Tá chegando a
hora, Brasil!
http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/o-dia-d-da-internet-3543.html
terça-feira, 29 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Enquanto a burguesia discute o black bloc; na periferia, filho chora e mãe não vê
Que sociedade é essa?!A violência no asfalto, dependendo da onde vem, é entendida psicologicamente e tolerada intelectualmente.
Enquanto se fica discutindo a ação anônima e classe média dos blackblocs no centro de SP e na Av. Paulista, quebrando vidraças e destruindo caixas eletrônicos p/ postar no Facebook, nas periferias os moradores se revoltam contra a Polícia, como sempre.
Enquanto se fica discutindo a ação anônima e classe média dos blackblocs no centro de SP e na Av. Paulista, quebrando vidraças e destruindo caixas eletrônicos p/ postar no Facebook, nas periferias os moradores se revoltam contra a Polícia, como sempre.
Isso não é nenhuma novidade. Ninguém usa máscara ninja. Ninguém se denomina black bloc. Os "manifestantes" são presos ou morrem. E não há nenhum advogado esperando. Essa guerra não é feita com bala de borracha, spray de pimenta e nem é transmitido pela mídia ninja.
Aqui é vida real e rotineira. Aqui se mata. Sem motivo.
A violência sem limites dos moleques de preto já passou dos limites!!
“Após o
espancamento do seu oficial, o que a Polícia Militar deve fazer, daqui por
diante: Identificar os cabeças que comandam o vandalismo nas cidades,
prendê-los e leva-los a julgamento por formação de quadrilha. E que recebam
penas severas. A agressão a um oficial da PM – ainda mais nas circunstâncias
relatadas - é uma quebra de ordem gravíssima.. Se não houver punição
exemplar, essa maluquice irá se espalhar como um rastilho de pólvora.
Não há
o que justifique o quebra-quebra e o vandalismo. A “revolta” dos black blocs
contra o status quo é a mesma que estimula as torcidas organizadas a lincharem
os rivais em eventos esportivos, o espancamento de gays, os movimentos de
manada: é a celebração irresponsável da violência pela violência. Não se deve
embarcar nessa tentativa de legitimação política contra as mazelas sociais.
Houvesse um fato pontual que justificasse um momento de indignação coletiva, vá
lá; mas é um movimento sistemático de violência contra tudo ou contra nada.”
(Luis Nassif)
Mais do que apoiado. Repúdio total a esses caras que agora já mostraram que são capazes até de matar. Antes que choremos as primeiras mortes. Não a violência sempre, da banca de jornal a tentativa de homicídio.
O inacreditável Ministério Público Brasileiro
E a turma que caiu no conto da
Globo e foi gritar contra a Pec 37 nas ruas, como fica agora?
Quer dizer que
o mesmo Procurador que falhou nas investigações do caso Alstom (pagamento de
propinas a políticos do PSDB no chamado Trensalão) em SP é tb apontado como um
dos responsáveis pela falta de conclusão das apurações sobre as ilegalidades da
famigerada operação satiagraha, que hoje aguarda julgamento pelo STF?! E o que dizer da massa revoltada que foi às
ruas, movido pela Globo, gritar contra a PEC 37?! Ah, a Rede Globo não tem dado
a importância que o caso merece, apesar de ter dado um prejuízo aos cofres
públicos de R$500 mi por quase 22 anos? Uma indústria do crime se instalou em
São Paulo e nada. Ah, entendei, não tem
ninguém do PT envolvido e por isso não interessa.
Vejam vocês o
ilibado procurador. Um homem íntegro, implacável com a corrupção... que sai no JN.
Viva o Brasil!
E os outros brasileiros, presidente Dilma?
Embora tenha achado a atitude da presidente de prestar, via Twitter, solidariedade ao Coronel covardemente linchado em SP , não dá pra negar que ela fez sim uma escolha ao se pronunciar, já que o Coronel não é a única vítima de violência desses protestos.
E os pequenos comerciantes que choram suas lojas e bancas de jornais depredadas?
E aquele motorista de ônibus em estado de choque que foi obrigado a descer quando eles atearam fogo em plena Rio Branco e disse que por um milagre não ficou preso ali na cadeira?
E o passageiro desse mesmo ônibus que foi ferido na cabeça ao tentar sair as pressas do veículo em chamas?
E aquele pm que quase foi assassinado no Rio em junho de tanto chute e porrada que ganhou na cabeça?( ah, ali era um reles soldado e não um coronel)
E os professores do RJ que sofreram ensanduichados na guerra deles com a polícia.
E a menina Juliane, estudante da escola pública, baleada na manifestação na Favela de Manguinhos, por onde não se viu black blocs, a turma dos mascarados, nem mídia ninja? Aliás, que no dia seguinte, não recebeu a ilustre visita de um agente da lei do Estado, como aconteceu com o jovem de mesma idade baleado de raspão na semana anterior.
É claro que há um recorte aí, Dilma é a presidente do Brasil, sabe muito bem o peso de cada dedo em cada vírgula daquele teclado .
Temos como cidadãos que exigir da presidente que se pronuncie também contra a violência exercida contra a classe trabalhadora e a favela no caldo das manifestações burguesas que estão rolando por aí.
domingo, 27 de outubro de 2013
Precisamos apoiar o sindicato, nesse momento.
Apoiar não significa simpatizar ou concordar, eu mesmo tenho restrições enormes a linha de conduta deles , mas esse é um momento em que devemos ter a grandeza de deixar as divergências de lado e se unir enquanto categoria, pois o que está sendo atacado e ameaçado não é apenas grupo de pessoas, mas sim um sindicato de uma classe trabalhadora. O fascismo e todas as ditaduras sempre começam minando logo de cara toda qualquer forma de organização do proletariado, para, em seguida, destruí-la de vez.
Primeiro foram as bandeiras dos partidos políticos, depois a agressão a repórteres, agora o ataque a um dos maiores instrumentos legítimos de luta dos trabalhadores é também atingido.
Partidos corrompidos? escolha melhor seus representantes e fiscalize as suas ações diárias pra não ver a sua hipocrisia refletida ali dentro.
Mídia reacionária e golpista? Lute pela democratização dos meios, pare de replicar açodadamente as bobagens que vem de lá, mas jamais cale uma voz, qualquer que seja, na base da porrada.
Sindicato inoperante, aparelhado, ou o que seja? Lute para transformá-lo pelos canais democráticos, questione sua legitimidade na base, propondo ideias e pleiteando inclusive o novo ali dentro.
Mas o que não podemos e nos calar diante daqueles que propõe de forma violenta o seu aniquilamento. Esse espaço não se calará
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Daniel na cova dos Leões
Fé é a convicção plena dos fatos que se esperam e a certeza das coisas que não se veem. Ou se tem ou não se tem. A Bíblia diz que é o dom gratuito de Deus, as pessoas, que remove montanhas; eu acrescentaria dizendo que é fundamental para a vivificação permanente do homem, a paz interior e a segurança nossa de cada dia.
Nada tem a ver com religião. Religião significa re-ligação, uma volta do homem ao sagrado da maneira mais equivocada possível, uma tentativa tola de explicar o indefinível, tocar o intangível e de ver exprimir o inefável. Kant dizia ser "absolutamente necessário se convencer da existência de Deus, mas nunca igualmente necessário que se demonstre."
Um grande exemplo de fé é o de Daniel (no Antigo Testamento), que após inúmeras tentativas frustradas de sábios, adivinhadores, magos e outros “previsólogos”, fora chamado a presença do Rei Nabucodonosor, a fim de interpretar sonhos recorrentes que o perturbavam dias e noites. O jovem teve êxito no seu intento, e foi imediatamente aclamado príncipe da corte, o que logo despertou a inveja de muitos que, não achando ocasião contra ele, armaram uma cilada que o levou a dormir na cova com vários leões famintos. No dia seguinte Daniel estava ileso, sem nenhum arranhão. A sua fé o salvou. (Dan 3,45)
Nos dias de hoje, a história de Daniel pode soar completamente inverosímel. O homem moderno parece estar cada vez mais distante de si mesmo, e por extensão do que está fora de si, parece viver descolado da transcendência.Sabiamente, nos admoestava Bob Marley em uma de suas canções: "...but now it`s too late, you see man have lost their faith."
