certa?) de dizer que “ essas pessoas covardemente se escondem atrás do seu twitter por não terem coragem de falar o que pensam”.

Vejamos então: Um jornalista, um trabalhador, talvez pai de família, é agredido por fazer uma brincadeira com um clube associando-o ao animal que é conhecido (inclusive assim declara sua torcida na arquibancada), apanha de mais de um, é xingado , humilhado tratado como um pária , perde seu emprego e seus colegas de profissão, no lugar de defender o direito a livre expressão e repudiar veementemente a violência, fazem o oposto, condenam sua conduta.

Ou seja, as favas com a liberdade de imprensa. E mais do que isso, dane-se a violência, afinal o incauto repórter “vacilou”, quem mandou cantar de galo na casa do porco? “Ali o coro come mermo..”

É esse recado que o silêncio de uma parte da imprensa, e a contradição e complacência de outra parte estava dando para todas as pessoas que acompanham futebol, incluindo jovens, estudantes, torcedores de organizadas etc. Vale tudo inclusive porrada quando mexem com a nossa paixão.

Pois agora está aí, um jovem jogador agredido gratuitamente quando ía comprar camisas no clube onde pratica o seu esporte e ganha o seu pão. Afinal, quem bateu em João Vitor? Foram só mesmo essa meia dúzia de deserdados sociais que, infelizmente, falemos a verdade, já não juntam o “lé” com o “cré” há muito tempo? Acho que vale a reflexão.

O saudoso Januário de Oliveira, nas tardes de domingo da antiga TVE, tinha o hábito de dizer : “ Tá láaaaa o cooorpo estendiiiiido no chão, sempre depois de uma falta mais ríspida em cima do jogador adversário. Felizes os tempos onde o chão era o gramado e ao lado do “corpo” havia uma mão estendida.

E agora, Rafinha Bastos?

Sobre esse caso envolvendo o homorista do CQC, considero-o emblemático no seguinte sentido: Ficou absolutamente claro que aqueles que pretendem fazer o humor dito “polticamente incorreto” aqui no Brasil o direcionam apenas a quem não tem como se defender ou não tem cacife midiático para tal.

Digo sem medo de errar, que não se trata apenas das minorias históricas e de pobres. Como fez o repórter Vesgo do Pânico humilhando um gari no Shopping da Gávea no Rio. Só isso era pra gente de indignar e bradar contra.

Mas aí é que tá X dessa questão, não é só isso, mesmo entre os políticos e celebridades eles sabem com quem podem mexer, só “vão na boa”, se é que me entendem..São calculistas, e isso pra mim faz com que além do desprezo que já sinto por fazerem piadas absurdamente infelizes - como aquela com órfãos - os tenha na condição de covardes e “pseudo- artistas”, pois identifico ali um claro limitador para o pressuposto básico de qualquer manifestação artística: liberdade de criação.

Sem dúvida essas pessoas que se julgam artistas, vivem num engano profundo, vendem uma coisa (o humor do politicamente incorreto, ou negro etc_) mas no fundo o que fazem é bater apenas em cima de cartas marcadas. Claro que a liberdade de criação num canal de televisão será sempre de alguma forma limitada poderá se dizer, mas, ora bolas, então não escolha o caminho do humor “doa a quem doer”, pois sabemos que no fundo não é nada disso que se faz mas sim o humor “doa a quem sempre esteve acostumado com a dor”

A coisa fica muito, mas muito feia, é passar atestado de covarde e corrompido pela grana: Com o Gari pode mas com o Dr. Advogado nem pensar, com o Sarney pode escrachar a vontade mas com o Maluf a gente pega leve e dá as costas pra ele deitar e rolar e ser engraçado tb...Com a Argentina está liberado falar até da bomba atômica explodindo aquele povo, mas com Israel nem pensar, pois não querem problemas com os judeus de Higienópolis...E por aí vai..

Por fim, quanto a piada que detonou isso tudo - sobre o bebê da Wanessa Camargo - apesar da opinião negativa que tenho sobre a figura de Rafinha Bastos que prefiro agora não externar, devo ser justo e dizer que não acredito que ele tenha tentado incentivar o estupro de grávidas, a pedofilia ou coisa do gênero. Acho que temos que ter argumentos um pouco mais sofisticados pois creio que esse discurso não resiste a dez segundos com uma pessoa minimamente crítica.

Pelo tom de sua ironia, pareceu-me mais ter empregado ali também o recurso da hipérbole; quando Marcelo Tas “levanta pra ele” o fato dela estar grávida (tudo devidamente ensaiado, claro) e ele diz: “Pois eu comeria ela e o bebê dela juntos”, fica ali pra mim, bem claro, o tom provocativamente exagerado, até por suas expressões.. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos como Caetano ao se referir a Leonardo de Caprio ou Raul Seixas que nunca quis transar com Deus em suas “Aventuras na cidade de Thor.”

A comunicação se dá também na expressão gestual, basta observar e perceber o contexto, o que é fundamental numa análise. Ora não é preciso varar a Duvivier as cinco pra entender que Cazuza não tava querendo trepar com a própria mãe, caramba..

Agora, com certeza, é bem diferente da Marta Suplicy (PT-SP) que na campanha eleitoral fez insinuações diretas a sexualidade do seu maior adversário.

Fazendo uma comparação, creio que a chance de acontecer uma agressão homofóbica como a lâmpada que explodiu na cara de um jovem na Av. Paulista é muito maior devido a declaração da senadora do que a de alguém estuprar uma criança por que viu um pretenso artista falando uma bobajada daquelas sem graça ao lado de outros bobões tão sem graça quanto..

Fato é que é difícil saber, muito difícil de julgar ali na hora sua intenção - embora tenha dado aqui minha opinião – por isso, fugindo do sexo dos anjos, meu questionamento na verdade é outro: Será que ele faria a mesma piada, por exemplo, com a Ivete Sangalo? Sabemos que não e esse é o ponto.

Volto a dizer, esse caso é emblemático porque pegaram um rapaz que se vendia como “ o destemido” de calça curta, justamente onde ele achava que jamais seria pego e estaria protegido. Mal sabia ele que por trás daquela “moça brega” filha daquele cantor sertanejo “bom de sacanear”, tinha gente muito poderosa, as mesmas pessoas que ele se borra de medo e sabe que não pode mexer de jeito nenhum. (o que também é péssimo, sem dúvida).

Seria mais ou menos como se aquele gari humilhado pelo rapaz do Pânico na TV no Shopping do Rio fosse na verdade um advogado super poderoso que estivesse ali disfarçado, ou fantasiado e jogasse-lhe um processo, tudo ao vivo com a casa caindo devidamente registrado pra quem quisesse ver.

No meio de toda polêmica, uma coisa é fato depois do episódio RB: Pra quem ainda acreditava, acabou de vez a credibilidade e o “barato” de programas do tipo CQC. Vendem um humor implacável, generalizado e sem fronteiras mas no fundo são covardes, pois só batem pesado em quem não tem chance, limitados, pois só escolhem “os manjados estereótipos de sempre” e hipócritas, pois levantam a bandeira da liberdade de expressão mas são no fundo (como o todo o PIG) inimigos desta, como pudemos perceber na demissão do colega de bancada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Deliverance

Esse é um daqueles momentos onde a música penetra pelos corações mais improváveis..

Uma cena de encher os olhos. Simplesmente sensacional!

http://www.youtube.com/watch?v=NFutge4xn3w&feature=related