terça-feira, 9 de julho de 2013

O papel de responsabilidade do cidadão nesse momento histórico

As pessoas, a partir de agora deveriam tomar muito cuidado com as coisas que andam dizendo nesse momento crucial da nossa História . Em 1964, os gritos conservadores da classe média contra a corrupção e a "ameaça comunista", manipulada pela imprensa, contribuiu para levar o Brasil a duas décadas de uma sombria ditadura que torturou e matou demais nos subterrâneos desse país afora
 
"Fora partido", "bolsa-esmola", "fora médicos de fora", corporativismo elitista, o ódio irracional a classe política, a rejeição ao saber popular, o horror as políticas compensatórias de inclusão das minorias, o medo irracional da inflação, o nacionalismo xenófobo e perigoso que emerge ...etc. Todas essas bandeiras reacionárias levantadas pela velha mídia, e o crescente processo de alienação da vida pública nacional, fizeram a cabeça das pessoas e acirraram, nos últimos anos, o chamado ´ódio de classe". Que agora fica evidente.
 
A pesquisa da antropóloga, relatada abaixo, mostra como essas reivindicações conservadoras podem servir de suporte para grupos fascistas bem organizados sem que as pessoas (inocentes úteis?) nem se deem conta disso. A dona de casa, a filhinha do papai, o jovem descolado e o burguês engravatado na Rio Branco ou na Paulista, ao proferirem os mantras que ouviram durante uma década desde que a nossa mídia avocou pra si a liderança da direita nacional, a partir de agora podem estar assumindo um lado que mais tarde (pelo menos uma boa parte ainda quero acreditar) se arrependeriam muito.
 
O momento é delicadíssimo. A nação está chacoalhada por todos os lados e sem unidade. De um lado a direita midiático-partidária, somada a uma classe média assombrada que lhes serve de "garganta de aluguel" nas ruas e os grupos fascistas que vão na linha de frente abrindo o caminho com violência; de outro lado, a classe trabalhadora, os movimentos sociais organizados e a periferia das cidades exigindo que sua agenda também seja ouvida e, no meio disso tudo, um governo titubeante que abusou no flerte com o conservadorismo e que agora acusa o golpe do "fogo amigo" de partidos mercenários e ministros traidores que finalmente mostram a sua cara.
 
O "gigante multi ideologizado" se esfarelou e agora, como em todas as lutas sociais da história da humanidade, só existem dois blocos muito bem definidos. Daqui pra frente, que cada um se informe exaustivamente sobre as bandeiras que irá defender nas ruas, pra saber exatamente o lado do terreno que está pisando. Se eu pudesse diria as pessoas: Ao sair de casa, observe atentamente a direção que tomará. A fase do "contra tudo isso que tá aí" já ficou no passado. A partir de agora, uma vez na rua, mesmo que não saiba, você estará lutando do lado que escolheu lutar. E na vida, como na famosa frase do filme "Onde os fracos não tem vez", é assim: Pra cada escolha, um preço.
 
O capital está gritando, a disputa pelo poder é, como sabemos, ferocíssima e nesse momento que se abre, passa longe, mas muito longe dos narizes pintados de palhaço. Acabou a inocência e o "mas eu não sabia". No atual cenário, não há mais espaço para "brincar" de ir a rua com o mapa que a Globo preparou nas mãos. É chegada a hora do cidadão que de fato pretende ser ouvido assumir a sua reponsabilidade pelos destinos da nação.
 
                                                          *           *           *
 
*Segue um fragmento da entrevista com a antropóloga Adriana Dias e matéria completa da Carta Capital. Nela é possível perceber que a materialização nas ruas da ideologia fascista quando encontra respaldo numa classe média confusa e amedrontada por veículos sensacionalistas pode resultar numa química pronta pra explodir!
 
"Enquanto agrediam seus alvos, a multidão ao redor aplaudia e gritava “fora partidos, fora partidos”. Para a antropóloga Adriana Dias, que pesquisa há mais de 10 anos a atuação dos movimentos neonazistas no Brasil e já foi diversas vezes ameaçada de morte por seus integrantes, não resta a menor dúvida sobre quem eram esses jovens violentos e quais eram suas motivações.
 
"Nessas manifestações as pessoas têm ido às ruas para expor suas insatisfações, fazendo reivindicações que não são mensuráveis e de um fundo conservador muito forte"
 
Carta Capital: Em sua pesquisa, o que mais chamou a atenção?
 
AD: A quantidade de ódio, a idolatria ao ódio. A ideia de achar que ele estrutura a personalidade. Eu, que tenho uma formação humanista, posso dizer que fiquei chocada com isso. Outro aspecto é a crença na noção de sangue que ultrapassaria a substancialidade.
 


O antídoto para "doença" de Joaquim Barbosa

Democracia digital aproxima o povo dos homens públicos e pode acabar com privilégios e a corrupção moral e ética nas altas camadas do poder.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-redes-sociais-e-o-fim-da-hipocrisia

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Globo pode cair como Capone

Na quarta-feira, 10 h, na porta do Ministério Público haverá uma manifestação para exigir a investigação contra a Organização Familiar do Jardim Botânico. Afinal o MP não está agora "cheio de si" agora com a derrubada da PEC 37, pelo "povo nas ruas"? Aliás, sobre o povo nas ruas o artigo do Leonardo Boff é imprescindível, mostrando como a Globo e a Veja manipularam direitinho a classe média impondo-lhe, 24 hs por dia, a sua agenda conservadora e golpista para derrubar o governo.
 
A reportagem do Rodrigo Vianna (de Globo ele entende) deve ser lida com calma, e é estarrecedora, pois mostra um pouco dos meandros do poder dessa pessoas, sem dúvida o maior "grupo" da história do país.
 
 
 

Carta dos movimentos do campo a presidenta

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/carta-dos-movimentos-do-campo.html

Todos somos Bolívia!

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=76158

Centrais sindicais convocam o povo para a grande manifestação da classe trabalhadora.

E alerta: Direita já se manifesta nas redes sociais onde, além de reivindicar o ato convocatório, ameaça usar de violência contra sindicados, partidos e movimentos sociais.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/entrevista-com-lideres-das-centrais.html

Leonardo Boff: Contra o golpe da direita, apoio incondicional a presidente.

