segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mídia, Política, STF: Uma ótima análise sobre atual cenário brasileiro.

Há dois marcos na nova etapa da jogo político brasileiro: o fim político de José Serra e o novo protagonismo político do STF (Supremo Tribunal Federal).
Vamos analisar algumas variáveis que serão determinantes do novo tempo político.
A luta pela civilidade política ainda tem um longuíssimo caminho pela frente.

Por Luis Nassif

1. A radicalização exacerbada não desaparece com Serra.

A ultradireita que emergiu no país nos últimos anos não se organizou em torno de Serra. Ele foi apenas o oportunista que pretendeu cavalgar a onda – como tantas outras que cavalgou, antes, como a do desenvolvimentismo, da socialdemocracia, sem nunca empunhar de fato a bandeira. Hoje está claro, mesmo para quem conviveu a vida toda com ele, que jamais passou de um arrivista.

Como explico na abertura da série “O caso de Veja”, o ódio como arma política começou como um sentimento algo difuso, que ganhou eco na agressividade de alguns comentaristas de televisão – imitando o estilo da Fox norte-americana. O episódio do “mensalão” serviu como agente deflagrador da intolerância, assim como a perspectiva da velha mídia de derrubar mais um presidente e retornar aos tempos de glória do pós-impeachment.

Apesar do gatilho ter sido o “mensalão”, é algo muito mais orgânico, cuja raiz (em termos globais) está na ascensão das novas massas, no fim do sonho neoliberal, no protagonismo da mídia na era Murdoch.

Serra percebeu a mudança de ventos e se adaptou ao novo figurino. O terreno era-lhe familiar porque a intolerância e os métodos obscuros já eram parte integrante de sua personalidade. Termina a carreira execrado pela esquerda, sob desconfiança da direita, deplorado por amigos que um dia acreditaram nele e… desprezado pela velha mídia por inservível

2. A ultradireita ficou sem um candidato.

E o que virá agora, para canalizar o ódio político?

Há paradoxos curiosos nessa história.

Nas últimas duas décadas, a legitimação do PSDB se dava em cima do suposto intelectualismo de FHC e Serra, e suas tropas de intelectuais, em contraposição ao PT, tratado como intelectualmente tosco pela mídia. De fato, os intelectuais do partido sempre tiveram enorme dificuldade em compatibilizar ideias progressistas mais contemporâneas com o cipoal de tendências que sempre marcou a história do PT.

Com Lula, o PT ocupou a centro-esquerda, enquanto o radicalismo inconsequente de Serra tirou do PSDB paulista toda uma geração de novos intelectuais que poderia revitalizá-lo. Sua prepotência e falta de discernimento fez o PSDB perder o grupo de Bresser-Pereira, os economistas da Unicamp, os irmãos Mendonça de Barros, os socialdemocratas da USP – as gerações mais velhas se mantem fieis a FHC, mas passam a quilômetros de distância de Serra e intelectualmente já deram o que tinham que dar.

Nessas eleições, o candidato do PT à prefeitura é um legítimo representante da elite intelectual paulista – formado em três centros de irradiação de influência, as Faculdades de Direito, Filosofia e Economia. Serra é um repetidor de bordões de intolerância. E a liderança que restou ao PSDB paulista, Geraldo Alckmin, é intelectualmente tão tosco que chegou a chocar o conservadorismo mais elaborado do Estadão, no episódio em que defendeu a PM pela chacina da semana passada (“só morreu quem resistiu”). No plano federal, Aécio Neves é uma promessa que não se realizou nem deverá se realizar.

Não havendo nenhum fato político anormal, a oposição tenderá a se aglutinar em torno de Eduardo Campos, um socialdemocrata com vinculação histórica com o centro-esquerda e sem necessidade de encarar o figura ultrarradical para se firmar.

Mas os ventos do ódio estão longe de se dissipar. E a aposentadoria de Serra cria um vácuo que deixa uma interrogação: para onde vai ser canalizada esse ódio político visceral?

3. Um personagem velho, a mídia, e um novo protagonista, o STF.

Daqui para diante, a luta política não se dará no campo partidário, mas em duas frentes: na mídia e no Judiciário, especialmente após o novo papel do STF (Supremo Tribunal Federal) e da cúpula do Ministério Público Federal.

No pano de fundo, a reação contra os descaminhos do modelo político, mas também um sentimento difuso contra o PT e Lula. Dificilmente o Procurador Geral Roberto Gurgel investiria com o mesmo ímpeto contra malfeitos do PSDB. No entanto, dentro do MPF há um sentimento corporativista solidificado, identificado com o pensamento de Gurgel.

Na outra ponta, por razões variadas, tem-se o STF assumindo um protagonismo perigoso.

Judiciário e MPF são compostos por um público que pertence ao extrato mais conservador da sociedade – no sentido de se informarem apenas através das mídias convencionais, seguirem rituais formalísticos, se diferenciarem do chamado cidadão comum por um conjunto de convenções, vestimentas, linguajar.

Todos os sinais que emanam do STF indicam que essa resistência aos novos tempos (e aos velhos vícios da política) resultou um novo protagonismo que, em breve, irá provocar conflitos com o Legislativo e, talvez o Executivo.

Podem-se buscar explicações individuais para a atitude de cada Ministro.

Gilmar Mendes sempre foi um Ministro político. Marco Aurélio de Mello trombou com o PT quando presidiu o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e guardou mágoas. Ayres Britto submeteu-se totalmente à mídia após ter sido alvo de uma denúncia inepta envolvendo seu genro. Embora ninguém jamais colocasse em dúvida sua idoneidade pessoal, desde então ele se curvou a todas as pressões da velha mídia.

Joaquim Barbosa é um caso à parte, talvez o maior erro político de Lula. Embora ninguém coloque em dúvida sua capacidade, existem dezenas de procuradores federais tão bem preparados quanto ele. Foi escolhido por seu simbolismo, por sua cor. No período que antecedeu a escolha, chegou a irritar Lula com seu servilismo. Empossado Ministro, tornou-se um deus ex-machina.

Dias Toffoli foi um segundo engano de Lula, provavelmente para corrigir o primeiro. Sem bagagem jurídica, foi escolhido para ser o Gilmar de Lula. Mas a diferença de estatura é enorme.

Mas como explicar a nova leva de Ministros, indicados por Dilma, todos igualmente tomados pelo ira santa? É evidente que essa situação reflete um estado de espírito majoritário na cúpula do Judiciário e não apenas uma conjunção pontual de personalidades.

Restou a posição heroica e solitária de Ricardo Lewandowski tentando fazer valer princípios de direitos individuais e preocupando-se em não se deixar levar pelo fogo da politização.

Não se sabe como será daqui para frente. Mas inegavelmente a oposição saiu do campo político para o campo midiático-jurídico.

Do lado da mídia, a estratégia visa interditar Lula definitivamente da política. Após o mensalão, tentarão levantar o caso dos empréstimos consignados do BMG para acusar Lula do chamado ato de ofício.

É uma cartada agressiva e que poderá gerar confrontos imprevisíveis.

