sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Para onde estamos caminhando?

Caso Royal: Perícia não encontra registro de maus tratos nos animais
E agora? E essas pessoas  que invadiram e retiraram 170 cães em nome de uma causa particular? E  a socialite paulista que liderou o movimento, o que tem a dizer? Saberá a dondoca mais do que os biólogos , veterinários e técnicos que cuidavam dessa questão de perto?

E ainda, na carona disso e pra não perder o gancho, o que dizer da invasão no treino do Vasco que colocou em risco sim a vida dos atletas?

E se essa moda pega? Suponhamos que eu seja um cinéfilo inveterado, o atendente da locadora sugere aquele  filmaço, se não concordei com ele e o filme é de amargar eu vou lá e desconto minha indignação  quebrando a vidraça do estabelecimento?

Quem vai mensurar isso, meu Deus? Quem poderá arbitrar em cima da "dor alheia" provocada pelo outro, seja ela uma pessoa, um grupo ou uma instituição?

Vamos virar todos Michael Douglas quando resolvermos a hora de ter o nosso Dia de fúria?

Que sociedade é essa que estamos formando? Qual o limite entre liberdade, noção de justiça e violência? 

Então agora é assim que vai vigorar no país das novas manifestações burguesas: Se um  ou mais indivíduos se sentirem  prejudicados de alguma forma, por um juízo extremamente subjetivo, a solução será partir para o ataque, invasão, depredação, e porrada ?

Por favor, vamos cessar essa onda alucinada de violência enquanto é tempo. Para onde estamos caminhando?!

Vamos voltar a era medieval? Resolvendo todas as nossas querelas , no pau , na pedra e no confronto?!

Eu fico muito espantado com isso tudo. Com esse conceito de liberdade que está vigorando aqui no Brasil do capitalismo tardio e mal copiado, o individualismo extremo agora está sendo trocado pela lei do juízo próprio que se arvora no direito de fazer justiça pelas próprias mãos?

Isso é muito perigoso, vamos parar, ouvir a voz da sensatez, antes que uma "consciência coletiva" perigosa se forme de vez e nos conduza a marchar todos juntos, de braços dados, para o precipício.

Não a violência em todas as suas formas. Ainda é tempo. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pelo impeachment imediato de Sérgio Cabral

Na guerra insana entre professores x policiais, que atraiu jovens com um potencial destrutivo avassalador, entre todos ódios que se comunicam, como bem disse Luiz Eduardo Soares, com a mídia e as redes sociais tensionando os corações das pessoas, o Estado tem agora a obrigação institucional de preservar o bem estar de toda a sociedade. Em meio ao sequestro geral das consciências e dessa guerra que só faz recrudescer e que, se seguir assim, nos conduzirá ao precipício, esse governador que aí está não tem autoridade moral, competência e desconfio até que sanidade mental suficiente para lhe dar com um quadro tão aterrador.

O Rio de Janeiro precisa de uma intervenção,  não militar , mas sim no Palácio Guanabara.

Juliane não existe - o silêncio dos manifestantes

Protesto em Manguinhos termina com estudante baleada
Será que a jovem Juliane, que estava apenas exercendo seu livre direito a manifestação, sem máscaras, sem depredar nada, receberá o apoio das pessoas preocupadas com a violência policial nas redes sociais?

Será que assim como o menino rico que foi alvejado no meio do quebra-quebra, receberá a jovem favelada  também a visita de um agente da lei no hospital público em que está internada?

Será que os advogados da OAB estarão presentes para lhe auxiliar como fazem com a turma do asfalto?

A resposta é conhecida: Não, Juliane não existe. "Amarildo" é o máximo que nossa elite consegue ir, e mesmo assim por um viés utilitário, pois saber o real paradeiro do pedreiro, suspeito de associação com o tráfico, certamente mobilizou menos do que a utilização de seu nome para fins reivindicatórios. O slogan superou o homem.

Juliane não existe, simplesmente porque Juliane não interessa. Juliane não é uma black bloc, não é uma  "Sininho", é apenas uma jovem estudante revoltada com a truculência de uma policia assassina.

Ora, mas não é justamente essa a causa maior que a classe média está gritando agora nas redes? Contra os excessos dessa polícia que aí está?!

Juliana foi alvejada numa daquelas operações que sempre contou com a conivência histórica das " pessoas da boa sociedade". Seu caso é mais um que faz parte da velha lógica: Mantém o pobre, preto e favelado lá dentro e deixa o sul maravilha viver a sua felicidade segregada em paz. O que acontece lá, a gente vai fingindo que não vê.