"É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças que sempre ocupou o poder de Estado e o tratou como propriedade privada, apoiada pela mídia conservadora e familiar, estão se aproveitando das manifestações massivas nas ruas para manipular esta energia a seu favor. A estratégia e fazer sangrar mais e mais a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam."

http://leonardoboff.wordpress.com/2013/07/07/contra-as-tramoias-da-direita-sustentar-a-dilma-roussef/

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Não dá para fazer copa sem negros e pobres nos estádios!

É isso aí Gil! E eu acrescento: Em cima do sofrimento de famílias removidas de seus lares.

http://odia.ig.com.br/diversao/2013-07-04/gilberto-gil-nao-da-para-fazer-a-copa-sem-negros-e-pobres-nos-estadios.html

O morro Santa Marta está muito longe de ser modelo

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201403308594697&set=a.1637048016109.2089080.1533994581&type=1&theater

Bolsa Família rompe a cultura da resignação a despeito do preconceito da elite nacional

Excelente entrevista com a socióloga diretora da pesquisa nacional e autora, junto com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, do livro "Vozes do Bolsa Família, que será lançado hoje em SP.
 
Muito boa a entrevista . Acho que ela toca num ponto fundamental, que atravanca o nosso progresso, que é o preconceito, a ignorância e a crueldade da elite brasileira.
Sem dúvida nenhuma essa ideologia separatista é alimentada por nossa mídia diariamente.
 
Tive, em aula inaugural com Min. do Desenvolvimento Social,  a oportunidade de ver como é um programa bem amarrado com bons mecanismos de controle, ao contrário do que a mídia insiste em mostrar, e ainda com "portas de saída" (fundamental num programa social sério ainda mais dessa magnitude) e que a nossa mídia, por leviandade, nem toca, para acirrar propositalmente ainda mais o ódio de classe nas pessoas.
 
Há distorções aqui e ali? Evidente que sim. Mas muitas vezes decorrem de problemas estruturais nossos, principalmente na área de educação e tb na própria cultura tão introjetada do servilismo que a socióloga destaca. Mas o mais importante é que isso está sendo rompido.
 
Fico muito feliz de viver num país, onde pela primeira vez esse ciclo perverso está sendo quebrado. Hoje, 10 anos depois, somos um Brasil diferente, menos desigual, milhares de famílias foram incorporadas, estão vendo nascer, mesmo que timidamente, a sua dignidade, e o mais importante pra mim: Pessoas deixaram de morrer de fome no Brasil. O índices somalianos de morte por desnutrição infantil reduziram drasticamente nos bolsões do interior da Bahia ao Maranhão. São crianças que deixaram de morrer de fome.
 
Se tivéssemos uma mídia mais plural e uma elite um pouquinho só menos egoísta, tenho certeza que os avanços seriam ainda muito maiores. Vide agora, a grita dos nossos doutores, que jamais pisaram nas ruas para exigir melhores condições no interior do país, mas que agora na iminência da vinda de médicos cubanos (chamados preconceituosamente de "escória" pelo presidente do CFM), mesmo em locais onde o governo fez prova e não houve sequer 1 inscrito, mesmo assim, eles preferem se valer do corporativismo cego para serem contra a iniciativa, mesmo que para isso pessoas miseráveis que precisam não recebam o atendimento e venham até a morrer.
 
Por fim, lendo as considerações sobre essa pesquisa, não tenho como não deixar de lembrar do artigo do Ali Kamel no editorial de O GLOBO, onde chama o programa pejorativamente de Bolsa-Eletrodomésticos. Nesse artigo, o nosso "Gilberto Freire do Jardim Botânico", que, para justificar o programa de cotas (hoje também comprovadamente bem sucedido em pesquisas por desempenho) publicou aquele livro para provar que não somos racistas, esse mesmo senhor, diretor  geral dessa empresa que hoje deve 1 bilhão de reais a nação, grana "retirada" da saúde e da educação, mas esse mesmo homem, teve a desumanidade de escrever que em sua pesquisa numa cidadezinha na Bahia, pessoas estavam comprando sanduicheiras e liquidificadores no lugar de comida.
 
Agora você vê: É essa a contribuição que o jornal traz para o debate público?!! É isso que será repetido pelos seus pares de classe...Para esse sujeito (e infelizmente para muitos) o pobre não tem sequer o direito de bater um leite com chocolate pro seu filho.
 
Há inúmeros estudos que comprovam que o atraso nacional foi fruto tb da contribuição decisiva das nossas elites. E esse senhor e todos aqueles que ele influencia e que espumam pela boca pra falar é bola isso e bolsa aquilo, são essas pessoas pra mim que dão diariamente sua contribuição para que o Brasil permaneça preso nessa mesma lógica de sofrimento.
 
Mas não vão conseguir, vendo uma pesquisa como essa (mais uma pra contrastar com a opinião deles) me enche de esperança nesse povo que é bom, só precisa de mais e mais e mais oportunidade. O primeiro passo já foi dado o de resgatá-los da morte indigna e  tirá-los da invisibilidade, agora é preciso que o país avance em outras áreas, principalmente educação, como diria o senador Cristóvão Buarque, UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO: tanto para os pobres para se tornarem cada vez mais independentes, quanto para os ricos, para saírem da obtusidade e da ignorância, e deixarem de passar vergonha, ao repetirem por aí, sem refletir, tudo aquilo que leem no Globo e na Veja.
 
principais trechos:
O que a surpreendeu na sua pesquisa?

"Quando vi a alegria que sentiam de poder partilhar uma comida que era deles, que não tinha sido pedida. Não tinham passado pela humilhação de pedi-la; foram lá e compraram. Crianças que comeram macarrão com salsicha pela primeira vez. É muito preconceituoso dizer que só querem consumir. A distância entre nós é tão grande que a gente não pode imaginar. A carência lá é tão absurda."
"O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro."

"A elite brasileira ignora o seu país e vai ficando dura, insensível. Sente aquele povo como sendo uma sub-humanidade. Imaginam que essas pessoas são idiotas. Por R$ 5 por mês eles compram uma parabólica usada. Cheguei uma vez numa casa e eles estavam vendo TV Senado. Perguntei o motivo. A resposta: 'A gente gosta porque tem alguma coisa para aprender'."

 "Elas gostariam de ter emprego, salário, carteira assinada, férias, direitos. Há também uma pressão social. Ouvem dizer que estão acomodadas. Uma pesquisa feita em Itaboraí, no Rio de Janeiro, diz que lá elas têm vergonha de ter o cartão. São vistas como pobres coitadas que dependem do governo para viver, que são incapazes, vagabundas. Como em "Ralé", de Máximo Gorki, os pobres repetem a ideologia da elite. A miséria é muito dura"
"As pessoas quando saem desse nível de pobreza não se transformam só em consumidores. A gente se engana. Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse: 'A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto'. Essa delicadeza... a gente se surpreende muito."