Mesmo assim, a façanha de Daniel, independentemente do caráter simbólico que possa assumir, pode ser bastante inspiradora, já que muitas vezes nos vemos presos à outros "cárceres", e com "leões" muito mais violentos que o da passagem e, nesses momentos de turbulência, não são poucos os que sucumbem às circunstâncias.
Mas como o assunto é fé, e este é um terreno muito subjetivo, não há muito o que questionar, tentar impor ou preceituar, como já disse, é simples: Ou se tem ou não se tem. Na verdade é quase uma escolha que o homem faz , que se traduz, em última análise da seguinte maneira: Deixar vir à tona todas as suas potencialidades, ou se resignar com o que "acha" que tem. Lembram daquele carrinho de bate-bate do Tivoly Parque, que só andava direitinho porque estava ligado por um fio grande à um teto de arame? Assim caminha o homem de fé pela cidade, na carência ou na plenitude, alegre ou triste, pra cima ou pra baixo, não importa a variação, pois vive a plena certeza dessa ligação; seja ela qual for, de um Deus que está no mais alto dos céus, ou no amor dentro do seu coração.
O homem de fé não precisa religar, não precisa ir buscar, não precisa conhecer nem entender nada, ele é diferente, ele viu o que ninguém vê, porque pra enxergar não usou os olhos e os ouvidos, mas o coração e toda a sua alma, aceitou e assim preferiu viver: Integrado, livre e em paz.
Aquele que crê, nos momentos mais adversos enxerga além do alcance justamente porque não está desperdiçando energia em querer ver, e ‘compreende’ tudo simplesmente por não estar a fim de saber. Um ser espiritual simplesmente é.
* * *
John Lennon dizia “que a vida é essa coisa que passa enquanto fazemos planos para o futuro”, eu penso que a vida plena nessa dimensão, aqui nesse planetinha pequeno, nos escapa quando fazemos força excessiva para saber. Isso me faz lembrar do nosso grande Mané Garincha, o anjo das pernas tortas. Alguém já se perguntou por que Garrincha foi o maior fenômeno da história do futebol? Garrincha só foi aquele jogador fora do comum, o gênio improvável, o que mais transcendeu a realidade nos gramados por que não estava entendendo absolutamente nada do que se passava. Jogar contra a Suécia e contra o São Cristóvão para ele era a mesma coisa. Na Copa do Mundo ou na várzea, quem ‘caísse’ pela lateral esquerda para marcá-lo não tinha sequer nome, era mais um João (como chamou a todos os seus marcadores).
Claro que, é justo e compreensível que nos chegue aquela dúvida: Como não saber se até a simples ideia do que somos é fruto do pensamento? Minha resposta pra isso, que nem sei se está certa é: Silenciando e deixando vir. Aceitar, mas aceitar na humildade, que tem coisas que jamais saberemos e tem coisas que não são mesmo pra gente saber. Diferentemente dos animais, o homem ganhou "asas" pra conhecer a si e ao o mundo, e voar até o mais alto dos céus, mas é justamente voo mais alto de sua mente que poderá impedi-lo de respirar o azul em todo seu esplendor.
O conhecimento das coisas dessa vida, muitas vezes pode nos gerar até o efeito reverso do que a nossa expectativa nos faz crer. Garrincha provavelmente não se destacaria na copa de 58, se soubesse que do outro lado enfrentaria um dos mais temidos laterais da época. Como se diz na gíria popular, Garrincha, literalmente “não tomou conhecimento, partiu pra cima e acabou com o jogo! Não dá nem pra dizer que o nosso “Mané” teve coragem, pois ele era de tal modo integrado a sua verdade, que o nível de confiança dele extravasava pelos poros e ele simplesmente ía, guiado pelo seu instinto.
As vezes o instinto humano pode gerar uma confiança que supera qualquer entendimento que se possa ter alcançado. O instinto se avizinha a intuição e nos dá movimento, ao passo que o conhecimento muitas vezes pode nos paralisar.
É semelhante ao sujeito que, pra fugir do afogamento, nada a braçadas longas no meio do redemoinho. O efeito é sentido, as braçadas são animadoras e ele se enche de esperança, de fato está avançando um pouco, usando toda a técnica que aprendeu, mas logo vem uma onda, e ele terá que dar novas braçadas e mais outras tantas, até cansar de vez e perceber que é inútil continuar, pois sequer saiu do lugar no meio de tanta força que fez.
O homem de fé é o matuto da pele rachada, que consegue sentir o mar pela cor, pelo cheiro e o barulho, tem a percepção sensorial de que aquela área mais clara e remexida é pra ser “esperada” e não “passada” e ele apenas se entrega, sua sintonia é perfeita, naturalmente será transportado para águas mais tranquilas e, aí sim, nadará com todo seu potencial em direção a praia.
A tentativa de transcender em vida quando podemos explicar, conceber, associar, fazer sentido é, talvez, uma das maiores ilusões desse mundo; de fato podemos experimentar, vez por outra, um conforto muito grande para alma, mas ele é temporário, findará na medida em que a mente humana for de encontro a novas inquietações e assim sucessivamente...
Voltando ao jovem Daniel, ele não conhecia o perigo que a vida colocara diante de seus olhos, não conhecia os leões e muito menos o cárcere, não se preparou para agir numa hora daquelas. Naquele momento de angústia, ele mau podia enxergar direito, mas uma coisa ele tinha certeza: Tudo o que ele era e o que nem sabia que podia ser, estava ali com ele. Antes de conhecer, Daniel confiou .
" ..tão certo quanto o erro de se barco a motor e insistir em usar os remos, é o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá por que não vemos."
(Daniel na cova dos Leões, Legião Urbana)
Democracia e violência - Pelo fim dos autos de resistência
"Se eles se acham relevantes porque estariam mostrando à sociedade brasileira uma das variantes da violência anárquica, é hora de que sintam de corpo presente o gosto da violência democrática. Prisão para eles, com ou sem resistência."
Para além do circo performático dos moleques de preto, e do show midiático das sininhos, barbudinhos e fantasiados em geral, vamos ao que realmente interessa a sociedade, a face pesada da violência de Estado, com anuência da classe dominante, que oprime a classe trabalhadora e os seus filhos nas favelas.
Eis uma notícia importante:
Eis uma notícia importante:
Está em pauta para votação na Câmara dos Deputados o projeto de lei 4471/12 terminando com os “autos de resistência” e de “resistência seguida de morte” pelos quais autoridades públicas davam cobertura legal às reiteradas práticas de violência policial. Como de hábito, as vítimas preferenciais do arbítrio eram os pobres, negros com freqüência.
ps: Só pra lembrar, na pré-ocupação do Alemão, 19 trabalhadores forma alvejados com sinais de execução. No dia seguinte O Globo estampa a foto do Rambo, como um herói, descendo a favela, com roupa camuflada e fumando charuto. Ele foi ovacionado pela mesma turma que aplaudia, na época, efusivamente o Tropa de Elite e seu sanguinário Capitão Nascimento. Esse mesmo Bope que agora é investigado pelo sumiço de Amarildo.
ps: Só pra lembrar, na pré-ocupação do Alemão, 19 trabalhadores forma alvejados com sinais de execução. No dia seguinte O Globo estampa a foto do Rambo, como um herói, descendo a favela, com roupa camuflada e fumando charuto. Ele foi ovacionado pela mesma turma que aplaudia, na época, efusivamente o Tropa de Elite e seu sanguinário Capitão Nascimento. Esse mesmo Bope que agora é investigado pelo sumiço de Amarildo.
Professor Wanderley Guilherme dos Santos, mais uma vez brilhante!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
A ignorância é vizinha da maldade
Esse episódio, guardadas as devidas proporções (claro), me
fez lembrar quando Bush invadiu o Iraque, pois "suspeitava" da
produção de armas químicas...O que aconteceu, todos nós sabemos.