Assim a polícia foi formada, essa foi a incumbência que recebeu da classe dominante. "Na favela barbariza a vontade e dá o jeito de vocês pra segurar eles lá, e aqui embaixo a gente te suborna, te compra na esquina e quando houver invasão a gente apóia e até aplaude as mortes. O negócio sempre foi e ainda é garantir a ordem social a qualquer custo. Não a toa esse governador que aí está foi consagrado em sua reeleição na Zona Sul com a bandeira maior da segurança pública.

Como diz muito bem o delegado Orlando Zaccone, essas pessoas querem um estado policial...mas para o outro, jamais para si próprias. E o outro no RJ sempre teve nome endereço muito bem definidos, como tem a jovem moradora de Manguinhos

Nessas horas, não tem jeito, a cidade partida revela a sua face. Mil memes, charges, vídeos, fotografias, textos e discursos se desmoronam diante dos fatos.

E enquanto o povo trabalhador sai pra mais um dia de luta sem saber que horas volta, enquanto na favela essa polícia que foi "esquentada pela rapaziada" no centro da cidade largo o aço de verdade nas pessoas, segue no Facebook a guerrinha particular dos 'descolados' até o próximo protesto de alguma categoria sofrida como a dos professores, onde desembarcarão com suas máscaras, mochilas equipadas, máquinas de ponta, seus personal-lawyers e muita arrogância para começar tudo de novo...

http://racismoambiental.net.br/2013/10/adolescente-e-baleada-em-protesto-apos-morte-de-jovem-familia-acusa-pms-de-upp/


Brasil melhorou significativamente nos últimos dez anos mas em algumas áreas não avançou quase nada. Vamos seguir cobrando!!!

Os dez anos de governos desenvolvimentistas proporcionaram avanços significativos mas também deixaram pendentes desafios que precisam ser enfrentados com urgência para se garantir a democratização plena do país.

 Para o sociólogo Emir Sader, o Brasil combateu a ditadura política clássica, democratizou os direitos sociais, mas, para avançar, precisa acabar com as ditaturas do dinheiro, da terra e da palavra, além de aprimorar seu sistema eleitoral.

Para explicar as conquistas e desafios brasileiros do período, analisadas no livro que organizou e que conta com a participação de 21 intelectuais da esquerda brasileira, Emir traçou o panorama dos últimos 50 anos de um mundo que deixou de ser bipolar para se tornar unipolar, sob a hegemonia imperial norte-americana.


ps: O combate ao capital especulativo , a Reforma Agrária,  a Reforma Política e o combate ao abusivo  monopólio  midiático são sem dúvida  prioridades, mas creio que o sociólogo esqueceu de mencionar ainda a situação insustentável de nosso sistema prisional , verdadeiras  marmorras medievais,  a desmilitarização urgente da polícia militar, e por fim a federalização da Educação básica, tirando dos abutres locais o gerenciamento do futuro do nosso Brasil

Novo na política seria aumentar o imposto dos ricos e fazer a Reforma Agrária

A "novidade" de Marina acabou se revelando: Defendeu tripé econômico de FHC e se aliou a velhas oligarquias que combateu.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Novo-na-politica-seria-aumentar-o-imposto-dos-ricos/4/29222

Chico Buarque e o limite entre privacidade e liberdade de expressão

Chico Buarque é um misto de santo e super herói para muitos da minha geração, da do meu pai e da minha filha. Chico é aquele cara do qual muitos de nós adoraríamos ter como amigo de cerveja ou de pelada. Hábitos que ele ainda cultiva. Dizem que Chico também foi o sonhado genro de muitos da geração do meu avô. E sonhado príncipe de muitas e muitos da geração da minha mãe, das minhas amigas e até de amigas da minha filha. O cara é realmente fueda, sendo direto e reto.

Mas Chico não é santo e nem super herói. Alvissaras. E também não é um filho de uma @#@%* porque decidiu apoiar a cruzada artístico cultural mercadológica de Paula Lavigne, que há algum tempo se transformou na gerente do banco dos músicos de uma geração querida. Aliás, Paula Lavigne, que show deprimente o seu, hein? Tentar constranger alguém, como você fez com Bárbara Gancia, revelando em público sua homossexualidade é de envergonhar escroques da ditadura militar. Alguns deles eram mais respeitosos ao tratar da orientação sexual alheia. E isso não tem nada a ver com censura, liberdade ou pastéis de feira.