Professora de teoria da cidadania na Unicamp, Rego defende que o Bolsa Família "é o início de uma democratização real" do país. Nesta entrevista, ela fala dos boatos que sacudiram o programa recentemente e dos preconceitos que cercam a iniciativa: "Nossa elite é muito cruel", afirma.
"Tem uma crueldade no modo como as pessoas falam dos pobres. Daí aparecem os adolescentes que esfaqueiam mendigos e queimam índios. Há uma crueldade social, uma sociedade com desigualdades tão profundas e tão antigas. Não se olha o outro como um concidadão, mas como se fosse uma espécie de sub-humanidade. Certamente essa crueldade vem da escravidão. Nenhum país tem mais de três séculos de escravidão impunemente. "

"Ocorreram transformações nelas mesmas. De repente se ganha uma certa dignidade na vida, algo que nunca se teve, que é a regularidade de uma renda. Se ganha uma segurança maior e respeitabilidade. Houve também um impacto econômico e comercial muito grande. Elas são boas pagadoras e aprenderam a gerir o dinheiro após dez anos de experiência. Não acho que resolveu o problema. Mas é o início de uma democratização real, da democratização da democracia brasileira. É inaceitável uma pessoa se considerar um democrata e achar que não tenha nada a ver com um concidadão que esteja ali caído na rua. Essa é uma questão pública da maior importância.
Isso é histórico. A elite brasileira acha que o Estado é para ela, que não pode ter esse negócio de dar dinheiro para pobre. "

"A cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. Aparece uma coisa nova: é possível e é bom ter uma renda regular. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha vó viam. Esse sentimento de que o Brasil está vivendo uma coisa nova é muito real. Hoje se encontram negras médicas, dentistas, por causa do ProUni (Universidade para Todos). Depois de dez anos, o Bolsa Família tem mostrado que é possível melhorar de vida, aprender coisas novas. Não tem mais o 'Fabiano' [personagem de "Vidas Secas"], a vida não é tão seca mais."

quarta-feira, 3 de julho de 2013

OAB: Sem mobilização e luta popular, não haverá plebiscito sobre a reforma política

"Os mesmos que na mídia clamam pelo atendimento de todas as reivindicações populares e já agora são contra o plebiscito. O povo que está nas ruas pode reivindicar tudo, menos decidir sobre o poder político, sobre aquilo que ele tem soberania natural, sobre sua Constituição e sobre como eleger o Poder Legislativo, o poder dos poderes. "

"Querem usar o povo que está nas ruas para seus objetivos políticos, eleitorais, como massa de manobra para fazer oposição ao governo Dilma, para tirar do poder o PT, para pôr fim às políticas e aos programas sociais, de distribuição de renda, de defesa do Brasil. Democracia só quando é para atender os interesses que representam, da elite. Quando o povo quer participar e decidir, não vale. "

 É preciso lembrar ao povo como governaram o Brasil os que hoje cinicamente atacam o governo Dilma, o PT e o ex-presidente Lula. Lembrar os anos FHC, o desemprego, com o país quebrado duas vezes, a privataria, o escândalo da reeleição – com a qual agora querem acabar –, o câmbio fixo que arruinou nossa indústria, os juros altos (de 27,5% reais ao ano) que dobraram a nossa dívida interna, que agora nos custa 5% do PIB, que falta na educação e na saúde, nos investimentos em inovação e tecnologia, em saneamento e mobilidade urbana.

É preciso lembrar que éramos um país endividado, quebrado, devendo para o FMI, de pires na mão e sem autoestima e prestígio internacional. Sem presença e liderança no mundo. (conversa afiada)

Leia o texto da OAB:

ABSURDO: OEA exige uma retratação a altura do desrespeito ao presidente boliviano

http://www.rodrigovianna.com.br/geral/oea-cobra-explicacoes-sobre-proibicao-a-aviao-de-evo-morales.html#more-20482

Nota oficial da presidente Dilma Roussef marca posição do Brasil a favor da integração da AL.

Jean Wyllis declara apoio a Dilma e pede financiamento público de campanha

Quero expressar o que eu gostaria de ter falado com a presidenta no encontro do qual o meu partido, o PSOL, decidiu não participar.

Na minha opinião, o primeiro passo dessa reforma deve ser o financiamento público exclusivo das campanhas. A democracia nunca será realmente eficaz se um candidato honesto só pode ter uma campanha pobre (e, portanto, não pode levar suas propostas à maioria da população) e um candidato apoiado pelas grandes empresas e corporações pode fazer uma campanha milionária, para depois favorecer, no governo, as empresas que o apoiaram.

A corrupção, muitas vezes, começa na campanha, quando o candidato aceita dinheiro de tal o qual empresário com interesses que dependem do cargo para o qual concorrem.

Precisamos terminar com as legendas de aluguel que se usam apenas para somar minutos de tempo de TV e permitem que um monte de pilantras cheguem ao Congresso e aos ministérios em troca disso. Para isso, precisamos democratizar o tempo de TV, com regras que não favoreçam esse tipo de especulação desonesta.

O atual momento (opinião do blog)

“Que querem? Passeatas de doutores, filósofos ou apenas militantes ativos? Um novo ator subiu ao palco e quer papel relevante”

(Celso Vicenzi)
Concordo com o autor, e tenho dito a mesma coisa. Baixada a poeira, ficou claro a tentativa de cooptação, pela direita midiática, de uma massa de jovens compreensivelmente desiludidos e alienados da vida política nacional. Assim como também está claro que o momento agora é de disputar espaço com a ideologia dessa mesma mídia que ainda influencia muito, vide o volume de lixo ideológico vindo de lá,  que entope o Facebook quase interditando uma reflexão sensata e proveitosa naquele espaço.

Não é mole não! Mas agora, creio que nesse segundo momento, como em todo e qualquer arranjo do jogo democrático, a correlação de forças está mais do que dada, a meu ver escancarada: De um lado a mídia oficial aterrorizando e manipulando a classe média até a medula, como sempre, e tentando agora “ganhar” essa juventude pra fazer coro as suas ideias conservadoras (como fez com seus pais durante anos); e de um outro a mídia alternativa, com os blogues, sites e palavras do cidadão comum que vive o cotidiano político e social do Brasil e hoje pode se expressar,  participar também e influir (mesmo que ainda infimamente)  da/na formação da opinião pública.  A mídia é mais poderosa e tem (por enquanto, quero crer) o Facebook,  predominantemente a seu lado.