Fora a barbárie de um o carro da polícia incendiado, a
destruição da estrutura física de um Laboratório, o sumiço de dados importantes
atrapalhando a ciência e comprometendo vidas de quem realmente precisa, essa
ação violenta pode ter causado danos ainda maiores, inimagináveis pelos que a
praticaram.
A única diferença dessas pessoas para Bush, é que elas
estavam ali bem intencionadas (mesmo que de boas intenções...enfim.)...mas o
mal que fizeram nos dois casos, isso foi por estarem ambos, certamente, fora
das suas consciências, só isso para conceber alguém que pratica e apoia a
violência sem medir as consequências e em nome de uma causa incerta!
Falando de modo figurativo: Bush vai pro Inferno, pois
é senhor da guerra, os ativistas, por serem , acredito, gente com amor no
coração, certamente irão aprender com essa lição. Como aquela moça que devolveu
o pen-drive, arrependida, chorando e sabendo muito bem que seu roubo poderia
comprometer a recuperação de pacientes com câncer.
Na era das manifestações burguesas, nesses tempos da
volta dos julgamentos medievais em que, parecemos estar vivendo, a internet se encarrega de fixar
os cartazes de "Procura-se vivo ou morto" nos postes...Cabeças pedidas, começa então a
corrida alucinada pelo justiçamento, feito pelas pessoas "de bem", arautos das
boas causas.
Humildade, canja de galinha e um pouquinho mais de cuidado com o que nos chega, ainda podem evitar muita coisa ruim para as nossas vidas.
Humildade, canja de galinha e um pouquinho mais de cuidado com o que nos chega, ainda podem evitar muita coisa ruim para as nossas vidas.
http://www.youtube.com/watch?v=Pg_Jk3LFjOE
Ligações perigosas: O que Fux e Cabral tem em comum
O que os dois cariocas tem em comum fora
a longa amizade, o desprezo total pela ética
na atividade pública e pela classe trabalhadora?
Ambos podem ser respectivamente os primeiros impeachemados tanto
no governo do Rio quanto no Supremo Tribunal Federal.
A malandragem carioca já foi mais respeitada..
Marxismo revisitado ganha força entre os jovens
Em tempos onde a simples suspeita de animais sofrendo mobiliza muito mais do que a certeza de crianças se prostituindo e entregues ao trabalho escravo.
Em tempos onde os holofotes em si mesmo e projetados artificialmente no outro são mais importantes do que o conteúdo real do ser humano
Em tempos onde a reforma agrária é jogada para escanteio por um governo que sempre caminhou ao lado dessa bandeira.
Em tempos onde médicos formados para salvar vidas parecem não se preocupar muito com esse "detalhe".
Em tempos onde a desigualdade social encontra ainda resistência velada, envergonhada ou hipócrita ao seu combate.
Em tempos em que a justiça, a segurança e a mídia ainda são controladas ou estão a serviço das classes dominantes.
Em tempos onde jovens destroem pontos de ônibus da classe operária calçando tênis adidas.
Em tempos onde a burguesia fala pela favela e, de forma arrogante e agressiva, tenta impor seu sentimento de revolta goela abaixo do povo brasileiro, acho que tá valendo muito a pena resgatar o velho barbudo...
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Uma-geracao-de-intelectuais-moldada-pelo-crash-de-2008-resgata-Marx-/4/29294
Em tempos onde os holofotes em si mesmo e projetados artificialmente no outro são mais importantes do que o conteúdo real do ser humano
Em tempos onde a reforma agrária é jogada para escanteio por um governo que sempre caminhou ao lado dessa bandeira.
Em tempos onde médicos formados para salvar vidas parecem não se preocupar muito com esse "detalhe".
Em tempos onde a desigualdade social encontra ainda resistência velada, envergonhada ou hipócrita ao seu combate.
Em tempos em que a justiça, a segurança e a mídia ainda são controladas ou estão a serviço das classes dominantes.
Em tempos onde jovens destroem pontos de ônibus da classe operária calçando tênis adidas.
Em tempos onde a burguesia fala pela favela e, de forma arrogante e agressiva, tenta impor seu sentimento de revolta goela abaixo do povo brasileiro, acho que tá valendo muito a pena resgatar o velho barbudo...
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Uma-geracao-de-intelectuais-moldada-pelo-crash-de-2008-resgata-Marx-/4/29294
Troque o seu cachorro por uma criança pobre
Filhote de beagle ou criança escrava: Quem foi mais longe na sua timeline?
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/troque-o-seu-beagle-por-uma-crianca-pobre/
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/10/19/filhote-de-beagle-ou-crianca-escrava-quem-foi-mais-longe-na-sua-timeline/
ps: Conhecemos uma sociedade não só valores que ela cultiva, mas também pelas prioridades que ela elege nos espaços que dispõe para falar.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/troque-o-seu-beagle-por-uma-crianca-pobre/
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/10/19/filhote-de-beagle-ou-crianca-escrava-quem-foi-mais-longe-na-sua-timeline/
ps: Conhecemos uma sociedade não só valores que ela cultiva, mas também pelas prioridades que ela elege nos espaços que dispõe para falar.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Manguinhos segue esquecida por todos, inclusive os manifestantes burgueses.
Cátia Guimarães, num artigo muito inspirado, diz quase tudo o que eu
gostaria de dizer. A ditadura midiática de O Globo tem sim sua cota de
responsabilidade na polícia assassina que entra na favela pra passar o rodo nas
pessoas. Mas, se a mídia opera na lógica da guerra, podem ter certeza que não
fala para o vento ouvir...A elite burguesa foi uma das maiores
"patrocinadoras" da dizimação em massa de negros e favelados que
vivemos no Rio de Janeiro nos, pelo menos, últimos trinta anos.
Com o fim da Ditadura Militar, a polícia passaria das mãos dos generais para
"as mãos" dos poderosos da Zona Sul maravilha. Foi servindo aos
interesses da burguesia carioca, como muito bem retrata Hélio Luz em notícias
de uma guerra particular, que a pm sofisticou seus métodos de guerra para
conter a violência do tráfico de drogas que começava ainda dar os primeiros
passos.
Um exemplo clássico disso foi o achincalhe geral que sofreu Leonel Brizola, o
único que tentou frear essa sanha doentia das elites e proibir policial de
chegar na favela atirando a esmo. Foi chamado de amigo de bandido e sua filha
de xincheira pra baixo. A população rejeitou Brizola nas urnas e elegeu Moreira
Franco, cuja principal bandeira era o "milagre" de acabar com a
violência em 6 meses. Para tanto, o recém empossado institui a chamada
"gratificação faroeste" onde, na prática, cada policial recebia uma
grana por cada bandido morto (na favela claro).
E não pensem que essa lógica mudou. Esse governador que aí está foi consagrado
nas urnas em 2010 por causa da sua política de segurança considerada exitosa. E
para os que acham que naquela época as pessoas da "boa sociedade" não
sabiam ainda sobre o pedreiro Amarildo, vale lembrar do cerco ao Alemão em que
boa parte da população, aplaudia o big brother global nos bares, e queria mais
é que a polícia entrasse chacinando geral.
A ainda se alguém acredita em mudança de consciência social, o texto da Cátia é
muito bom pra esclarecer de uma vez por todas a gente. Os jovens burgueses
estão aí, quentes, revoltados na rua com a desgraça sem fim que acham que está
esse país, estão aí a todo vapor inundando o Facebook, indo pra cima com os
black blocs, onde tenham professores ou cachorrinhos simpáticos...porém, não
foram vistos em Manguinhos.
Ali uma menina foi alvejada. Silêncio sepulcral nas ruas e nas redes. Ali, fora
o apoio da Fiocruz, não teve black blocs, não teve uma galera de máscaras pra
encarar os "hômi" não teve OAB, e muito menos um agente da lei do
Estado foi visitar Juliane no Salgado Filho, como acontecera com o jovem
Raphael, na clínica São Vicente na Gávea.