4. A estratégia do governo Dilma.

Para tornar mais complexo o cenário, tem-se esse extraordinário paradoxo: Dilma é umbilicalmente ligada a Lula, tem demonstrado lealdade em todas as circunstâncias mas, para efeito midiático, foi transformada em uma espécie de anti-Lula. Na substituição de Cesar Peluso, não cedeu ao erro de indicar o advogado geral da União, fazendo uma escolha técnica.

Aparentemente considera que o republicanismo e o anti-corporativismo serão suficientes para blindá-la de tentativas futuras de desestabilização.

A boa imagem junto à classe média midiática se deve à sua racionalidade na gestão pública mas, também, a um pacto tácito com a velha mídia de não fortalecer nenhum canal alternativo, mantendo intacto para ela o botim das verbas públicas. Com a indústria, um pacto desenvolvimentista de redução de juros e proteção tarifária. Com os grandes grupos nacionais, parcerias nos projetos de desenvolvimento. Com o funcionalismo público, atitudes que geram resistência neles, mas apoio da classe média midiática.

Mas ainda mantem uma fé quase ingênua na capacidade da velha mídia se desarmar e retomar seu papel de crítico racional dos atos de governo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pois o espírito de Deus está aqui

http://www.youtube.com/watch?v=Bd_HyIgczj0

Zuenir Ventura: A coragem de quem conhece o Rio partido.

O momento mais tenso do debate na TV entre os candidatos à Prefeitura do Rio ocorreu quando Eduardo Paes e Marcelo Freixo se desentenderam em relação às milícias. Acusado pelo candidato do PSOL de já ter se reunido com milicianos, o prefeito revidou afirmando que também o rival não tinha controle sobre a própria legenda, referindo-se ao candidato a vereador Berg Nordestino, que o partido de Freixo expulsou ao descobrir suas ligações com as milícias.

Paes alegou que não pode pedir folha corrida dos que recebe em seu gabinete para tratar de assuntos da cidade. E Freixo, presidente da CPI que desmantelou a máfia, indiciando 225 acusados (inclusive um ex-chefe de Polícia), argumentou que desconhecia a conexão do tal candidato com o ex-vereador Luiz André da Silva, preso por homicídio e justamente quem mais lhe fez ameaças de morte.

Portanto, mais do que denunciar a hipotética conivência dos dois candidatos com o crime, o que os episódios demonstram é como são insidiosos e sub-reptícios os membros dessa facção criminosa, capazes de se infiltrar numa reunião com o prefeito ou na chapa do partido que mais os combate.

Quando há quatro anos o antropólogo Luiz Eduardo Soares deu o alerta de que “o tráfico já era” e que as milícias constituíam algo mais pernicioso, ele foi criticado. Diziam que estava minimizando o real perigo representado pelo inimigo público número um da sociedade.

Era a época em que até autoridades consideravam os novos bandidos como “grupos comunitários de autodefesa”, “um mal menor e necessário”, uma espécie de antídoto contra o mal maior.

Foi preciso um filme de sucesso, o “Tropa de elite 2”, para o grande público descobrir que agindo nos morros e periferia do Rio existia algo tão nefasto quanto o tráfico: as milícias.

O antropólogo dizia que enquanto os traficantes são em geral jovens pobres que nunca saíram das favelas, os milicianos são “profissionais formados, treinados, com conhecimento técnico, com capacidade administrativa e financeira que se organizam para ocupar espaços políticos”.

Enquistadas no aparelho do Estado e difíceis de serem combatidas, extorquindo das comunidades milhões em serviços — gás, luz, TV, vans e, claro, drogas — as milícias são e continuam sendo, ao contrário do que se acreditava, perigosas forças paramilitares.

Mas, na verdade, acontecimentos como a chacina de Mesquita agora provam que em matéria de crime não há mal menor. Tráfico e milícias representam um mesmo mal maior: a barbárie.

Brilho eterno de uma mente sem lembranças


http://oglobo.globo.com/cultura/sem-lembrancas-6028157

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O direito a moradia do povo do Horto


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-povo-do-horto-florestal

Estudo polêmico sobre alimentação orgânica ganha contraponto na Fiocruz e silêncio na mídia.

Pesquisa da Universidade de Stanford, que ganhou destaque no Globo, é rechaçada na Fiocruz. Em nome da polêmica e dos intresses econômicos, jornal teria omitido informações sobre os benefícios da produção orgânica.



Quando o cidadão chuta o balde

Diga-me o cidadão que és e te mostrarei os políticos que te representam
 
"...O curioso é que o ativista virtual que vê graça em chutar cavaletes é, muitas vezes, o mesmo cidadão que se indigna quando grupos organizados se manifestam em vias públicas para cobrar mais humanismo no trânsito, mais espaço aos ciclistas, mais direitos às minorias.

 O eleitor que diz não ver diferença entre esquerda e direita, para quem, portanto, todo político é igual, é geralmente o mesmo que vê direitos demais a grupos de menos; o mesmo que defende pena de morte para ladrões de galinha sem direito de defesa; o mesmo que diz ter saudade do tempo em que não votava – e confiava em generais para tomar por ele as decisões que hoje tem preguiça de avaliar


Charges muito boas sobre o assunto:
 

Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais

Reduza, mitifique e divulgue. Só não esqueça de sorrir, você pode estar sendo manipulado!

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-construcao-de-famas-por-acoes-nas-redes-sociais


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Em debate na Rede TV, Freixo pede a eleitor que vá a internet e clique: Eduardo Paes e milícias.

O vídeo abaixo é estarrecedor e mostra o prefeito do Rio de Janeiro, em 2006, ainda no PSDB,  defendendo abertamente as milícias que atuam em Jacarepaguá.

Sabemos, já não é de hoje, que esses grupos organizados penetram por dentro do aparelho do Estado para se desenvolver e perpetuar suas práticas criminosas; mas ver um líder político dessa estatura declarar simpatia a esse tipo de prática como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem sequer ser provocado, acho que é inédito.

O pupilo de César Maia - o homem que ‘manja tudo e mais um pouco’ de Zona Oeste-  iniciou na vida pública aos 21 anos, como prefeitinho da Barra da Tijuca. Certamente, ao fazer uma declaração espantosa como essa, sabia muito bem do que estava falando.

Isso nos dá o direito e, acredito, o dever de perguntar, sem querer ofender ninguém: Se Paes defendia a milícia quando não tinha mandato, o que não terá feito depois que teve a faca, o queijo e a goiabada inteira na mão?!

Eu prefiro nem imaginar.

Assista ao vídeo e veja se você também preferirá.

http://www.youtube.com/watch?v=nRBInXHeo8Y

Veja e as entrevistas que nunca existiram

Depois do antropólogo Viveiros de Castro, que denunciou a prática tornando-a pública, a Revista agora pode ser impedida de circular por publicar mais uma falsa entrevista, dessa vez com jornalista esportivo.

Atividades criminosas, ligação com grandes laboratórios, envolvimento direto com Carlinhos Cachoeira, mentira, mentira e mentira...O que mais está faltando pra que o grupo Abril responda na justiça por todos os seus atos?! Por muito menos Rupert Murdock viu se império midiático ruir na Inglaterra.

