Na quinta-feira, dia 28 de março, o jornal O
Globo fez uma matéria em que relacionava a explosão de uma bomba na escola do
Jardim Botânico com a comunidade do Horto. A matéria citava que um artefato
explosivo foi colocado em uma caixa perto da escola, e que a vice-diretora,
Neuza Tamaio, afirmou, em entrevista, que seria um aviso sobre a reintegração
de posse.
Entretanto, em vídeo gravado pela Luta Pela Moradia, Neuza desmentiu o jornal. “Pra mim pareceu uma coisa costurada, algum mal entendido. Eu não sei de onde que saiu essa frase”, disse.
História
A ocupação da área do Horto Florestal, hoje pertencente à União Federal, data do ano de 1808, quando D. João VI desapropriou o Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa para a construção de uma fábrica de pólvora. Em 1811, foram erguidas vilas para a instalação dos trabalhadores da fábrica, em virtude de o local ser considerado de difícil acesso.
Com a transferência da fábrica para Raiz da Serra, aos pés da serra de Petrópolis, a área foi desmembrada e alienada, sendo muitas casas de antigos funcionários cedidas, já no século XX, a funcionários do Jardim Botânico.
A partir daí, gerações de famílias e descendentes de funcionários da antiga fábrica de pólvora e do Jardim Botânico construíram uma comunidade nos arredores do parque, com autorização (formal e informal) das diversas administrações do Jardim Botânico.
Fonte: Brasil de Fato.
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