Amarildo virou um slogan, seu filho virou modelo, Paula Lavigne virou mundos e
fundos, preocupada com a sua família, tem até uma turma que quer virar uma
página da nossa história, e colocar seu nome na Ponte Rio-Niterói (o que de
fato não seria mal não). Mas o que vale é que o Rio de Janeiro continua o
mesmo. A mesma cidade partida, os mesmos mundos que não se encontram - De um
lado a favela, lutando sua causa sofrida, sozinha como sempre, enquanto a
burguesia, numa explosão de fúria (niilista?), faz a sua guerra (particular?)
chamando os holofotes para si por todos os canais de que dispõe.
Com o fim da Ditadura Militar, a polícia passaria das mãos dos generais para "as mãos" dos poderosos da Zona Sul maravilha. Foi servindo aos interesses da burguesia carioca, como muito bem retrata Hélio Luz em notícias de uma guerra particular, que a pm sofisticou seus métodos de guerra para conter a violência do tráfico de drogas que começava ainda dar os primeiros passos.
Um exemplo clássico disso foi o achincalhe geral que sofreu Leonel Brizola, o único que tentou frear essa sanha doentia das elites e proibir policial de chegar na favela atirando a esmo. Foi chamado de amigo de bandido e sua filha de xincheira pra baixo. A população rejeitou Brizola nas urnas e elegeu Moreira Franco, cuja principal bandeira era o "milagre" de acabar com a violência em 6 meses. Para tanto, o recém empossado institui a chamada "gratificação faroeste" onde, na prática, cada policial recebia uma grana por cada bandido morto (na favela claro).
E não pensem que essa lógica mudou. Esse governador que aí está foi consagrado nas urnas em 2010 por causa da sua política de segurança considerada exitosa. E para os que acham que naquela época as pessoas da "boa sociedade" não sabiam ainda sobre o pedreiro Amarildo, vale lembrar do cerco ao Alemão em que boa parte da população, aplaudia o big brother global nos bares, e queria mais é que a polícia entrasse chacinando geral.
A ainda se alguém acredita em mudança de consciência social, o texto da Cátia é muito bom pra esclarecer de uma vez por todas a gente. Os jovens burgueses estão aí, quentes, revoltados na rua com a desgraça sem fim que acham que está esse país, estão aí a todo vapor inundando o Facebook, indo pra cima com os black blocs, onde tenham professores ou cachorrinhos simpáticos...porém, não foram vistos em Manguinhos.
Ali uma menina foi alvejada. Silêncio sepulcral nas ruas e nas redes. Ali, fora o apoio da Fiocruz, não teve black blocs, não teve uma galera de máscaras pra encarar os "hômi" não teve OAB, e muito menos um agente da lei do Estado foi visitar Juliane no Salgado Filho, como acontecera com o jovem Raphael, na clínica São Vicente na Gávea.
Amarildo virou um slogan, seu filho virou modelo, Paula Lavigne virou mundos e fundos, preocupada com a sua família, tem até uma turma que quer virar uma página da nossa história, e colocar seu nome na Ponte Rio-Niterói (o que de fato não seria mal não). Mas o que vale é que o Rio de Janeiro continua o mesmo. A mesma cidade partida, os mesmos mundos que não se encontram - De um lado a favela, lutando sua causa sofrida, sozinha como sempre, enquanto a burguesia, numa explosão de fúria (niilista?), faz a sua guerra (particular?) chamando os holofotes para si por todos os canais de que dispõe.
Caso Royal: Linchamento, o lado sombrio da mente conservadora
Tribunais populares remontam a era
medieval
Se o Instituto Royal afrontou a lei,
que seja condenado por isto. Não por histerias coletivas que conduzem ao
linchamento, à aprovação do mesmo como forma de "justiça", ao
desrespeito às leis e ao princípio fundamental do direito, o do direito de
defesa.
A palavra final dos cientistas x o achismo dos ativistas
Mulher arrependida devolve pen drive que roubou com dados sobre pesquisas que salvariam vidas humanas.
Vídeo exclusivo no Boechat mostra a importância das pesquisas e o
comentário da ativista que admitiu ter sido influenciada pelos boatos sobre
maus tratos.
São pessoas bem intencionadas, sem dúvida, olham os curativos nos bichinhos, alguns recém saídos do processo de pesquisa, e acreditam que aquilo é sinal de violência. Mas não é.
Bom, acho que fica aí a lição para da próxima vez se cercarem melhor de informações. Pesquisas foram prejudicadas, carros incendiados, muita gente vai responder processo, e alguns cães agora correm até risco de vida.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/10/23/prefiro-acreditar-nos-cientistas-diz-ministro-sobre-testes-em-animais.htm
São pessoas bem intencionadas, sem dúvida, olham os curativos nos bichinhos, alguns recém saídos do processo de pesquisa, e acreditam que aquilo é sinal de violência. Mas não é.
Bom, acho que fica aí a lição para da próxima vez se cercarem melhor de informações. Pesquisas foram prejudicadas, carros incendiados, muita gente vai responder processo, e alguns cães agora correm até risco de vida.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/10/23/prefiro-acreditar-nos-cientistas-diz-ministro-sobre-testes-em-animais.htm
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Imperdível: O Globo x Mídia Ninja - vídeo do ano!!!
Esse debate é obrigatório e extremamente revelador.
Arriscaria dizer que, no final das contas, foi o debate sobre novas estruturas
midiáticas de parcialidade assumida versus as velhas formas de parcialidade
enrustida.
A sensacional discussão que se estabeleceu entre Mídia Ninja
e O Globo me lembrou muito, num dado momento, aquela canção do Raul Seixas: “Combate
o patrão no trabalho sem saber que o patrão sempre esteve em você”
Mas, sem dúvida, a “saia a justa” que coloca essa
Organização no seu devido lugar é o auge do debate. E são muitas ainda as
questões trazidas nesse vídeo.
Para começar, o editor de O Globo dizer que vivemos uma
democracia plena foi dureza de ouvir. Vivemos uma democracia em fase de aperfeiçoamento, áreas como segurança pública, comunicações e judiciário ainda estão contaminadas pelo ranço autoritário da ditadura. E a cabeça das nossas elites, idem.
A questão da agressão a jornalistas foi o tema mais
espinhoso que fundiu a cuca da rapaziada e fez a temperatura subir no final.
Esse argumento da legitimidade de se calar os jornalistas da
Globo pois eles são parciais, ou seja estão do lado de lá, magistralmente
captado pela intervenção da plateia, é perigosíssimo pois também dá o direito
de calar a Mídia Ninja, já que estaria igualmente de um lado (e um lado
controverso, embora demonstrem dificuldade em perceber isso) .
Imaginemos um operário que rala pra caramba pra sustentar a
família, tem um filho ali na faixa de 15 anos e toda vez que chega em casa,
cansado do trabalho, vê o moleque empolgado assistindo a cobertura engajada e
teatralizada da mídia ninja. Imaginemos que esse garoto resolve um dia ir as
ruas externar sua insatisfação e volta pra casa cheio de ferimentos. Esse
trabalhador, um dia saindo do trabalho, dá de cara com um protesto de
quebradeira geral e topa com um camarada fazendo sua cobertura, por uma questão
muito subjetiva, terá legitimidade para cobrir-lhe de porrada?!
Acho esse debate fundamental e isso ficou sem resposta ali.
Essa contradição que parece pequena, é importantíssima para compreensão de
"tudo isso que tá aí".
No mesmo exemplo, vejo eles falando da capa do Globo
extremamente violenta (asquerosa acrescento aqui), mas o que dizer de algumas
narrativas da MN que incentivam a violência de forma até debochada? Enfim,
coisas pra se pensar…
Gostei tb muito do minuto 52, onde se fala do campo de
batalha irracional que se tornou o Facebook. Da impossibilidade que essa nova
plataforma está mostrando de fazer um contraponto a mídia oficial por conta, ou
de replicar, em sua maioria, notícias escandalosas saída dos grandes veículos,
ou ainda de uma excitação alucinada que coloca a indignação e a raiva antes da
reflexão e do conhecimento, catapultando as pessoas pras ruas.