Acorda Brasil!

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed710_a_longa_tradicao_das_entrevistas_inventadas

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Se até a Época reparou, é porque a coisa tá mesmo feia pro Farol de Alexandria

"...Os carinhos desmedidos são tantos, e tão intensos, que muitas pessoas acreditam, como se fosse um fato demonstrado cientificamente, que tudo o que aconteceu de bom no Brasil depois de 2003 é fruto da herança do governo FHC.
Tudo: do Bolsa Família ao crescimento duas vezes maior do que na década anterior, a redistribuição de renda, a valorização do salario mínimo, o reforço nas garantias dos assalariados, a reação imediata ao colapso dos mercados.
Alfredo Bosi, que dedica vários parágrafos de Dialética da Colonização a criticar FHC, admite que se trata de uma águia intelectual – consegue enxergar, muito longe, mudanças e evoluções que escapam aos observadores pedestres.
Os mimos ajudam a explicar o último artigo de FHC, publicado no Globo e no Estado. O texto tem o título de “Herança Pesada” e se dedica avaliar o governo Lula. Pode ser resumido nestas 21 palavras:
“É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.”Vamos combinar. Fernando Henrique entregou um país com a inflação em dois dígitos. Os impostos foram às alturas e só os bobos e acham que a carga tributária é obra de seu sucessor. O desemprego subiu. Sua popularidade era negativa em 13 pontos. Quando foi positiva era menor que a de José Sarney do Plano Cruzado. E antes que você diga que isso é populismo, não custa lembrar que, numa democracia, a opinião popular é (ou deveria ser) muito importante. Essencial, na verdade. Todos os políticos deveriam saber disso.
E a herança de Lula é que é “pesada como chumbo?” Gerou “males morais e prejuízos materiais”?
Falando sério. Em tempos de mensalão, não custa lembrar que o único caso comprovado de compra de votos por dinheiro (“compra de consciências,” como disse o PGR Roberto Gurgel) ocorreu no governo FHC, para aprovar a reeleição.
É mimo demais.
Há um sujeito oculto neste debate. Ora é o sociólogo, distanciado, culto, crítico. Aqui valem as ideias. Ora é o político, engajado, direto, interessado. Aqui residem os fatos.
A arte consiste em escrever como presidente para ser lido como sociólogo."

Matéria completa:

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/09/04/ex-presidente-mimado/



A farra de Patrícia

tinha que vir de lá..

http://espn.estadao.com.br/noticia/279284_vereadora-patricia-amorim-lota-gabinete-com-pessoas-do-flamengo-e-familiares

Parabéns, Lívia.

http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/09/04/cobranca-constrangedora-a-cabral/

FHC e a incurável dor de cotovelo

Lula, o mito vivo; FHC, o morto vivo.

De fato, não deve ser nada fácil para o vaidoso sociólogo, predilieto da mídia e das elites conviver com isso. Mas "passar esse recibo" o tempo todo já é um pouco demais.

Perguntar não ofende: Alguém fora do eixo Leblon - Higienópolis ainda lê a sua coluna no Globo e no Estadão?!

http://www.viomundo.com.br/politica/emir-sader-fhc-sofre-da-teoria-da-dependencia-da-dor-de-cotovelo.html

domingo, 26 de agosto de 2012

A dimensão do profundo: o espírito

Leonardo Boff*
O ser humano não possui apenas exterioridade, que é sua expressão corporal. Nem só interioriedade, que é seu universo psíquico interior. Ele vem dotado também de profundidade, que é sua dimensão espiritual.
 
O espírito não é uma parte do ser humano ao lado de outras. É o ser humano inteiro, que por sua consciência se percebe partencendo ao Todo e como porção integrante dele. Pelo espírito temos a capacidade de ir além das meras aparências, do que vemos, escutamos, pensamos e amamos. Podemos apreender o outro lado das coisas, o seu profundo.

  As coisas não são apenas "coisas". O espírito capta nelas símbolos e metáforas de uma outra realidade, presente nelas mas que não está circunscrita a elas, pois as desborda por todos os lados. Elas recordam, apontam e remetem à outra dimensão a que chamamos de profundidade.

Assim, uma montanha não é apenas uma montanha. Pelo fato de ser montanha, transmite o sentido da majestade. O mar evoca a grandiosidade, o céu estrelado, a imensidão, os vincos profundos do rosto de um ancião, à dura luta da vida e os olhos brilhantes de uma criança, o mistério da vida.

É próprio do ser humano, portador de espírito, perceber valores e significados e não apenas elencar fatos e ações. Com efeito, o que realmente conta para as pessoas não são tanto as coisas que lhes acontecem mas o que elas significam para suas vidas e que tipo de experiências marcantes lhes proporcionaram.

Tudo que acontece carrega, existencialmente, um caráter simbólico, ou podemos dizer até sacramental. Já observava finamente Goethe:”Tudo é passageiro não é senão um sinal” (Alles Vergängliche ist nur ein Zeichen”). É da natureza do sinal-sacramento tornar presente um sentido maior, transcendente, realizá-lo na pessoa e fazê-lo objeto de experiência. Neste sentido, todo evento nos relembra aquilo que vivenciamos e nutre nossa profundidade.

É por isso que enchemos nossos lares com fotos e objetos amados de nossos pais, avós, familiares e amigos; de todos aqueles que entram em nossas vidas e que tem significado para nós. Pode ser a última camisa usada pelo pai que morreu de um enfarte fulminante com apenas 54 anos, o pente de madeira da avó querida que faleceu já há anos ou a folha seca dentro de um livro, enviada pelo namorado cheio de saudades. Estas coisas não são apenas objetos; são sacramentos que nos falam para o nosso profundo, nos lembram pessoas amadas ou acontecimentos significativos para nossas vidas

O espírito nos permite fazer uma experiência de não dualidade, tão bem descrita pelo zenbudismo. “Você é o mundo, é o todo” dizem os Upanishads da Índia enquanto o guru aponta para o universo. Ou “Você é tudo”, como muitos iogues dizem. O Reino de Deus (Malkuta d’Alaha ou ‘os Princípios Guias do Todo) estão dentro de vós”, proclamou Jesus. Estas afirmações nos remetem a uma experiência viva ao invés de uma simples doutrina.

A experiência de base é que estamos ligados e religados (a raiz da palavra religião) uns aos outros e todos com a Fonte Originária. Um fio de energia, de vida e de sentido passa por todos os seres tornando-os um cosmos ao invés de caos, uma sinfonia ao invés de cacofonia. Blaise Pascal que além de genial matemático era também místico, disse incisivamente; “É o coração que sente Deus, não a razão” (Pensées, frag. 277). Este tipo de experiência transfigura tudo. Tudo se torna permeado de veneração e unção.

As religiões vivem desta experiência espiritual. Elas são posteriores a ela. Articulam-na em doutrinas, ritos, celebrações e caminhos éticos e espirituais. Sua função primordial é criar e oferecer as condições necessárias para permitir a todas as pessoas e comunidades mergulharem na realidade divina e atingir uma experiência pessoal do Espírito Criador.