Mas o outro lado agora tem, além do trabalho árduo e reflexivo de sempre, as ruas. A direita e uma boa parcela da sociedade que a ela fez coro, foi pras ruas, muito mais num impulso do que propriamente por convicções, e já tratou de se retirar e voltar a sua "ilha", seu mundo privado e restrito. A rua agora tem sido palco quase que diário de ações pontuais muito bem definidas, onde tem prevalecido indubitavelmente a agenda progressista - contra as remoções, pela desmilitarização da PM, pela democratização dos meios de comunicação, com as velhas bandeiras e os novos atores que chegam pra arejar e somar.
Ânimos renovados! Vamos a luta nas ruas, cientes de que agora acabou a cobertura e o "Big Brother de meio de ano". É a velha luta de sempre, mas com a força e a vibração dessa gente nova que quer de fato mudar o Brasil.

Vale a pena o texto:
"Apesar das tentativas de captura pela mídia, e das ações de grupos sectários e extremistas, o que se viu nas ruas, além da luta pelo passe livre ou pela diminuição do preço das passagens urbanas, foram (mesmo de maneira desinformada, acrescento) reivindicações por melhores serviços públicos. "

"Em todas as passeatas, fez-se presente algo preocupante, mas compreensível: a descrença na representação política, que ficou clara na recusa às bandeiras de agremiações partidárias. Um gesto de alienação e de incompreensão sobre o que é e como funciona uma democracia. Vulnerável, portanto, ao assédio de uma direita raivosa que tem saudades da ditadura."
"Mas é preciso ir com calma, para separar ingênuos de militantes fascistas. Como não entender que há um enorme desencanto com a política e com os políticos? Se até entre alguns militantes politizados havia essa desilusão, por que não haveria também entre os mais alienados? Mais do que impor rótulos, é preciso compreender e dialogar com esse público. Porque, além de ir às ruas, irão às cabines de votação, escolher o destino político do país."

"O que parece mais provável é que boa parte dos meios de comunicação e setores mais conservadores procurem canalizar os protestos em direção apenas ao Palácio do Planalto, na tentativa de causar o maior desgaste possível, com vistas às eleições de 2014. É uma aposta arriscada. Principalmente para a mídia, que perde cada vez mais credibilidade quando se comporta como partido político"

Ocupe a Rede Globo!

É hoje, chegou o dia!

R. Von Martius, 22 - Jardim Botânico - RJ

 
17:00 - Protocolaremos na Globo o documento da Receita Federal que comprova a sonegação da Globo.

17:30 - Início da atividade cultural e do "lacre" na TV Globo

18:00 - Início da Assembleia Temática "Democratização da Mídia"

Durante a assembleia recolheremos assinaturas do abaixo-assinado da Lei da Mídia Democrática.

Organização:
FALE-Rio / FNDC
Cidadania Sim! Pig Nunca mais.
Barão de Itararé
RioBlogProg
UEE-RJ
DCE UFF / DCE FACHA / DCE UNIRIO / DCE UEZO / DCE PUC-Rio / DCE UFRRJ
CUT / CTB

terça-feira, 2 de julho de 2013

Plebiscito: Aos manifestantes que foram as ruas, um recado pertinente

"..Você que foi para ruas fazer protesto em busca de democracia popular, a presidenta apresentou o instrumento mais adequado, o plebiscito. Por meio de plebiscito é possível mudar toda ordem vigente, só que ao invés de exercitamos a democracia representativa, mediante nossos congressistas que ajudamos eleger, os substituímos e nós mesmos decidimos as questões formuladas. Como você estava dizendo nas ruas que político não presta, o plebiscito é sim seu instrumento.

Defenda-o. Agora os mesmos de sempre, que no começo eram contra os protestos, taxando as manifestações de vandalismo, para depois apoiar e novamente, se posicionar contra, à medida que tira o seu direito de diretamente escolher o sistema político de sua preferência e o tipo de financiamento de campanha, se com dinheiro de empresas privadas, o grosso de empreiteiras, ou financiamento público, estão articulando para que o plebiscito não aconteça. (A saber: Globo, Veja, Estadão, Folha e Aécio Neves) Não querem democracia popular. Eles têm medo de democracia popular.

Volte para ruas exigir plebiscito. Do contrário suas manifestações não valeram de nada, vão ser todas boicotadas pelo congresso sob o tom macabro desses colunistas de jornais que estão a soldo de seus patrões defendendo tudo que é de interesse contra o povo..."(Comentário no Nassif)

O Globo, Estadão e Veja, ademais de centuriões da mesma extração, uivam a rejeição ao plebiscito popular

O que lhes interessava das ruas, as ruas já deram.

A Globo, é a expressão maior do sistema decrépito que assola o país

Não há maior corrupção do que um sistema que estimula a desigualdade social.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/o-estranho-caso-globo-versus-receita.html#more

 

A CORRUPÇÃO BILIONÁRIA DA GLOBO

Entenda como a corrupção bilionária da Globo, que explora um bem público, atinge em cheio a democracia e os destinos da socidedade brasileira.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O texto excepcional e obrigatório de Marilena Chauí!

Não deixe de ler e repassar
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marilena-chaui-e-o-pensamento-magico-das-manifestacoes

Também somos o chumbo das balas

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/07/tambem-somos-o-chumbo-das-balas.html

Ato ecumênico em memória das vítimas da Maré

Um ato ecumênico no dia 2 de julho, a partir das 15h, em frente a Passarela 9, Maré, homenageará os dez moradores da Maré mortos durante a ação policial ocorrida na última segunda e terça-feira, 24 e 25, na comunidade de Nova Holanda, que provocou também violações de direitos dos moradores.

Ao lamentar a morte de um policial, o manifesto, assinado por várias instituições e cidadãos da Maré, enfatiza que o "uso recorrente da violência demonstra, de modo inequívoco, o despreparo para a garantia da segurança pública e o desrespeito permanente à vida dos cidadãos por parte do Estado. É preciso estabelecer, de uma vez por todas, que a ordem pública não se confunde com o emprego indiscriminado da força policial".