Com 1 hora de vídeo a pergunta da menina é absolutamente
genial! Vale o ingresso. A resposta do Ninja foi tão embaralhada e confusa que
pareceu, sem sacanagem, ter incorporado um Exu-Gabeira!
No minuto 46 o Felipe, mesmo entrando numa contradição
gigantesca com sua fala anterior (onde disse que os agressores de repórteres
tinham legitimidade) consegue dizer tudo o que eu penso: “Há que se ter a
consciência que o jornalista que está na ponta não é o editor chefe e que o
policial que tá na linha de frente não é o responsável pela militarização da
instituição em que trabalha e ganha o pão."
Eu me esforço pra entender e respeito muito o que esses
jovens trazem, mas penso que, guardadas as devidas situações terríveis que
ainda enfrentamos (e eles tem razão quanto a isso), vivem sob uma perspectiva
absolutamente singular sobre o momento atual do Brasil. Talvez no eixo
Higienópolis-Leblon o Brasil, de fato, nunca esteve tão na merda e precisa
urgente de uma revolução.
No caso do Raphuko, sua percepção sobre a favela é, na minha
opinião correta e demonstra sensibilidade. Mas, notem, isso não os
credencia, em hipótese alguma, a defender na base da violência a causa de lá.
Ouvir o que está acontecendo para além da Rocinha de Amarildo, e
respeitar as formas de se organizar e o que pensa e sente as comunidades seria
um bom caminho. Manguinhos fez uma manifestação forte outro dia, e não apareceu
black blocs, OAB nem "os mil e um iphones engajados".
Por que não estreitar esses laços e sair do lugar de
porta-voz da dor alheia? Lembro-me de ter visto na Maré, três senhoras
moradoras chamando a atenção de uma menina que gritava palavras de ordem
histericamente , dizendo para ela respeitar o luto que viviam naquele
dia. Um pouco de humildade e canja de galinha não fazem mal a
ninguém. Eu mesmo senti vergonha de, naquele dia, ter ajudado no coro que
tirou a repórter do RJTV de lá ; acho que temos todos muito que aprender...
Quanto a Globo é lamentável a sua atuação sempre, é
uma organização execrável, sem dúvida um dos maiores males de toda a
história do nosso país. O ranço ditatorial e reacionário está ali, impregnado,
e não vai ser uma confissão fajuta daquelas que vai enganar os cidadãos
brasileiros que tanto desprezaram ao longo da história.
O mais importante disso tudo é a riqueza desse debate.
Estamos chacoalhando o fundo nesse momento, e é natural que muita coisa venha a
tona mesmo, de todos os lados.
Educação se mete em roubada suprema em Brasília
Agora está explicado o fato de Cabral ter considerado traição esse estranho "surto 'justiceiro" do ministro.
Às 21h15m, o ministro do STF considerou “positivo” o acordo firmado e deu o tom da conciliação: a greve terá de chegar ao fim nas assembleias:– Os professores se comprometeram a realizar as assembleias para acabar com a greve. Se a deliberação for no sentido contrário, eles não poderão contar mais com o STF – disse Fux.
Ou seja, o que aconteceu hoje em Brasília foi uma acinte a categoria. Não bastasse a forma autoritária que os professores vem sendo tratados pelo Estado, agora, além de sair mais uma com uma mão na frente e a outra atrás, foram submetidos a decisão de um juiz que praticamente deliberou o fim da greve e ainda fez ameaça.
Ou aceitam esse nada que a gente tá dando pra vocês e voltam já pras salas de aula ou então não contem mais com Supremo Tribunal Federal Brasileiro. É isso?!
Estamos fux...e mal pagos, claro.
Às 21h15m, o ministro do STF considerou “positivo” o acordo firmado e deu o tom da conciliação: a greve terá de chegar ao fim nas assembleias:– Os professores se comprometeram a realizar as assembleias para acabar com a greve. Se a deliberação for no sentido contrário, eles não poderão contar mais com o STF – disse Fux.
Ou aceitam esse nada que a gente tá dando pra vocês e voltam já pras salas de aula ou então não contem mais com Supremo Tribunal Federal Brasileiro. É isso?!
Estamos fux...e mal pagos, claro.
Dilma finalmente pede desculpas oficiais a médico cubano
O profissional foi hostilizado no "corredor da xenofobia" formado por colegas brasileiros.
Não vamos nos esquecer da jornalista da Folha de São Paulo que disse que jamais seria atendida por uma médica com cara de empregada doméstica. No país da "cordialidade" onde o preconceito de cor e de classe social são as marcas maiores dessa elite de mentalidade escravocrata, isso, infelizmente, não surpreende.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/10/22/dilma-sanciona-mais-medicos-e-pede-desculpa-a-cubano-hostilizado/
Não vamos nos esquecer da jornalista da Folha de São Paulo que disse que jamais seria atendida por uma médica com cara de empregada doméstica. No país da "cordialidade" onde o preconceito de cor e de classe social são as marcas maiores dessa elite de mentalidade escravocrata, isso, infelizmente, não surpreende.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/10/22/dilma-sanciona-mais-medicos-e-pede-desculpa-a-cubano-hostilizado/
Educação: quem não se envolve não se desenvolve
O biólogo chileno que pode ensinar muito
pra gente
“Um corpo desequilibrado, descoordenado,
impotente, cria uma cultura desequilibrada, descoordenada e impotente. Enquanto
não reorganizarmos nossa condição biológica, enquanto não colarmos nossa existência
à sua força criadora, todas as mudanças em nossa cultura serão só a melhora do
que está ruim, e continuaremos a nos destruir, a perder a grande possibilidade
da vida plena e potente.”
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
A polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela
Ou melhor a pm atiçada em rua protegida
por advogados e iphones, é a mesma que vai ainda mais violenta pros becos
escuros da cidade onde filho chora e mãe não vê.
Depois do corre corre e da pancadaria geral, com os nervos a
flor da pele , eles provocam o policial até ele sair do sério e dizer a verdade
nua e crua sobre a função que a sociedade "lhe designou" durante décadas para preservar a paz social, que, no funfo, sabe qual é mas se horroriza quando
ouve .
Depois da noite de adrenalina, o jovem vai pra casa, postar suas fotos e tomar seu suco de laranja, já o PM, "esquentado" e cheio de raiva por ter que apanhar calado e ser esculachado
por playboy (que na cabeça dele é isso, além de maconheiro, é assim que pensam, podem ter certeza), mais hora menos hora vai pra favela descarregar essa adrenalina numa
jovem estudante, como a Juliane, de Manguinhos.
É a insanidade dessa violência, que estressa ainda mais um agente da lei despreparado e agressivo por natureza institucional, e onde um lado mais fraco sempre vai sofrer mais e a gente sabe bem qual é...Vejam:
Emir Sader: A melancolia da elite intelectual
Patético ver intelectuais melancólicos diante do Brasil de hoje. Uma parte deles, chegou à euforia quando FHC foi eleito. “Se alguém pode aplicar esse modelo com políticas sociais, será ele”- afirmou um deles. “Não preciso escolher entre Pelé e Garrincha”- disse outros, que fez campanha pelo Lula, mas correu assumir um ministério do no governo FHC, não sem antes anunciar “uma nova revolução democrática no Brasil”.
Era a projeção dos sonhos da intelectualidade paulista e da que se identifica com ela, como a elite da elite da elite brasileira. FHC chegava derrotando a esquerda, com uma bandeira que dava cores de modernização a um programa conservador. Propondo-se a “virar a pagina do getulismo” – melhor ainda, menos Estado, nada de populismo, fora sindicalistas, petistas, Lula, partidos de esquerda.
O diário da Barão de Limeira inaugurou um caderno especial – A “Era FHC”. Não precisou emprestar carros pro seu governo, mas emprestou todos os seus espaços e seu “dom de iludir”.
FHC saiu derrotado, com o rabo entre as pernas, como o político mais repudiado pelo povo brasileiro. Seus adeptos se refugiaram na melancolia. O diário da Barão de Limeira foi tirando do ar o caderno da Era FHC, sem nem noticiar seu fim e as razões. Seria um hara-kiri, da mídia e da elite paulista.