Esta experiência, precisamente por ser experiência e não doutrina, irradia serenidade e profunda paz, acompanhada pela ausência do medo. Sentimo-nos amados, abraçados e acolhidos pelo Seio Divino. O que nos acontece, acontece no seu amor. Mesmo a morte não nos mete medo; é assumida como parte da vida, como o grande momento alquímico da transformação que nos permite estar verdadeiramente no Todo, no coração de Deus.

*Leonardo Boff é autor de 'Espiritualidade: caminho de realização' (Vozes, 2003).


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

STF comprovará a tentativa de golpe de Estado tramada pela mídia

" denúncia do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, foi o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição Federal”.
                                                                        (José Luis de Oliveira Lima)
A mídia apostou todas as fichas na palavra do ilibado Bob Jefferson, mesmo tendo esta figura desprezível desmentido tudo depois.

Até aí tudo bem, a mídia nacional é essa coisa tosca que a gente conhece, tem seus interesses e faz o se-colar-colou que, por aqui, infelizmente, cola.
Mas um PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA se prestar a esse papel! Qualquer garoto estagiário de advocacia derruba Gurgel e o seu sósia (Jô Soares) num peteleco só.

A denúncia de Gurgel é inepta. Ao afirmar que a prova que instrui os autos da AP 470 é contundente quanto à atuação de José Dirceu como líder do grupo criminoso, o PGR ressaltou que Marcos Valério “confirmou que José Dirceu sabia das operações” e usa acusações dele." (ler artigo Cidadania.com)
Ou seja, Valério, além de ser um investigado a quem pesa suspeitas gravíssimas e que, portanto,  jamais poderia servir de prova testemunhal, está mentindo em tudo menos sobre Dirceu?!
Sinceramente: Viva a justiça brasileira!

Com a absolvição de José Dirceu, é inevitável a pergunta: E agora, Globo-Veja?

 Chega a ser rizível o argumento do Procurador Geral, pra tentar condenar sem provas, se baseando em depoimentos já desmentidos, mancehtes de jornal e tentando comover o publico citando Chico Buarque.
Não há uma prova nos autos que incrimine Dirceu, aí, além de ilações das mais pueris possíveis, o representante do MP encerra seu discurso citando um artista de renome na tentativa de abrir o Globo de sábado em grande estilo...esse é o Brasil!

Não há a menor dúvida disso: O julgamento de agosto é o julgamento também de uma imprensa que se baseou, durante sete anos, na palavra de um sujeito da envergadura moral de Roberto Jefferson pra tentar o golpe de forma sistemática contra o governo. Uma figura das mais deletérias de nossa vida política, com antecedentes desabonadores, cuja o nome figurava sempre em escâdalos de corrupção e que inclusive, como sabemos, já tratou de dizer que o "mensalão" (termo cunhado por ele próprio) nunca existiu.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/06/com-absolvicao-de-dirceu-stf-cai-no-sono/

Dirceu 1 x 0 Globo

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/06/advogado-de-dirceu-derrete-o-mensalao/

O mundo não acabará em Agosto

A richa ideológica da mídia com o atual projeto de governo impede o cidadão de entender o que, de fato, está por trás do jogo distorcido e perverso do sistema eleitoral brasileiro: O Capital.
" O poder econômico que regula o voto é o mesmo que regula o mercado da fé e o mercado da informação"

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5707

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20653

domingo, 5 de agosto de 2012

Mensalão: O maior exemplo de "opinião publicada" da história desse país

O excelente artigo de Paulo Morerira Leite mostra como a mídia nativa (corrupta, parcial e golpista) tb está sendo julgada nesse processo.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/constrangimentos-no-mensalao.html#more-14777

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sua vida era andar por esse país..

..trazendo muita alegria pra nossos corações..

Viva Luis Gonzaga, que certamente discansa filiiiiiz..rs..

http://www.youtube.com/watch?v=9-nTWcG62zs

e o texto em homenagem ao rei do baião

http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm?Edicao_Id=435&Artigo_ID=6587&IDCategoria=7616&reftype=2

quinta-feira, 19 de julho de 2012

OIT confirma: 27 milhões de brasileiros deixaram a pobreza desde 2003!

Que a presidente Dilma siga firme no propósito de erradicação total da miséria do nosso país.

"A barriga pelada é a vergonha nacional!"
                                       (Ultraje a Rigor)

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/07/19/aumento-do-salario-e-programas-de-distribuicao-de-renda-fazem-pobreza-cair-36-no-brasil-diz-oit.htm

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Copa de 82: Tragédia ou morte anunciada?

Hoje completam-se trinta anos de um dos maiores traumas que o país do futebol já viveu em sua história: A eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo de 82, que ficou conhecida como “A tragédia do Sarriá”.

O escrete canarinho saiu do Brasil carregando os sonhos de uma nação apaixonada por futebol  e, após ter encantado o mundo na excursão a Europa no ano anterior, desembarcou na Espanha com a certeza de que traria a taça do tetracampeonato na bagagem de volta.
A esperança era altamente justificável, de fato tratava-se uma seleção com craques espetaculares e que jogava o finíssimo da bola; só de lembrar me arrepio de saudades. Que geração de ouro era aquela!

Porém, creio que seja válido levantar algumas questões que jamais conseguem  ser tocadas sobre o Brasil de 82, pois a análise técnica e objetiva daquela equipe virou uma espécie de tabu no meio futebolístico; o que é perfeitamente compreensível  já que as feridas do Sarriá foram profundas e permanecem até hoje.

A individualidade de nossos atletas era inquestionável mas, infelizmente, naquele momento,  nosso  treinador não conseguiu dar consistência ao grupo de modo a torná-lo “imbatível” como equipe, como deveria ser. Eu sei que não era tarefa fácil, o Brasil tinha craques “caindo da árvore” na época; como juntar tantos numa mesma equipe e botá-la  pra“rodar” de forma organizada e coesa?

O treinador fez as opções dele. No lugar de um zagueiro forte e marcador como Edinho, um verdadeiro cão de guarda da mais fina linhagem, Telê optou por Luisinho, um craque que jogava com elegância e que, hoje, seria camisa 10 e m qualquer time do país.  O meio campo é o lugar onde isso fica mais claro. Batista era o melhor volante do Brasil na época, o rei da cobertura, o sonho de consumo de qualquer zaga, mas a opção foi pelos craques de jogo fino nas quatro posições, mesmo que Cerezo não se saísse tão bem assim na proteção .

É bem verdade que já na preparação perdemos nosso grande centroavante, o herdeiro de Tostão, o cracaço  Reinaldo, mas sua ausência, apesar de muito sentida, não foi o único motivo da perda daquela Copa.

Telê Santana, dispunha de Roberto Dinamite, um estupendo centroavante no auge de sua forma, mas optou por Serginho Chulapa mesmo assim. Inclusive, Roberto só foi convocado porque Nunes  estava machucado, segundo declaração do próprio Telê em 1981.