Os fatos ocorridos na comunidade Nova Holanda são tragicamente comuns em diversas favelas da cidade do Rio de Janeiro. "Sabemos muito bem qual é a sua cor e sua dor. Precisamos dizer: Nunca mais!", afirma o texto, ao ressalvar que não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos.
 
http://www.fazendomedia.com/nota-publica-contra-a-violencia-policial-apos-protestos-policia-realiza-chacina-na-mare/

domingo, 30 de junho de 2013

Direita midiático e partidária se unem em torno do Referendo. Adivinha por quê?!

Plebiscito Já!Referendo no Brasil é atalho para o golpe.

A máscara da Globo, Veja, Folha - Aécio, Serra e Agripino caiu de vez. A direita (midiática e partidária) é contra a decisão direta e preferem o tapetão do congresso, onde podem manipular as decisões; enquanto o povo, como sempre, só assistiria a tudo.


Essa aglutinação de abutres - não há outra definição no momento para os personagens em questão - sabe muito bem disso, da influência da grana, do lobby e do bombardeio ideológico que as vezes beira a chantagem, e que atordoa a cabeça dos nossos parlamentares. A votação da PEC37 está aí pra quem quis ver, até o presidente do PSDB votou sim quando queria dizer não.

E por falar em "sim" e "não", como o brasileiro tem memória mais curta do que a vergonha na face do MP (o colunista e não o ilibado órgão) vale lembrar do último referendo que tivemos, e da  campanha pesada da Globo e da Veja que engoliram a discussão, afastando o debate do plano racional e deixando um país encurralado pelo medo e a desinformação, decidir sobre uma questão importantíssima para a sociedade.


O que vimos foi uma vitória expressiva a favor das armas. Uma lavada de quase 70% do país da cordialidade, a favor da morte. Hoje, as pesquisas estão aí pra nos mostrar quantas vidas não poderiam ter sido poupadas se o cenário propício para a conscientização da população a respeito desse tema, não tivesse sido tão contaminado. Conheço muita gente que se arrependeu de "ajudar a apertar esse gatilho". A Globo mata; literal ou metaforicamente, mata!  

Eles são contra a Reforma Política pois ela, além de representar o fim de carreira de muita “gente boa”, o fim da influência do poder econômico, é também um golpe democrático certeiro no coração da mídia partidária.  

 Dessa feita, eu acho que até o repassador mais apressado e compulsivo, desses que abarrotam o Facebook e cuja eficácia se notabilizou como nunca nas últimas semanas, é capaz de identificar isso. Pois não é possível que as pessoas com o mínimo de esclarecimento, nesse momento crucial, não percebam a manobra sorrateira que está sento tramada para impedir o povo de se aproximar das decisões governamentais que influenciarão a sua vida.

 Plebiscito vem da plebe, povo, coisa que essa direita se arrepia só de ouvir falar..No plebiscito o cidadão expressa sua opinião diretamente sobre um assunto, enquanto que no referendo (sem aspas) o cidadão vai as urnas para confirmar uma norma já pronta, de antemão elaborada pelos representantes.

E por fim,vejam só quanta contradição: A mesma mídia que acabou de pedir a cabeça dos políticos nessa onda de protestos, essa mesmíssima gente, agora, abraça o senador Aécio Neves para dar ao Congresso Nacional a prerrogativa de decidir antes de você, cidadão!
* Aqui No Brasil não existe referendo sem aspas. O  Aécio e o Merval sabem muito bem disso.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Golpe veio pelo Facebook e por ele é desmascarado

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/06/28/o-golpe-veio-pelo-facebook-e-por-ele-e-desmascarado/

Lula entra em cena (para desespero da Globo)


Lula finalmente sai da toca pra conter a sanha direitista que cavalga sem as botas dos generais.

"Se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas”
 
As ruas!!! Chega desse governo fazer o jogo da direita, ela já provou que bota quem quiser nas ruas, bota o país de cabeça pra baixo e lhe dá um golpe . E tudo por conta de sua própria incompetência comunicacional - após pisar feio no acelerador do conservadorismo, o governo deixou pos anos e anos corações e mnetes de uma boa parcela dos brasileiros serem formados e influenciados pela mídia mais medíocre e raivosa desse mundo.

As pessoas não foram pras ruas indignadas, isso sim é muito bom para uma democracia, e também é muito bom que se diga; mas sim, quase que "enxotadas" de casa sem nem saber direito o que estava acontecendo; e  o que vimos, majoritariamente, no frigir de todos ovos, foi o ódio espumando na boca de gente desinformada, desorientada e angustiada contra o tal do “tudo isso que tá aí”. O saldo de toda sorte de violência vindo de tudo quanto é lado, (até do colega do seu lado) provou isso.
 
Confira a fala de quem esteve presente na reunião com o ex-presidente:
 
“Outro participante do encontro, que preferiu o anonimato, afirma que Lula “colocou que é hora de trabalhador e juventude irem para a rua para aprofundar as mudanças. Enfrentar a direita e empurrar o governo para a esquerda. Ele agiu muito mais como um líder de massa do que como governo. Não usou essas palavras, mas disse algo com
‘Se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas”.
 
Durante sua fala à presidenta no encontro, o dirigente da CUT ponderou que as melhorias nos serviços pleiteados pela população só existirão com o investimento na rede pública.

– O governo tem de se debruçar sobre a saúde, transporte, educação e segurança pública de qualidade. Não adianta querer melhorar privatizando. Apontamos que a resposta tem de vir do Estado e ela (a presidenta) concordou

PS: Concordo mas tem que agir com mais energia; podia começar “limpando” eia dúzia de ministros que não atendem as demandas progressista do povo brasileiro

Rio provou nas ruas a força da esquerda!

O povo carioca pisa forte na avenida pra mostrar que nunca dormiu
 A manifestação no Rio de Janeiro foi bonita de se ver. Um protesto no centro da cidade cuja marca foram as reivindicações progressistas - Movimentos sociais, sindicatos, partidos (com suas bandeiras), professores, estudantes,  líderes comunitários, a classe trabalhadora e o povo em geral etc_ partiram da Candelária, marcharam pela Rio Branco e foram até a sede da FETRANSPOR.
 
Os gritos eufóricos contra a corrupção política,  Pec 37, contra os partidos, e "tudo isso que tá aí" deram lugar aos gritos por justiça social, pela democratização dos meios de comunicação, e contra a corrupção geral, não só a política, mas também a do judiciário, dos Dantas da vida,  do empresariado e de outras esferas que, habitualmente, são "preservadas" do debate público pela grande mídia.
 