Para mal dos pecados, aquele governo foi substituído justamente por Lula e pelo PT – os inimigos que FHC pretendia ter derrotado, para o orgasmo da elite melancólica. O que fazer, além de esperar o fracasso do governo despreparado para governar? Se até FHC fracassou, o que o governo reservaria para o Lula?
Primeiro, as denuncias – misturadas, entre a direita e a ultra esquerda – da “traição” do Lula. Se confirmaria que para governar Lula teria que abandonar tudo o que a esquerda pregava. Teria que seguir a política econômica do FHC e sair como “traidor” do povo brasileiro, desmascarado. Derrota da esquerda por décadas.
O “mensalão” era a prova que faltava: além de incompetente, o novo governo assaltava o Estado e seria derrubado com a pecha de corrupto. Banquete que de novo unia a direita com a ultraesquerda, tendo como inimigos o governo Lula e o PT. Salivavam as elites melancólicas diante da perspectiva de limpar o campo e poder governar por décadas sem a moléstia da esquerda, do Lula, do PT e do movimento popular.
O que fazer diante do sucesso do Lula, dentro e fora do Brasil? Diante da sua capacidade para eleger e reeleger sua sucessora? Refugiar-se na melancolia. Dizer que tudo está ruim no Brasil, prestes a explodir. Que o povo se vendeu por bolsas família, por Minha Casa, minha vida, por empregos, salários, etc., etc.
Fazer o discurso escatológico de que o mundo está pior do que nunca, que o Brasil vai pro brejo, que o povo nunca aprende, que tudo pode ainda ficar pior, se o Lula voltar em 2018. E refugiar-se também nos espaços que a direita lhes reserva para esses lamentos na sua mídia.
Desencontrados do Brasil que melhora, da America Latina que avança – na contramão dos seus queridos EUA e Europa – só lhes resta um final resignado e resmunguento. Procurar algum candidato ou deputada que possa fazer alguma sombra ao governo. Porque ver triunfar ao Lula, ao PT, à esquerda, ao governo, é a estação final e melancólica da elite intelectual da nova direita.
Era a projeção dos sonhos da intelectualidade paulista e da que se identifica com ela, como a elite da elite da elite brasileira. FHC chegava derrotando a esquerda, com uma bandeira que dava cores de modernização a um programa conservador. Propondo-se a “virar a pagina do getulismo” – melhor ainda, menos Estado, nada de populismo, fora sindicalistas, petistas, Lula, partidos de esquerda.
O diário da Barão de Limeira inaugurou um caderno especial – A “Era FHC”. Não precisou emprestar carros pro seu governo, mas emprestou todos os seus espaços e seu “dom de iludir”.
FHC saiu derrotado, com o rabo entre as pernas, como o político mais repudiado pelo povo brasileiro. Seus adeptos se refugiaram na melancolia. O diário da Barão de Limeira foi tirando do ar o caderno da Era FHC, sem nem noticiar seu fim e as razões. Seria um hara-kiri, da mídia e da elite paulista.
Para mal dos pecados, aquele governo foi substituído justamente por Lula e pelo PT – os inimigos que FHC pretendia ter derrotado, para o orgasmo da elite melancólica. O que fazer, além de esperar o fracasso do governo despreparado para governar? Se até FHC fracassou, o que o governo reservaria para o Lula?
Primeiro, as denuncias – misturadas, entre a direita e a ultra esquerda – da “traição” do Lula. Se confirmaria que para governar Lula teria que abandonar tudo o que a esquerda pregava. Teria que seguir a política econômica do FHC e sair como “traidor” do povo brasileiro, desmascarado. Derrota da esquerda por décadas.
O “mensalão” era a prova que faltava: além de incompetente, o novo governo assaltava o Estado e seria derrubado com a pecha de corrupto. Banquete que de novo unia a direita com a ultraesquerda, tendo como inimigos o governo Lula e o PT. Salivavam as elites melancólicas diante da perspectiva de limpar o campo e poder governar por décadas sem a moléstia da esquerda, do Lula, do PT e do movimento popular.
O que fazer diante do sucesso do Lula, dentro e fora do Brasil? Diante da sua capacidade para eleger e reeleger sua sucessora? Refugiar-se na melancolia. Dizer que tudo está ruim no Brasil, prestes a explodir. Que o povo se vendeu por bolsas família, por Minha Casa, minha vida, por empregos, salários, etc., etc.
Fazer o discurso escatológico de que o mundo está pior do que nunca, que o Brasil vai pro brejo, que o povo nunca aprende, que tudo pode ainda ficar pior, se o Lula voltar em 2018. E refugiar-se também nos espaços que a direita lhes reserva para esses lamentos na sua mídia.
Desencontrados do Brasil que melhora, da America Latina que avança – na contramão dos seus queridos EUA e Europa – só lhes resta um final resignado e resmunguento. Procurar algum candidato ou deputada que possa fazer alguma sombra ao governo. Porque ver triunfar ao Lula, ao PT, à esquerda, ao governo, é a estação final e melancólica da elite intelectual da nova direita.
Libra derrotou os privatistas da direita midiática e partidária
Politicamente, a vitória obtida pelo Brasil no leilão não poderia ter sido maior.
A presença minoritária da Shell no consórcio da Petrobras jogou por terra todo o blá-blá-blá de que as regras eram inviáveis, que as empresas comerciais temiam a ingerência do governo, que a partilha era um modelo fadado ao fracasso.
A outra empresa privada, a Total, é muito ligada ao governo francês, que tem participação acionária e já se esperava que pudesse entrar no consórcio por razões estratégicas de abastecimento. Mas não a Shell.
Deixou de queixo caído todos os “mercadistas” que não entenderam que as americanas e inglesas caíram fora por conta da espionagem e a “dupla cidadania” da Shell – também holandesa – a deixou menos exposta ao escândalo.
Nem a Miriam Leitão tem o que falar sobre isso, agora ali fora do leilão que, tirando meia-dúzia de provocadores black blocs – são gente nacionalista.
A pressão vem de outros black blocs, os mascarados do mercado, que vêm vandalizando as ações da Petrobras faz tempo, sob a música de desastre que a mídia incessantemente toca para a empresa com mais reservas novas a explorar neste momento no mundo
Nada isso, entretanto, diminui meu otimismo com a exploração de Libra. Até porque, fora da parcela de lucro embolsada pela União, pela Petrobras e pelas outras empresas do consórcio, existe uma parcela imensa, de algo perto de US$ 300 bilhões, que vai ser apropriada pelo país na forma de salários, compras de insumos e de encomendas com o máximo possível de conteúdo nacional, como é tradição da Petrobras, e que, por isso, vai irrigar nossa economia com impostos e salários.
Nem falo, também, no horizonte de cooperação que ela abre com a China, que lentamente vai assumindo o seu papel de parceiro estratégico do nosso país.
O Brasil está de parabéns. Provamos que é possível juntar a defesa dos interesses nacionais, o controle de nossas matérias primas estratégicas, a eficiência tecnológica e operacional com a necessária captação de recursos para o desenvolvimento de nossa indústria petroleira.
ps: E a turma do Freixo, do Chico e da Heloísa Helena que chiaram pelos quatro cantos poderiam explicar agora que entreguismo é esse que não atraiu um americano?
A outra empresa privada, a Total, é muito ligada ao governo francês, que tem participação acionária e já se esperava que pudesse entrar no consórcio por razões estratégicas de abastecimento. Mas não a Shell.
Deixou de queixo caído todos os “mercadistas” que não entenderam que as americanas e inglesas caíram fora por conta da espionagem e a “dupla cidadania” da Shell – também holandesa – a deixou menos exposta ao escândalo.
Nem a Miriam Leitão tem o que falar sobre isso, agora ali fora do leilão que, tirando meia-dúzia de provocadores black blocs – são gente nacionalista.