Copa do mundo são sete jogos e atenção máxima nos detalhes. No jogo contra a Itália tivemos a chance de ouro de empatar, quando a bola sobra pra Serginho na cara do veterano Zoffi, mas esse, com Zico ao seu lado, prefere bater pro gol e a bola passa a quase um metro da trave direita, deixando o galinho louco da vida. Olha o detalhe aí.

Desde o jogo contra a União Soviética, na abertura, o Brasil mostrava algumas vulnerabilidades que jamais foram corrigidas pelo técnico ao longo da competição. Os laterais subiam indiscriminadamente, muitas vezes entrando pelo meio e deixando o famoso “queijo suíço” que depois seria explorado pelos italianos principalmente pelo lado de Junior.
Eram dois craques, Junior e Leandro que, assim como o zagueiro do Atlético,  seriam camisas 10 em qualquer time do Brasil, mas precisavam ser orientados quanto a essa questão. Isso não há dúvidas.

Nesse jogo, o Telê “entortou” o Dirceu pela direita e o nosso grande craque "formiguinha" - não rendeu bem por aquele local onde Paulo Isidoro sempre era aproveitado. A União Soviética abre o placar naquela infelicidade de Valdir Peres, e pelas laterais super expostas os russos avançavam sem parar -  vale lembrar que nessa partida tiveram um gol legítimo anulado e um pênalti claro não marcado. O jogo estava muito complicado para a seleção, mas na individualidade de nossos craques o Brasil vai lá vira o jogo e vida que segue.
 O problema é que nenhuma lição foi tirada dali. Não se pode errar tanto numa partida. Nosso goleiro, por exemplo, tinha que corrigir aquela mania perigosa de se posicionar na linha da pequena área (mais tarde isso iria comprometer). Contra a Argentina, Maradona quase pega ele adiantado e contra Itália se estivesse melhor colocado poderia sim ter chances de defender uma daquelas bolas de Rossi.

Dizem que um bom time começa por um goleiro e um grande centroavante. Valdir Perez e Serginho Chulapa, infelizmente não puderam confirmar isso naquela oportunidade.

Depois vieram os jogos contra as fracas seleções de Nova Zelândia e Escócia e aí, o Brasil deitou e rolou, encantou como era o que se esperava daqueles jogadores magníficos.

O jogo contra a Argentina foi o mais tenso. Maradona quase pega Valdir Peres adiantado e marca...Num outro lance, “rodopia” pra cima do Junior, entra na área e sofre um pênalti que, se marcado, poderia nos complicar..Depois perde a cabeça e é expulso, um jogo duro, e o Brasil ganha na bola e na raça, mostrando toda a capacidade daqueles craques, mesmo no jogo pegado.

Porém, o que também chamou a atenção foi a forma como os erros aconteciam. Iguaizinhos ao da partida de estreia. Numa desatenção da zaga, a bola é literalmente entregue nos pés de Ramon Dias (isso viria a acontecer com Cerezo no jogo fatídico do Sarriá). Esse mesmo Ramon Dias que, assim como Maradona, havia tentado encobrir Valdir Peres em jogada anterior, desta vez marca.

O jogo contra a Itália é o mais famoso e todos já estamos carecas de saber, ver e rever... mas acho que vale a pena lembrar que o que aconteceu ali não foi uma tragédia, mas sim uma derrota normal  que, infelizmente, já vinha se anunciando (como possibilidade) de alguma forma. A derrota de um time cerebral que, apesar de ter craques excepcionais, apresentava vulnerabilidades e nenhuma delas era corrigida pelo treinador.

Nesse dia 5 de julho de 1982, nossa seleção jogava pelo empate, e chegamos a fazer o resultado durante a partida. Pelo menos ali era hora de ver o dedo do técnico. Nada. Depois tomamos a virada e o que víamos era Telê mastigando chiclete no banco sem sequer orientar a equipe, ele mal gasta a sua segunda substituição.

Os três gols de Paulo Rossi contaram com nossa “contribuição”, em falhas que vinham se repetindo: A subida indiscriminada de Junior, a falta de marcação pelo lado esquerdo que poderia ser corrigida, a desatenção na saída de bola e o posicionamento adiantado do nosso  goleiro...Mesmo assim, o time era tão bom, tão maravilhoso, que vai lá e faz dois gols, mas não foi o suficiente.

Essa historia que o Brasil jogaria 10 vezes com Itália e ganharia 9 não é bem assim, por favor, precisamos ser menos apaixonados . Nunca nos esqueçamos do gol legitimo de Antognoni que o juiz, sabe-se lá porque, anulou. Do outro lado havia também uma grande seleção, que errou menos e aproveitou as falhas do adversário em sua totalidade, o que é fundamental numa partida de futebol, principalmente numa Copa do Mundo.

O Brasil de 82 foi uma seleção que provavelmente jamais veremos igual, composta por craques talentosíssimos que encantaram o mundo com seu toque de bola;  mas com falhas graves que jamais foram corrigidas e que, numa competição de tiro curto e de atenção máxima como a Copa do Mundo, a qualquer momento podem se tornar fatais.  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Ministério da Vergonha na Cara adverte:

POSAR SORRIDENTE EM FOTO COM MALUF PEGA MAL PRA CARAMBA!

Entendo que o Maluf de hoje não é o Maluf de ontem, que está muito mais pra um velho babão, escada dos comediantes do CQC..

Entendo que se um lado não pega o minuto e meio de TV o outro vai lá e pega, faz parte do jogo..

Entendo que o fascismo Serrista na democracia, representa hoje o mal que o malufismo representava na ditadura, portanto deve ser combatido com todas as forças

Entendo que política, é arte de se aliar a "meia duzia de capetinhas" pra fazer a "obra de Deus"..

Entendo também que a mídia, mesmo sabendo de nosso sistema político torto e viciado, e que se "calou em unissono", num silêncio gritante" com a participação malufista no governo tucano (leia-se aliado) paulista e de FHC  tenta vender uma ideia errada de santificação na política pra bater no seu alvo maior que é Lula..

Entendo que  o Globo e a Folha de São Paulo, os que mais fazem estardalhaço com isso, não tem uma gota de moral para falar desse sujeito execrável. Pois foram igualemente execráveis durante os 20 anos que apoiaram o golpe militar. O Globo de dentro do poder, se beneficiando e controlando ideologicamente a massa, e a Folha, o frio veiculo dos Frias, nos subterrâneos, emprestando seus carros de reportagem para os torturadores.

Entendo tudo isso, e tudo isso me causa náuseas...só que mesmo assim não aceito. Não dá pra aceitar, é inadmissível que um lider popular, artíficie da candidatura de uma presidenta que está instaurando com muito custo a Comissão da Verdade para apurar as atrocidades cometidas contra vidas humanas na ditadura, adentre a Mansão do Jardim Europa para bater fotos justamemente com um dos maiores colaboradores e entusiastas do nosso sombrio período ditatorial.

Um foragido, cujo assalto sistemático aos cofres públicos matou indireatmente muitos brasileiros, e que colocaborou diretamente para tortura e morte de outros tantos no passado. Um monstro!

Aí já é demais!

“A grande diferença entre um estúpido e um gênio, é que o gênio tem seus limites”.