Bolsa Família ganha o Nobel Social!

Brasil é exemplo para o mundo na superação da miséria, combate a fome e redução da mortabilidade infantil

Brasil reduziu extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos

PIB aumenta R$ 1,78 a cada R$ 1 investido no Bolsa Família, diz Ipea
http://jornalggn.com.br/noticia/pib-aumenta-r-178-a-cada-r-1-investido-no-bolsa-familia-diz-ipea

Bolsa Família é modelo para programa que atende cinco mil famílias em Nova York

Além dos EUA, Honduras, El Salvador, Gana, Quênia e África do Sul criaram programas similares . Ao todo, 63 países enviaram equipes para conhecer o Bolsa.

"Este é um inovador programa de transferência de renda com condicionalidades que visa auxiliar os novaiorquinos a romper o ciclo de pobreza e é baseado em programas bem sucedidos ao redor do mundo", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ao anunciar o Opportunity NYC, em 2007



Bolsa Família levou cerca de 1,7 milhão de famílias brasileiras à superação da pobreza.

Transferência direta de renda tirou milhares de brasileiros da pobreza e mantém 17,5 milhões de crianças na escola
O programa Bolsa Família levou cerca de 1,7 milhão de famílias brasileiras à superação da pobreza. Este é o número total de famílias que deixaram de receber o benefício por aumento de renda desde 2003, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). 



Professores desmontam Dudu, o educador

Mentira tem perna curta.
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/10/17/professores-desmontam-dudu-o-educador/

Batalha das biografias: É proibido proibir?

Quando disse “não concordo com nada do que dizeis mas defenderei até a morte o direito de fazê-lo”, numa afirmação que se tornou um dos pilares da democracia moderna, Voltaire não estava se referindo a pistoleiros de reputações. Debatia ideias.

Por outro lado...

Acho absurdo dizer que personalidades públicas não tem direito a privacidade. Essa visão equivale a instituir uma ditadura de show biz sobre a vida social, ignorando que a Constituição garante a todo cidadão o direito a imagem e honra

Seguem três excelentes artigos sobre o tema:

Paulo Moreira Leite


Francisco Bosco


Pedro Dória

Sirens

http://www.youtube.com/watch?v=qQXP6TDtW0w

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A luta suada dos professores e a estranha impunidade dos mascarados

Enquanto jovens burgueses e Black Blocs promovem a sua guerrinha particular,  manifestantes da classe trabalhadora são obrigados a deixar as ruas  de forma arbitrária, já que eles é que determinam o toque de recolher. 

Na velha mídia e no Facebook  usa-se  e abusa-se da manipulação, passando a impressão de que as manifestações se resumem à ação da bandidagem. Ou seja, perde a democracia, perde o movimento de massa e os mascarados irresponsáveis atingem seu objetivo que é ocupar as manchetes dos meios de comunicação e rodar o face de cabo a rabo como heróis defensores das causas do seu povo. (B. do Miro- adaptado)

Nesta terça-feira (15), Dia do Professor, outra bela manifestação dos profissionais da educação foi totalmente ofuscada pela quebradeira promovida pela milésima vez por um bando mascarado, de nítida inspiração fascista, que atende pela alcunha de black bloc. Nem na ditadura os manifestantes escondiam o rosto. Mas parte da esquerda teima em glamourizar e até enxergar papel anticapitalista e revolucionário na ação desses grupelhos. Embora já tenha ultrapassado todos os limites em termos de vandalismo e violência gratuita, os tais black blocs continuam gozando de inaceitável impunidade. 

O máximo de desconforto a que são submetidos é uma detenção por algumas horas, pois logo são soltos com pagamento de fiança ou pela intervenção de advogados escalados pela OAB para defendê-los prontamente.

Fico imaginando o transtorno pessoal pelo qual eu passaria caso, de súbito, resolvesse me armar de uma barra de ferro e sair destruindo lojas e bancos na esquina aqui de casa, além de incendiar lixeiras e ônibus (aliás, pouca gente se deu conta de que tocar fogo em coletivos é tática típica de traficantes). Com certeza, seria em cana por não sei quanto tempo e enquadrado em vários artigos do código penal. Responderia a processo em liberdade, mas teria aborrecimento garantido ao longo da tramitação do processo até o julgamento. Sem falar no dinheiro para pagar um bom advogado criminalista.