A pressão vem de outros black blocs, os mascarados do mercado, que vêm vandalizando as ações da Petrobras faz tempo, sob a música de desastre que a mídia incessantemente toca para a empresa com mais reservas novas a explorar neste momento no mundo
Nada isso, entretanto, diminui meu otimismo com a exploração de Libra. Até porque, fora da parcela de lucro embolsada pela União, pela Petrobras e pelas outras empresas do consórcio, existe uma parcela imensa, de algo perto de US$ 300 bilhões, que vai ser apropriada pelo país na forma de salários, compras de insumos e de encomendas com o máximo possível de conteúdo nacional, como é tradição da Petrobras, e que, por isso, vai irrigar nossa economia com impostos e salários.
Nem falo, também, no horizonte de cooperação que ela abre com a China, que lentamente vai assumindo o seu papel de parceiro estratégico do nosso país.
O Brasil está de parabéns. Provamos que é possível juntar a defesa dos interesses nacionais, o controle de nossas matérias primas estratégicas, a eficiência tecnológica e operacional com a necessária captação de recursos para o desenvolvimento de nossa indústria petroleira.
ps: E a turma do Freixo, do Chico e da Heloísa Helena que chiaram pelos quatro cantos poderiam explicar agora que entreguismo é esse que não atraiu um americano?
A vergonha de um governo que não faz Reforma Agrária irá acabar na marra?
Providências
atrasadas é pouco, Dilma tinha que pedir desculpas públicas a população brasileira.
Vergonha nacional!!!
Após atravessar mais de dez
meses sem desapropriar um único imóvel rural para a reforma agrária, a
presidente Dilma Rousseff resolveu mudar. Na semana passada, disse a um grupo
de representantes de movimentos sociais que estava cobrando providências do
ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Petrobrás se prepara para ficar com maior parte de Libra
Com o Campo de Libra, o Brasil distribuirá R$ 279 bilhões para a saúde e a educação ao longo de 35 anos. Outros R$ 370 bilhões serão apropriados pela União.
http://tijolaco.com.br/index.php/petrobras-se-prepara-para-adquirir-a-maior-parte-de-libra/
http://tijolaco.com.br/index.php/petrobras-se-prepara-para-adquirir-a-maior-parte-de-libra/
Libra: Desenvolvimentismo que preserva a soberania nacional e traz divisas para o Brasil
Brasil e China iniciam a partir desta 2ª
feira uma parceria estatal das mais robustas, consistentes e estáveis do
século 21. A direita midiática, capitaneada por O Globo, chora
o que chama intervencionismo de estado, preferiam o entreguismo Neoliberal de
FHC, claro...
O retorno mais que compensa
ao país.
Os próximos 30 anos vão marcar o estirão produtivo e de encomendas do pré-sal.
Os encadeamentos das inversões em produção, refino, serviços e tecnologia somam valores da ordem de US$ 700 bilhões em investimentos.
Significa dizer que o Brasil ganhará novo peso econômico, tecnológico e geopolítico.
Peso este precificado desde já nas negociações com a China que precisa garantir seu abastecimento no século 21.
Estamos no umbral de uma parceria ancorada em investimentos bilionários, de retorno garantido, que envolve tecnologia sofisticada e matéria-prima escassa no mundo.
O Brasil detém dois dos três vértices desse triângulo. A China tem o capital e a sede de petróleo.
Mudou a condição do jogo.
E o Brasil tem o mando de campo neste caso.
A regulação soberana do pré-sal destina à Petrobrás o monopólio da operação: só ela retira o óleo do fundo do oceano, do qual o país continua sendo o único dono.
Os próximos 30 anos vão marcar o estirão produtivo e de encomendas do pré-sal.
Os encadeamentos das inversões em produção, refino, serviços e tecnologia somam valores da ordem de US$ 700 bilhões em investimentos.
Significa dizer que o Brasil ganhará novo peso econômico, tecnológico e geopolítico.
Peso este precificado desde já nas negociações com a China que precisa garantir seu abastecimento no século 21.
Estamos no umbral de uma parceria ancorada em investimentos bilionários, de retorno garantido, que envolve tecnologia sofisticada e matéria-prima escassa no mundo.
O Brasil detém dois dos três vértices desse triângulo. A China tem o capital e a sede de petróleo.
Mudou a condição do jogo.
E o Brasil tem o mando de campo neste caso.
A regulação soberana do pré-sal destina à Petrobrás o monopólio da operação: só ela retira o óleo do fundo do oceano, do qual o país continua sendo o único dono.
O pré-sal guarda 100
bilhões de barris; a Petrobrás, só ela, sabe como tirá-los de lá; a China
consome 10 milhões de barris por dia; não tem petróleo, mas dispõe de reservas
de dólar da ordem de US$ 3 trilhões.Essa contabilidade deve marcar por décadas
as relações entre os dois países.
Sobretudo, tende a
alargar a avenida industrializante indispensável ao trânsito
de um novo ciclo de desenvolvimento no país.
A ficha começa a cair entre os analistas da emissão conservadora.De forma talvez precipitada, eles comemoraram a ‘falta de interesse’ das petroleiras gigantes dos EUA e da Europa no primeiro leilão do pré-sal
“Culpa do intervencionismo intrínseco ao modelo de partilha”, festejaram os centuriões dos mercados desregulados
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Para onde estamos caminhando?
Caso Royal: Perícia não encontra registro de maus tratos nos animais
E agora? E essas pessoas que invadiram e retiraram 170 cães em nome de
uma causa particular? E a socialite
paulista que liderou o movimento, o que tem a dizer?
Saberá a dondoca mais do que os biólogos , veterinários e técnicos que
cuidavam dessa questão de perto?
E ainda, na carona disso e pra não perder o gancho, o que dizer da invasão no treino do Vasco que colocou em
risco sim a vida dos atletas?
E se essa moda pega? Suponhamos que eu seja um cinéfilo inveterado, o atendente da locadora sugere aquele filmaço, se não concordei com ele e o filme é de amargar eu vou lá e desconto minha indignação quebrando a vidraça do estabelecimento?
Quem vai mensurar isso, meu Deus? Quem poderá arbitrar em cima da "dor alheia" provocada pelo outro, seja ela uma pessoa, um grupo ou uma instituição?
Vamos virar todos Michael Douglas quando resolvermos a hora de ter o nosso Dia de fúria?
Vamos virar todos Michael Douglas quando resolvermos a hora de ter o nosso Dia de fúria?
Que sociedade é essa que estamos formando? Qual o limite
entre liberdade, noção de justiça e violência?
Então agora é assim que vai
vigorar no país das novas manifestações burguesas: Se um ou mais indivíduos se sentirem prejudicados de alguma forma, por um juízo extremamente
subjetivo, a solução será partir para o ataque, invasão, depredação, e porrada ?
Por favor, vamos cessar essa onda alucinada de violência enquanto
é tempo. Para onde estamos caminhando?!
Vamos voltar a era medieval? Resolvendo todas as nossas
querelas , no pau , na pedra e no confronto?!
Eu fico muito espantado com isso tudo. Com esse conceito de
liberdade que está vigorando aqui no Brasil do capitalismo tardio e mal copiado, o individualismo extremo agora
está sendo trocado pela lei do juízo próprio que se arvora no direito de fazer justiça pelas próprias mãos?
Isso é muito perigoso, vamos parar, ouvir a voz da sensatez,
antes que uma "consciência coletiva" perigosa se forme de vez e nos conduza a marchar todos juntos, de braços dados, para o precipício.
Não a violência em todas as suas formas. Ainda é tempo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Pelo impeachment imediato de Sérgio Cabral
Na guerra insana entre professores x policiais, que atraiu jovens com um potencial destrutivo avassalador, entre todos ódios que se comunicam, como bem disse Luiz Eduardo Soares, com a mídia e as redes sociais tensionando os corações das pessoas, o Estado tem agora a obrigação institucional de preservar o bem estar de toda a sociedade. Em meio ao sequestro geral das consciências e dessa guerra que só faz recrudescer e que, se seguir assim, nos conduzirá ao precipício, esse governador que aí está não tem autoridade moral, competência e desconfio até que sanidade mental suficiente para lhe dar com um quadro tão aterrador.
O Rio de Janeiro precisa de uma intervenção, não militar , mas sim no Palácio Guanabara.