                                                                               Albert Einstein


http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/fotos-golpes-pitbulls-e-a-real-politik.html#more-14178

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Em defesa do futebol “chato”

Texto publicado originalmente no site:

http://www.viomundo.com.br/falatorio/adilson-filho-em-defesa-do-futebol-chato.html

Vitória da Espanha, derrota da Globo

Em 2010 a Globo se vestiu de vermelho e amarelo. Enalteceu o futebol espanhol até não poder mais — “aquilo sim era o verdadeiro futebol arte!” — enquanto descia a lenha e fazia a cabeça da massa contra a seleção brasileira. Era a manjada técnica do elogio instrumental: usavam a seleção espanhola para atingir Dunga, que, após alguns embates, chegou na Copa do Mundo como desafeto da Vênus Platinada.

Quando o time espanhol parou no “ferrolho-suiço” eles ficaram perdidinhos. É sempre assim, quando o ponto sai fora da curva, quando alguma coisa foge do que está ali programado pra encaixar nos argumentos, é a morte de uma imprensa fraca e golpista. Aí eles mostram toda sua contradição e incapacidade técnica de analisar o esporte. Depois a Espanha se recupera, vai lá e ganha a Copa. Deu pra ouvir o “ufa” daqui do Brasil.

Dois anos depois, essa mesma Espanha, esse mesmo time, já não serve mais. De futebol arte passou a ser chamado de futebol chato. De grandes jogadores a máquinas programadas e previsíveis. “Chato”, “enjoado” e “cansativo” foram os comentários mais ouvidos esses dias nas colunas esportivas. Os comentaristas globais, na hora do jogo, são mais Itália, um deles chega a dizer : “A Espanha é um grande time mas meu coração hoje é italiano”.

Luis Fernando Veríssimo, em sua crônica dominical matou parte da charada: inveja. Ele tem razão, a atual fase do futebol brasileiro — que vai mal das pernas, apesar das grandes promessas — faz com que muitos desdenhem a bola redonda que é jogada por outras escolas, entre elas, essa Espanha – duas vezes campeã da Eurocopa, atual campeã mundial e que possui os dois melhores times do mundo (base da seleção nacional).

A outra parte da charada está no lado “impublicável” da turma dos “bem amigos”. A Espanha tem a mesma formação, o mesmo time e joga essa mesma bola redonda há pelo menos cinco anos.Na África do Sul, virou menina dos olhos da Globo, mas foi só os seus interesses empresariais serem devidamente reestabelecidos –- na famosa ida de Ricardo Teixeira a mesa do Galvão Bueno no dia seguinte a grande final — para que, menos de dois anos depois, essa mesma equipe já não fosse mais “tão boa assim”, a ponto de chegar a ser rotulada como inventora do futebol-chato.

Pra variar é sempre tudo muito óbvio, os esforços agora estão concentrados em levantar o futebol brasileiro a qualquer custo, botar tudo nas costas do moleque moicano e ver o que vai dar.

Só que esqueceram de combinar com os russos, ou melhor com os espanhóis. O timaço liderado pelo craque Iniesta, com toque de bola envolvente , dá de goleada na Itália, e levanta o troféu da Euro-2012 — competição disputada em alto nível por grandes equipes.

Chato, realmente muito chato…

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Brasil dá um grande passo em direção ao futuro: 10% do PIB para educação!

Eu sempre insisti que não adiantava só estabilizar a economia. Isso os outros países do BRIC fizeram, a América do Sul de uma certa maneira fez, a partir do Consenso de Washington, imposto no começo da década de 90.

A política econômica triunfante é essa, não tem jeito, - marco regulatório, metas da inflação etc - ninguém inventou a roda (como querem nos faze acreditar a mídia) e ninguém é louco o suficiente para tentar fugir disso.

 Infelizmente, nos 8 anos de governo de FHC imperou uma visão estreita, onde, tentando  ser mais realista que o rei aplicou-se a doutrina liberal até a última raiz de cabelo, apostando tudo na economia de mercado e esquecendo-se do nosso desenvolvimento. O resultado foi catastrófico: Inflação descontrolada em 99, crise cambial, o risco Brasil lá no alto, desemprego recorde, quase 5 milhões de brasileiros descendo a linha da pobreza e a deflagração de uma crise social que, a julgar pelos conflitos no campo, despontava no horizonte como sem precedentes. O Brasil entraria num colapso se continuasse insistindo em seguir isso a risca.

Era preciso, emergencialmente, criar mecanismos de transferência de renda para tirar milhares de brasileiros da miséria,  dinamizar o mercado de trabalho, e fortalecer a indústria, o que foi feito a partide de 2002, quando o governo, mesmo dentro da doutrina liberal, deu uma guinada necessária para uma linha mais desenvolvimentista.

Em seguida era preciso incorporar as pessoas a sociedade de consumo, o que está sendo feito gradativamente.

Infelizmente, o governo Lula não teve o ambiente ou talvez a  ousadia suficiente a para fazer as reformas que esse país precisava, como a Política, que o deixa até hoje refém de alianças espúrias em nome da governabilidade, a Reforma Agrária, que é sem dúvida uma matriz central de transferência de renda e principalmente a Reforma na Educação, condição sine qua non para qualquer país de desenvolver de forma sólida, consistente e perene.

O esforço de retirar milhares de brasileiros da miséria, dinamizar a economia, mexer na estrutra de classes e chacoalhar nossa sociedade tão injusta, é sem duvida louvável e digno de aplausos, mas de nada adiantaria sem uma profunda mudança nas suas bases e, consequentemente, na lógica perversa que regem nossas relaões sociais, que nos moldam como sociedade e nação. Isso, só com investimento pesado em educação.

O governo atual dá um gigantesco passo em direção ao futuro do Brasil, não há a menor dúvida disso.

Torço para que a presidente Dilma não deixe de se empenhar nenhum minuto que seja em sua meta maior, compromisso do primeiro dia de governo, que é a erradicação total da miséria em nosso país e que siga nesse caminho de investir em educação, para que o noso desenvolvimento seja pleno e, aí sim, possamos olhar pra frente e nos orgulhar daquilo que "estamos vendo".

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,-camara-aprova-plano-nacional-de-educacao-com-destinacao-de-10-do-pib,891996,0.htm

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Resistência dos vaga-lumes” tem lançamento na PUC-Rio


A PUC-Rio promoverá o lançamento do filme“Resistência dos vaga-lumes”, de Daniel Paes, no dia 29 de junho (sexta-feira), às 18h, no auditório do RDC. Após a exibição do filme, haverá um debate com o diretor do filme, Augusto Sampaio, Vice-Reitor Comunitário, Solange Jobim, do departamento de Psicologia, Miguel Pereira, coordenador da pós-graduação de Comunicação Social, entre outros.
O filme, que é uma realização do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Subjetividade do D-PSI, documenta o cotidiano da Associação Mangueira Vestibulares (AMV) a partir da fala daqueles que fazem a história deste movimento social e político desde 1990. A AMV é um pré-vestibular comunitário direcionado aos alunos do Colégio Estadual Professor Ernesto Faria e demais moradores do Morro da Mangueira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Stédile: Acima de tudo, um grande brasileiro!