Então, por que diabos os fascistas mascarados gozam de uma espécie de salvo conduto, de habeas corpus preventivo, para destruir em escala cada vez maior ? O sujeito, por saber que quebrar não vai dar em nada, esfrega as mãos torcendo pela manifestação seguinte, ávido inclusive para pôr em prática táticas de destruição cada vez mais ousadas. Outro dia um agência do Banco do Brasil, na Avenida 13 de Maio, foi dizimada pelos black blocs.

E nas paredes deixaram pichações ridículas como " Não vai ter Copa" e "Poder Popular". Ah, então ficamos combinados assim : nossos bravos "revolucionários" querem impedir a realização da Copa do Mundo no país do futebol e destroem as dependências de um banco público, responsável, por exemplo, pelo financiamento de vários programas voltados para o desenvolvimento do país, na cidade e no campo. Sem o apoio do Banco do Brasil, por exemplo, não existiria agricultura familiar e ao pequeno produtor só restaria penar nas mãos do agronegócio.

Dia desses estive num evento convocado pela OAB para debater a truculência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro contra manifestantes. Os representantes de movimentos sociais, entidades da sociedade civil e partidos políticos de esquerda ali presentes expressaram sua justa revolta e indignação contra as ações de uma polícia despreparada para lidar com os conflitos de classe e com as demandas sociais. Todos ainda estavam chocados com o episódio da votação do plano de carreira dos professores do município do Rio, quando a sede do Legislativo foi sitiada em pleno regime democrático, cercada por centenas de policiais, cães e grades.Tudo isso agravado por agressões contra professores, com bombas, gás de pimenta e muita porrada.

Palmas para iniciativa da OAB. Mas cabe a pergunta : não seria hora também de as representações da sociedade colocarem na ordem do dia a discussão sobre a atuação deletéria dos grupos mascarados para o avanço das lutas populares e democráticas ? Não estaria em linha com a defesa da coisa pública a responsabilização desses grupos pelo já milionário prejuízo causado aos cofres públicos, fruto da destruição de sinais de trânsito, orelhões, paradas de ônibus, sedes de poderes, etc ? Por acaso não merece a solidariedade dos formadores de opinião a situação de pânico a que são submetidos milhões de trabalhadores depois de um dia estafante de trabalho ?

Também não dá para muitos iniciados em política continuarem se negando a reconhecer uma evidência alarmante : de junho para cá, quase todos os confrontos entre os black blocs e a polícia foram provocados pelos mascarados, seja atirando coquetéis molotov nos políciais, seja depredando prédios públicos ou simplesmente partindo para o enfrentamento físico.

É que a violência gratuita e despolitizada está no DNA desses caras. Infelizmente há quem goste e aplauda, como a direção do Sepe. Lamentável.


A privatização do ensino público no RJ

A verdadeira luta dos professores por uma educação digna. 

Impeachment de Cabral pode estar perto.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/10/14/tj-da-prazo-a-alerj-para-apresentar-parecer-sobre-impeachment-de-cabral/

A guerrinha particular da burguesia tem como pano de fundo a luta da classe operária.

O que está acontecendo no RJ é pra fazer o barbudo alemão revirar no túmulo como poucas vezes na história.
Fim da  Manifestação dos professores no Rio de Janeiro.
Lá pelo mesmo horário de sempre,  o mesmo de sempre, ou melhor, os mesmos de sempre…que não vale nem falar mais o nome pra não dar cartaz. 
Depois do couro comer a torto e a direita, é a vez de entrar em cena um monte de “barbudinhos quadriculados” pra ficar em volta dos pms fazendo seus registros a vontade nas suas máquinas de ponta, ao lado dos advogados da OAB, as novas babás dos marmanjos burgueses.
Em seguida,  no Facebook, mais uma estória mirabolante para a turma descolada compartilhar, curtir a vontade, ir se insuflando até desembarcarem cheios de revolta na próxima manifestação dessa ou de outra categoria de trabalhadores que, sofridamente, lutam pelos seus direitos.
Ah, e não vamos esquecer dos nossos arautos do anti-capitalismo selvageme  devastador das almas, os nobres políticos do PSOL e outros intelectuais que entendem a cabeça da moçada, afinal como é injusto esse mundo e como são corruptos e violentos..."os outros", claro.
E cada vez mais a mídia acirrando o reacionarismo na sociedade, e cada vez mais o povão que rala pra cacete pra voltar pra casa depois de um dia de trabalho, vai ficando contra os movimentos sociais…
Viva a Revolução carioca da galera esperta do face!
E todos os que acreditaram nisso...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um professor hoje

Um professor hoje só se faz respeitar pela competência, pela capacidade de dialogar, pela arte de transmitir saber e por ser capaz de ouvir e discutir.