Juliane não existe - o silêncio dos manifestantes
Protesto em Manguinhos termina com estudante baleada
Será que a jovem Juliane, que estava apenas exercendo seu livre direito a manifestação, sem máscaras, sem depredar nada, receberá o apoio das pessoas preocupadas com a violência policial nas redes sociais?
Será que assim como o menino rico que foi alvejado no meio do quebra-quebra, receberá a jovem favelada também a visita de um agente da lei no hospital público em que está internada?
Será que os advogados da OAB estarão presentes para lhe auxiliar como fazem com a turma do asfalto?
A resposta é conhecida: Não, Juliane não existe. "Amarildo" é o máximo que nossa elite consegue ir, e mesmo assim por um viés utilitário, pois saber o real paradeiro do pedreiro, suspeito de associação com o tráfico, certamente mobilizou menos do que a utilização de seu nome para fins reivindicatórios. O slogan superou o homem.
Juliane não existe, simplesmente porque Juliane não interessa. Juliane não é uma black bloc, não é uma "Sininho", é apenas uma jovem estudante revoltada com a truculência de uma policia assassina.
Ora, mas não é justamente essa a causa maior que a classe média está gritando agora nas redes? Contra os excessos dessa polícia que aí está?!
Juliana foi alvejada numa daquelas operações que sempre contou com a conivência histórica das " pessoas da boa sociedade". Seu caso é mais um que faz parte da velha lógica: Mantém o pobre, preto e favelado lá dentro e deixa o sul maravilha viver a sua felicidade segregada em paz. O que acontece lá, a gente vai fingindo que não vê.
Assim a polícia foi formada, essa foi a incumbência que recebeu da classe dominante. "Na favela barbariza a vontade e dá o jeito de vocês pra segurar eles lá, e aqui embaixo a gente te suborna, te compra na esquina e quando houver invasão a gente apóia e até aplaude as mortes. O negócio sempre foi e ainda é garantir a ordem social a qualquer custo. Não a toa esse governador que aí está foi consagrado em sua reeleição na Zona Sul com a bandeira maior da segurança pública.
Como diz muito bem o delegado Orlando Zaccone, essas pessoas querem um estado policial...mas para o outro, jamais para si próprias. E o outro no RJ sempre teve nome endereço muito bem definidos, como tem a jovem moradora de Manguinhos
Nessas horas, não tem jeito, a cidade partida revela a sua face. Mil memes, charges, vídeos, fotografias, textos e discursos se desmoronam diante dos fatos.
E enquanto o povo trabalhador sai pra mais um dia de luta sem saber que horas volta, enquanto na favela essa polícia que foi "esquentada pela rapaziada" no centro da cidade largo o aço de verdade nas pessoas, segue no Facebook a guerrinha particular dos 'descolados' até o próximo protesto de alguma categoria sofrida como a dos professores, onde desembarcarão com suas máscaras, mochilas equipadas, máquinas de ponta, seus personal-lawyers e muita arrogância para começar tudo de novo...
http://racismoambiental.net.br/2013/10/adolescente-e-baleada-em-protesto-apos-morte-de-jovem-familia-acusa-pms-de-upp/
Será que a jovem Juliane, que estava apenas exercendo seu livre direito a manifestação, sem máscaras, sem depredar nada, receberá o apoio das pessoas preocupadas com a violência policial nas redes sociais?
Será que assim como o menino rico que foi alvejado no meio do quebra-quebra, receberá a jovem favelada também a visita de um agente da lei no hospital público em que está internada?
Será que os advogados da OAB estarão presentes para lhe auxiliar como fazem com a turma do asfalto?
A resposta é conhecida: Não, Juliane não existe. "Amarildo" é o máximo que nossa elite consegue ir, e mesmo assim por um viés utilitário, pois saber o real paradeiro do pedreiro, suspeito de associação com o tráfico, certamente mobilizou menos do que a utilização de seu nome para fins reivindicatórios. O slogan superou o homem.
Juliane não existe, simplesmente porque Juliane não interessa. Juliane não é uma black bloc, não é uma "Sininho", é apenas uma jovem estudante revoltada com a truculência de uma policia assassina.
Ora, mas não é justamente essa a causa maior que a classe média está gritando agora nas redes? Contra os excessos dessa polícia que aí está?!
Juliana foi alvejada numa daquelas operações que sempre contou com a conivência histórica das " pessoas da boa sociedade". Seu caso é mais um que faz parte da velha lógica: Mantém o pobre, preto e favelado lá dentro e deixa o sul maravilha viver a sua felicidade segregada em paz. O que acontece lá, a gente vai fingindo que não vê.
Assim a polícia foi formada, essa foi a incumbência que recebeu da classe dominante. "Na favela barbariza a vontade e dá o jeito de vocês pra segurar eles lá, e aqui embaixo a gente te suborna, te compra na esquina e quando houver invasão a gente apóia e até aplaude as mortes. O negócio sempre foi e ainda é garantir a ordem social a qualquer custo. Não a toa esse governador que aí está foi consagrado em sua reeleição na Zona Sul com a bandeira maior da segurança pública.
Como diz muito bem o delegado Orlando Zaccone, essas pessoas querem um estado policial...mas para o outro, jamais para si próprias. E o outro no RJ sempre teve nome endereço muito bem definidos, como tem a jovem moradora de Manguinhos
Nessas horas, não tem jeito, a cidade partida revela a sua face. Mil memes, charges, vídeos, fotografias, textos e discursos se desmoronam diante dos fatos.
E enquanto o povo trabalhador sai pra mais um dia de luta sem saber que horas volta, enquanto na favela essa polícia que foi "esquentada pela rapaziada" no centro da cidade largo o aço de verdade nas pessoas, segue no Facebook a guerrinha particular dos 'descolados' até o próximo protesto de alguma categoria sofrida como a dos professores, onde desembarcarão com suas máscaras, mochilas equipadas, máquinas de ponta, seus personal-lawyers e muita arrogância para começar tudo de novo...
http://racismoambiental.net.br/2013/10/adolescente-e-baleada-em-protesto-apos-morte-de-jovem-familia-acusa-pms-de-upp/
Brasil melhorou significativamente nos últimos dez anos mas em algumas áreas não avançou quase nada. Vamos seguir cobrando!!!
Os dez anos de governos desenvolvimentistas
proporcionaram avanços significativos mas também deixaram pendentes desafios
que precisam ser enfrentados com urgência para se garantir a democratização
plena do país.
Para o sociólogo Emir Sader, o Brasil combateu
a ditadura política clássica, democratizou os direitos sociais, mas, para
avançar, precisa acabar com as ditaturas do dinheiro, da terra e da palavra,
além de aprimorar seu sistema eleitoral.
Para explicar as conquistas e desafios brasileiros do período, analisadas no livro que organizou e que conta com a participação de 21 intelectuais da esquerda brasileira, Emir traçou o panorama dos últimos 50 anos de um mundo que deixou de ser bipolar para se tornar unipolar, sob a hegemonia imperial norte-americana.
Para explicar as conquistas e desafios brasileiros do período, analisadas no livro que organizou e que conta com a participação de 21 intelectuais da esquerda brasileira, Emir traçou o panorama dos últimos 50 anos de um mundo que deixou de ser bipolar para se tornar unipolar, sob a hegemonia imperial norte-americana.
ps: O combate ao capital especulativo , a
Reforma Agrária, a Reforma Política e o
combate ao abusivo monopólio midiático são sem dúvida prioridades, mas creio que o sociólogo
esqueceu de mencionar ainda a situação insustentável de nosso sistema prisional
, verdadeiras marmorras medievais, a desmilitarização urgente da polícia
militar, e por fim a federalização da Educação básica, tirando dos abutres
locais o gerenciamento do futuro do nosso Brasil
Novo na política seria aumentar o imposto dos ricos e fazer a Reforma Agrária
A "novidade" de Marina acabou se revelando: Defendeu tripé econômico de FHC e se aliou a velhas oligarquias que combateu.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Novo-na-politica-seria-aumentar-o-imposto-dos-ricos/4/29222
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