"..A natureza tem nos mostrado todos os dias que o caminho que a sociedade escolheu não está correto.."

Vale a pena ver as duas entrevistas de João Pedro Stédile. A primeira, na Record News, ele fala sobre  Rio + 20, Questão agrária, críticas conistentes ao governo, agrotóxicos, educação no campo, papel da mídia, etc.


 Nessa outra entrevista a Brasil de Fato, Stédile dá detalhes sobre o risco do veneno para nossa saúde -  até no leite materno o agratóxico está presente.. Fala tb sobre produção orgãnica, a técnica de plantio de arroz utilizando a piscicultura. Muito bom saber!

http://www.viomundo.com.br/radio/stedile-os-movimentos-sociais-retomam-a-forca.html

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Psol lança candidatura Freixo

...e joga o atual prefeito, pupilo de César Maia,  pro lado direito da disputa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Freixo evidencia contradições do PSOL

Marcelo Freixo é pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Um político de trajetória firme e consistente na luta pelos direitos humanos, uma boa alternativa que se apresenta para uma cidade tão carente de novas ideias, propostas e pessoas. Não há dúvidas que trata-se de um quadro expressivo.

Na segunda feira, o deputado do PSOL deu uma entrevista ao programa Roda Viva que tem repercutido muito nas redes sociais. Nela, Freixo deixa claro suas posições sobre a violência na cidade e sobre a forma como o Rio estaria sendo administrado a partir da visão estritamente empresarial do atual prefeito, Eduardo Paes.  Freixo clama por uma cidade mais humana e pela construção de canais de participação cidadã que parecem, de fato, terem se extinguido desde a era César Maia (1993-2008).

Suas ideias são avançadas e possivelmente terá o voto aqui de casa, mas uma coisa me chamou muito a atenção durante o programa.  Foi o momento em que  o pré-candidato foi provocado a falar sobre política de alianças, fator que ele (e o PSOL) consideram central para o rompimento com o PT. Ele disse que rompeu com o partido onde ficou por 20 anos, pois não dava pra ficar num lugar que recebia o apoio do Sarney, do Renan  e do Collor.
Freixo optou em sua explicação, por fazer uso da “santíssima trindade as avessas”, que a mídia menciona massivamente quando quer alfinetar o governo, numa repetição sistemática de causar inveja a Reco- reco, Bolão e Azeitona . A partir dali estava na cara que se complicaria.

É batata: Toda vez que alguém repete, irrefletidamente,  os mantras da velha mídia, pode esperar que boa coisa não vem depois. Quando foi questionado sobre a possibilidade do PSOL fazer alianças ele disse, demonstrando pouca convicção,  que alguns apoios eram bem vindos, mas de outros não haveria a menor chance. Gabeira tudo bem, Marina pode ser...E o PSDB? Muito difícil, salientando que as visões ideológicas eram diferentes, mas sem descartar, evidente.

Vale ressaltar ainda que a mesma turma de artistas, intelectuais, ongs, formadores de opinião etc_  que em 2008 construiu o arco em torno da candidatura Gabeira (na sequência encampada pela Globo),  agora se junta em torno de Marcelo Freixo. Inclusive, o apoio do próprio Gabeira é uma possibilidade como ele mesmo aventou.

Não sei se foi assim pra todos, mas pelos menos pra mim ficou muito difícil de entender esse jogo de pode, não pode e talvez. A pergunta que se impõe é:  Quem fará o juízo de valor do que é puro e é impuro no PSOL? Garotinho não mas Gabeira e o PSDB  talvez, quem sabe..Cesar Maia não, mas a Globo, huuumm, deixa  ver, por que não?!

É justamente no momento em que tenta explicar essa equação dificílima, que Freixo acaba evidenciando as contradições gritantes de seu partido.  Para responder ao jornalista, ele diz que uma coisa é o embate político no parlamento , outra coisa numa disputa majoritária municipal , estadual e assim por diante, deixando claro que o nível de negociação dentro do espaço político deve ser proporcional a importância do seu tamanho.  

Nessa hora, faltou a todos os jornalistas que o rodeavam a sagacidade pra fazer a seguinte pergunta : Ok, mas a mesma lógica que o senhor se refere então, não deveria ser aplicada ao PT, quando assumiu uma presidência da República em 2002?

A pergunta, óbvia, não saiu  - acho que a turma tava com a roda meio presa aquele dia -  mas foi impossível não constatar algo não menos óbvio:  Uma coisa é uma coisa, outra é outra coisa, mas no fundo é tudo a mesmíssima coisa.

 Nunca foi muito difícil prever  que o dia em que o PSOL entrasse numa disputa eleitoral de forma competitiva, teria que fazer concessões; não tem jeito, assim é o jogo político desde que o mundo é mundo, ou imundo se preferirem.




Conhecereis a verdade...


Dilma: 'A força pode esconder a verdade, mas o tempo acaba por trazê-la à luz. E hoje esse tempo chegou'.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/esta-instalada-a-comissao-da-verdade

domingo, 13 de maio de 2012

Uma nova redenção

Relembrando o texto publicado no Luis Nassif:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/homenagem-a-13-de-maio

Em 1988, ano em que se comemorava o centenário da abolição da escravidão no Brasil, a Vila Isabel vencia o carnaval na Marquês de Sapucaí com uma bonita homenagem ao herói abolicionista Zumbi dos Palmares. Nesse mesmo ano, a Mangueira levava para avenida em tom de louvor e denúncia aquela considerada por muitos a mais bela entre as mais belas de suas inúmeras composições:

 "Será que já raiou a liberdade ou se foi tudo ilusão? Será que a Lei áurea tão sonhada e há tanto tempo assinada, não foi o fim da escravidão? Hoje, dentro da realidade onde está a liberdade, onde está que ninguém viu? Moço não se esqueça que o negro também construiu as riquezas do nosso Brasil.."

 Era nossa festa popular de maior expressão trazendo a baila uma importante questão: A grave situação vivida pelo negro após a abolição da escravatura, o que alguns historiadores denominaram "liberdade vazia" – pois os meios necessários para sua inserção social não lhes fora apresentados com clareza, e estão sendo conquistados até os dias de hoje, na raça e na coragem.

 "...Pergunte ao criador quem pintou esta aquarela, livre do açoite da senzala, preso na miséria da favela" _ Assim prosseguia o samba da Estação Primeira, pisando forte na avenida pra tentar mostrar ao Brasil que aquele que também ajudou a construir essa nação não pode viver marginalizado, residindo em guetos e favelas, "sutilmente" segregado do resto da população.

 Hoje, passadas mais de duas décadas é possível perceber que, apesar da situação ainda ser preocupante, o quadro da desigualdade racial no Brasil apresenta sensíveis sinais de melhora. A semente plantada por Zumbi finalmente cresceu e já começa a sazonar seus frutos. O negro mais uma vez na história chamou pra si a 'responsa' e cada vez mais percebe-se como sujeito dessa transformação, numa luta de igual teor de bravura só que agora no plano ideológico - impulsionando ações afirmativas importantíssimas e, de forma ousada, fazendo acontecer.