As bandeiras eram, basicamente, as seguintes: Pela transparência na licitação das empresas de ônibus, pelo direito a moradia e não as remoções, pela desmilitarização da PM, por melhores condições de trabalho aos profissionais da educação e da saúde e pelo direito a vida (nas favelas). Muito "aqui e ali" se via alguém com aquela máscara mal encarada mas, em nenhum momento, foram hostilizados.
 
O importante mesmo é que o Rio provou nas ruas a força da esquerda. Estamos mais acordados do que nunca e o recado foi dado com categoria na cidade hoje: As forças progressistas, que sempre estiveram na luta, demonstraram de forma  inequívoca que estão dispostas a participar do novo ciclo democrático que se abre no nosso país.
 
Presidenta, estamos aqui, agora é com a senhora.

Direita colhe o dividendo das ruas. (Mas esquerda já se mobiliza)

Direita colhe o dividendo das ruas. (Mas esquerda já se mobiliza)

A direita radical obteve vitórias importantes com as turbulências. Ficam para os seminários acadêmicos os debates sobre a transformação do extraordinário movimento de solidariedade contra a brutalidade policial em palavras de ordem hostis à democracia. Cabe reconhecer que a direita se preparou e seqüestrou os cordéis íntimos das manifestações. Pequenos grupos treinados surgiram do nada, profissionais e disciplinados, com nomes benignos e endereços desconhecidos. Dispersos em contingentes reduzidos, sempre contando com jovens que se declaravam bem intencionados, pedindo paz e não violência, agrupavam-se em segmentos dispersos das passeatas, protegidos no anonimato pelos simpatizantes de boa fé.
O Conservadorismo é o grande vencedor das manifestações.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Rio virou a esquerda

 "Essa é a verdadeira manifestação e assim que se faz a democracia. A rua é de todos",

  (Wadih Damous,presidente da Comissão da Verdade no Rio e ex-presidente da OAB)

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-06-28/marcelo-freixo-denuncia-violencia-em-manifestacoes-a-secretario.html

É um atrás do outro: Greve geral é mentira e CUT desmente mais um boato do Facebook

A tentativa da direita de colocar fogo no Brasil!
Nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1º de julho.
 
A convocação para a ‘suposta’ greve geral do dia 1º, que surgiu em uma página anônima do Facebook, é mais uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os/as trabalhadores/as, que querem confundir e gerar insegurança na população. Mais que isso: colocar em risco conquistas que lutamos muito para conseguir, como o direito de livre manifestação.
 
É preciso tomar muito cuidado com falsas notícias que circulam por meio das redes sociais
 
 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A contribuição decisiva da grande mídia na crise de representação: No lugar de formar a opinião pública mídia manipula e limita o campo de conhecimento do cidadão o afastando assim da representação poltíca É inadiável que uma reforma política inclua a regulação das comunicações e exista condições para formação de uma opinião pública onde mais vozes sejam ouvidas e participem do debate público – vale dizer, para que mais brasileiros sejam democraticamente representados.

Se não existem as condições para a formação de uma opinião pública democrática – de vez que a maioria da população permanece excluída e não representada no debate publico – não pode haver legitimidade nos canais institucionalizados (partidos políticos) através dos quais se escolhe os representantes da população.

Aparentemente a grande (velha) mídia identificou nas manifestações – iniciadas com um objetivo específico, a redução das tarifas de ônibus na cidade de São Paulo – a oportunidade de disfarçar o seu papel histórico de bloqueadora do acesso público às vozes – não só de jovens, mas da imensa maioria da população brasileira. Mais do que isso, identificou também uma oportunidade de “descontruir” as inegáveis conquistas sociais dos últimos dez anos em relação ao combate à desigualdade, à miséria e à pobreza.

Não é a primeira vez em nossa história política recente que a grande (velha) mídia se auto-atribui o papel de formadora e, simultaneamente, de expressão da vontade das ruas – vale dizer, da “opinião pública”.

Embora consiga disfarçar com competência suas intenções, tudo indica que, ao proceder assim, a grande (velha) mídia na verdade agrava – e não atenua – a crise de representação política.

Se não existem as condições para a formação de uma opinião pública democrática – de vez que a maioria da população permanece excluída e não representada no debate publico – não pode haver legitimidade nos canais institucionalizados (partidos políticos) através dos quais se escolhe os representantes da população.
O resto cada coletivo, grupo, pessoa, partido pode apresentar o que quiser.
Quinta 27 16h na candelária, rumo a FETRANSPOR
Domingo 30 15h na saens peña rumo ao maracanã.

Ato em repúdio à atuação da polícia na favela da maré.
DIA 26 às 9 horas, na SECRETARIA PÚBLICA DE SEGURANÇA

Governo paga o preço de não ter democratizado os meios de comunicação, deixando a opinião pública ser formada por Veja e O Globo - porta-vozes da direita nacional - durante uma década no Brasil

Agora está aí, milhares de desinformados com uma raiva alucinante de “tudo isso que tá aí 
Agora está aí, milhares de desinformados com uma raiva alucinante de “tudo isso que
Viomundo – Nessa situação, o que a esquerda deve fazer?
Emir Sader – Primeiro, ir para as ruas com suas próprias manifestações para disputar o espaço político.
Segundo, disputar a interpretação, a narração do que está acontecendo hoje no Brasil. Nós sabemos que, quando há um avanço histórico da esquerda, há uma  contra-revolução ou uma reação correspondente da direita.
É o que está acontecendo hoje. Mídia e oposição manipulam, usam os jovens como massa de manobra, disseminando a ideia de que  o Brasil é uma merda, de que tudo o que é feito aqui é uma merda.
Nós  temos que tentar impedir que se consolide essa visão muito retrógrada do País. Nós temos que favorecer a nossa interpretação do que está acontecendo e mostrar o que, de fato, já foi feito.
Terceiro, disputar nacionalmente com oposição a nossa agenda. Isso significa batalhar pela democratização dos meios de comunicação e  financiamento público das campanhas eleitorais, entre outras coisas.
Vale a pena ler o prof. Emir Sader, (UERJ):O resto cada coletivo, grupo, pessoa, partido pode apresentar o que quiser.
Quinta 27 16h na candelária, rumo a FETRANSPOR
Domingo 30 15h na saens peña rumo ao maracanã.

