terça-feira, 2 de outubro de 2012

Freixo escorrega na reta final

Tudo bem, eu sei, é a política..A dobradinha com Rodrigo Maia faz parte do jogo; até porque, estrategicamente, coloca-se o filho biológico de Maia para brigar com o seu filho político. Ok, mas usar a Revista Veja para atacar o atual prefeito aí, me desculpa, é inadmissível. Um orgão de comunicação sobre o qual pesam suspeitas gravíssimas de ligação com o crime organizado, que se vale dos meios mais escusos para plantar suas reporcagens, não podia ser usado como fonte por um candidato sério e com a trajetória de Freixo. Eu entendo, é o desespero da reta final, é a política, mas acho que um limite perigoso foi ultrapassado aí.

O PSOL já dá sinais claros de desgaste pelo Brasil. Manter o discurso de "atirador" durante muito tempo não é fácil, mas hora menos hora a vidraça fica exposta, não tem jeito. Em Belém, alianças com a iniciativa privada que tanto condenam, no Amapá, o combativo senador Randolfe Rodrigues, que chega a pular em palanque para falar de ética e de alianças não-ideológicas, e que relativizou seu discurso para encaixar o PPS, o PSDB...

Marcelo Freixo é um grande homem, um sujeito digno, honrado, um cidadão cuja luta política nos enche de orgulho e que merece ir ao segundo turno, pois essa cidade merece um debate mais plural, aprofundado sobre uma administração fria, distante e sobre a qual recaem suspeitas seríssimas.

Usar a Veja no debate foi uma tremenda bola fora, embora fosse nítido seu desconforto em tabelar com Maia se valendo de uma revista tão suja. Infelizmente, vi ali os pontos sendo entregues. Acho que ele mesmo viu que não dá mais. Uma pena.


ps: Ainda assim, dia 7, é Freixo 50.

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