 Assim como Anastácia não se deixou escravizar, milhares de cidadãos brasileiros de uns tempos pra cá, duvidaram dessa conversa mole de que "não somos racistas"e além de reconhecerem a luta que vem enfrentando nessa "gigantesca Casa Grande chamada Brasil" cada vez mais arregaçam suas mangas pra cobrar o que é seu por direito.

 Quando naquele ano comemorativo Jamelão cantava em verso e prosa o sonho da volta de Zumbi dos Palmares, do fim do sofrimento de uma raça, e chamava isso de "uma nova redenção" (..sonhei que Zumbi dos Palmares voltou, a tristeza do negro acabou foi uma nova redenção..) parecia mesmo estar pressagiando um novo período na história brasileira - já que o espírito de luta de Zumbi se faria presente em cada lar, em cada organização, em cada esquina, na favela ou no Congresso, na tv ou no cinema, no sinal ou na universidade, no dia-a-dia de bravura e conquistas de cada negro desse país.

 Valeu Zumbi, seu grito forte dos Palmares já ecoa pelos quatro cantos de um novo Brasil que nasce, chacoalhando as bases de uma sociedade onde um dia (de verdade) a cor da pele não determinará absolutamente mais nada, um dia onde estaremos de fato juntos e misturados, o dia onde estas minhas palavras perderão todo sentido. E neste dia poderemos encher o peito e dizer: Somos todos cidadãos brasileiros.

 E naquele 1988, naquele último dia de carnaval, o memorável samba da Estação Primeira, supra-sumo da mais bela poesia vinda da garganta de Jamelão, amanhecia a cidade de maneira alegre e festiva, como não poderia deixar de ser:

 "O negro samba, negro joga capoeira, ele é o rei na verde e rosa da Mangueira!"

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Veja terá que se explicar ao Brasil

A partir de 2005, a imprensa brasileira se transformou definitivamente num partido político. Mas jamais imaginávamos que nossa mídia poderia ir tão longe, ou melhor, descer tão baixo.  A reportagem do DOMINGO ESPETACULAR desta semana é um divisor de águas e, como nunca antes visto ou até imaginado aqui no Brasil, esclarece po a+b , de forma bastante didática e objetiva, as relações estreitas de um grupo de comunicação com o crime organizado. Veja foi longe demais; por sua arrogância, o grupo dos Civita  achava que jamais seria confrontado. Dessa vez terá que se explicar a nação.

É possível observar na matéria que o grupo de Cachoeira, não informa (não era uma mera fonte), mas passa a pautar a linha editorial da Revista. Isso mesmo, um criminoso articulando com o editor-chefe da Revista, sr . Policarpo Jr, e escolhendo atá a melhor forma de tramar contra o governo.
Segue a reportagem que vale a pena repassar pois, infelizmente, muita gente boa ainda assina essa Revista.

Rodrigo Vianna revela como a fonte da Globo bebia nas águas deCachoeira. Leia o texto e clique no link para ver a entrevista



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tudo que sei...

"A potência intelectual de uma pessoa é medida pela capacidade de suportar dúvidas"
                                                                                           (Flávio Gikovate)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

França : Um sopro de esperança no coração do Velho Mundo

Esquerda retoma o poder e  novas ideias já começam a jogar luz sobre os tempos sombrios de Sarkozy.. Abaixo, uma entrevista rápida com a nova primeira-dama, belíssima por sinal. Segue um trechinho:

Quanto à possibilidade de o  fato de não estar casada com Hollande, o qual conhece desde 1988, cause problemas diplomáticos, encerrou a questão dizendo:
"não estou certa de que isso represente tantos problemas. Talvez para uma visita ao Papa. Francamente, não é um aspecto que me preocupe (...). Isso de casamento é, antes de tudo, um aspecto da nossa vida privada".
                                                                                          
           (Valérie Trierweiller)


Os resistentes

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,os-resistentes-,868169,0.htm

Brasil dá mais um passo importante para redução das desigualdaes

" A característica singular do racismo brasileiro é que ele não incide sobre a origem racial da pessoa, mas sobre a cor da sua pele"

(Ayres Britto, Ministro do STF, às 20:16 do dia 26 de abril de 2012)
No texto abaixo, um retrato honesto da questão racial em nosso país:


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Botafogo é campeão no embalo de Loco Abreu

Líder de caráter, time de homens. Líder vencedor, time campeão.

Loco Abreu é raça, caráter, inteligência, liderança, determinação e muita bola na rede pra loucuuuura da massa alvinegra.
Esse uruguaio, de pensamento grande e espírito vencedor, bom de bola e de cabeça - no sentido literal e figurado - trouxe essa mentalidade pra dentro do clube e reconduziu o Botafogo de volta a estrada dos louros.

Pra sempre, El Loco..Eternizado em nossos corações!

ps: Sua entrevista ao jornal no dia do jogo é pra ser replicada e distribuída aos jogadores. No final do jogo, no microfone do Sportv, ainda mandou um recado pra mídia. Loco Abreu não está acima da média de um jogador de futebol não, ele está acima da média da nossa sociedade. E é a cara do Botafogo e de nossa torcida feita de gente muito bacana e de respeito! E "de quebra"(rs..) ainda nos enche de alegria em campo com muita bola na rede!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A capacidade de se encantar

"Na abundância da água, o tolo está com sede"
                                               (Bob Marley)

Dessa vez ela foi na lata. Belo texto.

Os garis mereciam ter a honra lavada

Justiça absolve Boris Casoy do processo que sofria por ter humilhado toda uma categoria em rede nacional.

"Foi apenas um dissabor", considerou o juiz.

lamentável.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1081502-justica-da-pb-nega-indenizacao-para-gari-que-processou-boris-casoy.shtml

terça-feira, 24 de abril de 2012

Somos todos argentinos!

Texto sensacional que nos faz lembrar dos laços de amizade e solidariedade que temos com nossos irmãos e que a nossa mídia, infelizmente, faz de tudo pra tentar destruir. Esse texto surge como um oásis no deserto da ignorância da velha midia, que estimula incansavelmente no brasileiro, a repulsa à Argentina e ao seu povo. Aliás, essa nossa mídia empresarial é especialista em jogar nosso povo contra a América Latina inteira - Paraguai, Uruguai, Venezuela., etc. Uma pena, pois somos filhos da mesma terra, do mesmo sangue que corre pelas veias abertas, como diria Galeano, e o bacana e fundamental é a nossa união!

http://www.maurosantayana.com/2012/04/todos-somos-argentinos.html

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mulher de fibra!

Presidente Cristina Kirchner reestatiza o petróleo e, num ato de coragem, defende a soberania de seu país.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=954

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bob Dylan atravessando a Nossa Senhora de Copacabana e entrando na República do Peru!

How many roads must a man walk down
Before you can call him a man? [...]
Yeah and how many times must a man look up
Before he can see the sky?

Caramba!

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,bob-dylan-de-gorro-nas-ruas-de-copa,861558,0.htm