Ato em repúdio à atuação da polícia na favela da maré.
DIA 26 às 9 horas, na SECRETARIA PÚBLICA DE SEGURANÇA
 
 

Agora está aí, milhares de desinformados com uma raiva alucinante de “tudo isso que tá aí”
Vale a pena ler o prof. Emir Sader, (UERJ):

A guinada espetacular do governo: Trouxe as ruas pra dentro da discussão, sinalizou com políticas progressistas e de efetiva participação popular e jogou pra escanteio os anseios golistas do bloco midiático oposicionista

"O momento exige a participação da sociedade. Vou instalar o  Conselho de Transporte Público, com a participação dos usuários, dos movimentos  sociais, do Ministério Público, junto com os empresários e o governo, para abrir  as planilhas para que as pessoas tenham consciência dos custos", disse o prefeito Fernando Haddad, esta manhã, depois de suspender megalicitação de linhas de ônibus.  O sinal emitido pelo prefeito é auspicioso se significar o primeiro passo de uma ampla oxigenação democrática das instâncias de planejamento e decisão da cidade. 

Um belo passo: HADDAD SACODE A POEIRA E CONVOCA A CIDADANIA PARA DEMOCRATIZAR A GESTÃO DA CIDADE.
A presidenta Dilma deu o exemplo na 2ª feira. Rompeu o cerco conservador  com a decisão de promover um aggiornamento  da democracia brasileira, em sintonia com os anseios sinceros da rua por mais participação e menor influencia do dinheiro grosso no sistema político. O plebiscito por ela sugerido, com ou sem Constituinte,transfere à soberania popular o comando das mudanças do ciclo que se inicia. Cumpre às administrações locais avançarem nessa direção criando contrapartidas de ampliação da democracia ali onde se define a vida cotidiana, na gestão das cidades. A sorte de prefeitos e gestões progressistas depende desse desassombro.
Trata-se de abrir canais de escuta forte da cidadania. Não canais ornamentais, mas instrumentos relevantes e críveis de poder  sobre o orçamento. O PT tem experiências a resgatar; a disseminação da tecnologia permite, hoje, mais que ontem, submeter a gestão da cidade à soberania dos cidadãos. A Presidenta Dilma respondeu com perspicácia histórica ao clamor das ruas. Disparou na direção certa.
A questão que aglutina a fragmentação das bandeiras desordenadas do nosso tempo é o poder. Todo o processo de globalização e financeirização apoia-se na captura da soberania popular pelo dinheiro grosso. Governos se emasculam. O voto se desmoraliza. Os partidos se descarnam. A existência se acinzenta. A lógica do negócio imobiliário se apodera das cidades. A mídia conservadora é a torre de vigia desse sequestro, que esfarela o poder da sociedade sobre ela mesma. 

O prefeito Haddad saiu da defensiva ao afrontar essa lógica em SP. Se for o preâmbulo de uma diretriz geral, pode significar um marco refundador de sua administração, após o desgaste tarifário. 

Dia de luto para o Brasil. Não deveria haver jogo no Mineirão. A presidenta deveria se pronunciar em cadeia nacional contra a morte bárbara desses brasileiros

e a todos que protestaram nas ruas da cidade, seja você seja você meu parente, amigo, colega de trabalho ou leitor desse blog, um aviso:

FORAM 3 TRABALHADORES QUE MORRERAM ONTEM NO RIO DE JANEIRO, COMPROVADAMENTE CHACINADOS!!!

e mais outras tantas mortes ainda a serem investigadas.

Você que usou a  rede social para mostrar toda a sua (justa) indignação contra a prática violenta da PM do governador, você que tem alguma voz, algum poder de penetração, por favor, eu peço quase em tom de imploração, não se cale diante do ASSASSINATO dessas pessoas. Não faça isso.

Faça um exercício, tente imaginar se fosse no Leblon, e como você seria subitamente tomado por uma "alteridade de classe social" depois que mídia (tb de classe) repercutisse isso sem parar com choro, imagens dramas, e muito pânico, te convocando a ir as ruas.

Mostre que não é só por aí que você tecla no seu facebook pra demonstrar o senso de solidariedade..Que não é só quando a borracha é no lombo dos amigos da Zona Sul.. Mostre que sua alteridade, seu amor ao próximo é verdadeiro e não tem distinção social.

A chacina da Maré, merece agora TODA a nossa indignação. De todos nós que temos alguma voz na sociedade, que de uma certa maneira somos ouvidos, repercutimos  e podemos influenciar.. Vamos as ruas!!!! Temos motivos humanitários para isso!!!!

Não é possível que o amor ao próximo e ao país, de muita gente, manifestado na sua indignação política nesses dias, seja apenas pautado pela porcaria dessa Rede Globo!!!

Apesar de saber muito bem como as coisas funcionam, eu, contraditoriamente, me recuso a acreditar, meu Deus do céu!!! Peço desculpas pela exortação, mas vamos ver isso, vamos olhar pra isso!!!!

Eu quero fazer uma força pra não ser incisivo demais nesse momento, mas tá difícil. Me dói muito ter que concordar integralmente com as palavras de Lúcio de Castro, ditas hoje; mas acho que elas podem servir de um poderoso alerta nesse momento, mostrando que o brado seletivo contra a violência talvez seja ainda pior do que o silêncio total:

"Foram não-brasileiros que morreram ontem, é chato falar, mas grande parte dessa classe média que saiu nas ruas contra a corrupção, deveria olhar um pouco a sua conduta, quando fecha as janelas e desliga as luzes quando a Rocinha desce pra reivindicar saneamento básico no lugar de teleférico; quando clamam fervorosos por mais justiça para os políticos que estão em Brasília, mas se silenciam diante da barbárie que acontece debaixo dos seus narizes aqui no Rio de Janeiro"

Lúcio de Castro é jornalista esportivo, historiador..

 e ser humano.

sem mais.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ministério Público irá investigar a chacina da Maré?

Ou esse negócio de PEC 37 é mais uma ilusão e o MP só investiga o que a Globo e classe média  mandam?!

Justiça de classe, eu já vi esse filme antes..

CPI dos ônibus, vamos pressionar!

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/06/25/falta-de-quorum-derruba-sessao-da-camara-que-instalaria-cpi-dos-onibus/

A Globo esculacha a política e não quer reformá-la

Se reformar, a soberania popular se torna mais legitima, musculosa, representa melhor os interesses do povo. Plebiscito, Constituinte exclusiva, não !

A questão do plebiscito e da Constituinte exclusiva para a reforma política e eleitoral expôs a monumental hipocrisia da Big House.

A Big House gosta do povo nas ruas, para derrubar a Dilma.

Para ir a um plebiscito, jamais !

Nessa dialética, Fernando Henrique é o Tartufo em sua mais cristalina essência.

E a Globo ?

Nenhum instrumento da Big House esculacha mais a Política e os Políticos do que a Globo.

Mais que o Supremo do Gilmar.

O Alexandre Maluf Garcia, na verdade, é o mais inofensivo nesse ataque implacável: ficou manjado.

Denúncias de aumentos de salários, maracutaias generalizadas, escândalo do painel, Emenda Tio Patinhas, falta ao serviço, corrupção deslavada…

Mas, na hora de convocar o plebiscito que o Presidente do Supremo parece preferir, aí, não !

Para que reformar a Política e a a forma de eleger os Políticos ?

Não, deixa como está a patifaria emplumada.

Por que a tartufice, amigo navegante Ricardo ?

A Globo esculacha a política e os políticos para desqualificar a representação popular, a soberania popular, a única que legítima a Democracia e as Leis.

A Globo tenta tirar um pedaço da soberania popular, reduzir seu tamanho.

E, com isso, transferir o controle o Estado para ela, Globo, seus colonistas (*) e especialistas – aqueles multi-embusteiros que entendem nada de tudo.

A Globo esculacha a Política e os Políticos, porque, assim, ela desloca o poder para os economistas dos bancos, que preferem as atas do Banco Central a qualquer Constituição.

E levar o poder ao Supremo Tribunal Federal, onde, em última instância, planeja dar um Golpe Paraguaio.

Agora, Ricardo, na hora de fazer a reforma do que ela condena, aí, não !

Se reformar piora !

Se melhorar fica ruim.

Se reformar, a soberania popular se torna mais legítima, musculosa, representa melhor os interesses do povo.

Plebiscito, Constituinte exclusiva, não !

A Globo, a bordo de iluminados helicópteros, com microfones encapuzados, estimula a anomia.

Para derrubar a Dilma diante um Congresso impotente.

E os bancos e o Supremo, no pelotão da frente, assumem o controle.

É o que a Globo e os tartufos maiores e menores querem, Ricardo.

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/06/25/a-globo-esculacha-a-politica-e-nao-quer-reforma-la/

Polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela

São os nossos irmãos!!!! Cadê o "gigante" nessas horas??? Cadê aos sócios do Mark Zurcherberg??!

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-06-25/nova-holanda-quantos-morreram-na-favela-quantos-mais-vao-morrer.html

Urgente!!! Polícia promove chacina na Maré!!

Após protestos polícia realiza chacina na Maré
Moradores da Maré expulsam o Caveirão durante Protesto!!!! Vamos ficar atentos às próximas ações da polícia do Cabral!
Cerca de mil moradores da Rocinha e do Vidigal saem em passeata até o Leblon
Manifestantes pedem o fim da violência policial na favela mas não tem apoio da classe média

A notícia da manifestação de moradores da Rocinha, na tarde desta terça-feira, provocou o fechamento das portas do Fashion Mall, em São Conrado, mais cedo. Por precaução, o shopping encerrou as atividades por volta das 14h30m.

Entenda a PEC37

MP: que órgão é esse que se supõe acima da Constituição e da lei?
 
O Ministério Público não pode ter a função legal de encontrar “aquilo que quer procurar”, como muito bem disse o colunista  da Isto é, Paulo M. Leite
Além de uma distorção absurda, isso é uma aberração institucional, um atentado contra a sociedade.
É preciso dizer um não a tentativa de conferir a uma  instituição que já é seletiva um caráter totalitarista que usurpa poderes extirpando os direitos do cidadão garantindos na constituição federal
Um não ao superempoderamento de um órgão que hoje carece muito mais de uma profunda revisão na sua  maneira de atuar nos últimos 20 anos aqui no Brasil
leia o texto vale a pena!

PEC 37: Globo quer retirar do cidadão o poder de decidir por si só

Texto obrigatório!

Viva a Reforma Política, chorem amargamente os golpistas de sempre!

Vamos lutar pelo plebiscito e para que os governos estaduais cumpram a determinação de  100% dos royalties para a educação. Vamos exigir a fiscalização nas cidades dos R$ 50 bilhões de reais de investimentos em transportes anunciados pela presidenta; e finalmente cobrar a saúde , que exige mais recursos.

Antes uma pergunta: Por que a mídia e a oposição estão ferrenhamente contrários a proposta da RP?
Sabem por que? Por que o PSDB e o DEM se recusam a aprovar qualquer reforma política, inclusive a já aprovada pelo Senado com financiamento público e voto em lista, fim das coligações proporcionais e outras medidas.

FHC, acordou sabe-se lá de que tumba,  pra dizer, acreditem!_ que a proposta de plebiscito e constituinte é autoritária. Como assim, cara dura? Quer Dizer que consultar o povo, devolver ao povo o poder de decisão, é autoritário?! Isso “é típico do DNA tucano elitista e temeroso da soberania popular”.
Quem fala em nome do Brasil são as urnas, o voto soberano popular. Por que será que o PSDB e a mídia temem as urnas e o Plebiscito?

Não se trata de uma discussão jurídica e constitucional, como a Globo News (*mais golpista do que nunca!), achando que somos todos uns perfeitos idiotas, tenta fazer parecer.  Na verdade, a oposição midático-partidária  não quer devolver o poder ao povo.
Temem o povo. Não querem que o povo faça aquilo que eles bloqueiam no Congresso Nacional, a Reforma Política. Eles só conhecem um caminho: O do golpe, assombrando a classe média desinformada com sua “agenda odidosa do fim do mundo” para entrarem com tudo!!

Viva a Reforma Política, chorem os golpistas de sempre!

Reforma Política: Dilma acorda e tira a máscara da direita

O texto abaixo  ale muito a pena: Pra quem não entende porque a nossa direita é antidemocrática e só conhece o golpe, vale a pena parar e ler: Vejam o desespero da midiática (Globo-Veja) e da direita partidária ( PSDB -DEM) com a pauta progressista anunciada pela presidente Dilma.
 
"A proposta que gerou a reação mais dura e imediata da oposição de direita foi a da convocação, por meio de plebiscito, da Assembleia Constituinte exclusiva para fazer uma “ampla e profunda reforma politica que amplie a participação popular e os horizontes da cidadania” – como enfatizou a presidenta. PSDB, DEM e PPS temem a ampliação e a radicalização da democracia. Juntamente com a mídia golpista, estes partidos tentam desmoralizar a política para retornar ao poder. Eles são contra mudanças no sistema político e eleitoral, como a proibição do financiamento privado das campanhas e a adoção de mecanismo de maior transparência e participação da sociedade"