Dia do professor. Eu sou um deles. Professor universitário. Adoro o que faço. Fico impressionado com a renovação de nossas energias. A cada semestre, tudo recomeça. Patinamos um pouco. E lá vamos nós. Depois de algum tempo de férias, bate a saudade dos alunos, das aulas, da rotina escolar.
Há muitos mitos em torno da vida de professor.
É certo que ser professor de universidade e ser professor de ensino fundamental ou médio, principalmente em certos lugares, é muito diferente.
O primeiro mito é que os alunos de antes eram melhores.
Em quê?
Em alguns matérias, com certeza. Em latim? Em cultura geral? O aluno de hoje tem acesso a uma carga de informações jamais vista. Em 1980, uns dez por cento dos alunos chegavam a curso de jornalismo falando inglês. Essa proporção hoje é muito maior. Durante muito tempo, a universidade esteve restrita às elites. Havia um saber padrão trazido de casa. Hoje o ensino está mais democrático. Isso abre espaço para alunos com formação de base mais deficiente. Em contrapartida, as tecnologias da informação despejam todo tipo de conteúdo em cima de todos e suprem lacunas como nunca antes.
Mudaram os métodos e certos conteúdos. O que se precisa saber?
O ensino de antigamente era baseado na decoreba.
Inteligente era quem tinha uma excelente memória.
Quem falava três línguas era considerado gênio.
Quem sabia a lista dos imperadores romanos era um “cabeção”.
Não funciona mais assim. A memória artificial acabou com a importância da memória natural. Importante é ter boa cultura e saber procurar.
Outro mito se refere à suposta falta de respeito dos alunos.
No popular, aluno bate em professor.
Antigamente professor batia em aluno.
A sala de aula era o reduto de um mestre autoritário, despótico, ditador, um tirano que punia com palmatória e, depois dela, com castigos e humilhações: colocava atrás da porta, de joelhos, em cima do grão de milho, expulsava da sala de aula, usava palavras duras, insultava, berrava, pisoteava.
Eu vi isso em sala de aula. Eu fui para trás da porta. Eu vi meus colegas de joelhos no canto da sala. Eu vi um colega no grão de milho. Eu vi um aluno com chapéu de burro. Na semana da pátria, aluno desfilava como soldado. Não podia errar o passo. Marchava como um soldadinho da ditadura.
O aluno era adestrado por professores tirânicos.
Exagero? Foi na pré-história? Não. Há menos de 50 anos quase tudo isso ainda existia. O professor não podia ser questionado. É possível que, em certas situações atuais, o aluno não possa ser questionado e humilhe o professor.
Estamos em busca do equilíbrio.
Na minha experiência de professor só tenho encontrado alegria: alunos carinhosos, afetivos, gentis, inteligentes, questionadores e amigos.
Sempre pode ter algum diferente. São jovens, na flor da idade, cheios de energias, de dúvidas, de tantas coisas para ver e fazer. Eu os entendo.
O mundo mudou.
O professor de antigamente não era um tirano por querer. Refletia o seu tempo. A família também era assim. O pai era o chefe autoritário da família. Articulava carinho com despotismo. Impunha-se como um rei furioso.
Eu vi um pai obrigar o namorado a casar com a sua filha, com um revólver na cabeça do rapaz, por ter descoberto que eles andavam tendo relações sexuais.
Muitos sentem saudades desse tempo idílico do autoritarismo e de violência. É mais difícil ser pai e professor nestes tempos atuais de negociação e de limites à autoridade. O respeito agora deve ser recíproco. O diálogo se impõe.
Um professor hoje só se faz respeitar pela competência, pela capacidade de dialogar, pela arte de transmitir saber e por ser capaz de ouvir e discutir.
Pela disciplina autoritária ninguém mais se faz admirar ou respeitar.
Só vale a hierarquia do convencimento, do envolvimento, da competência.
Aprender não é sofrer. É sentir prazer. Nem tudo pode ser divertido. Mas nada precisa ser feito na base dos castigo e das reprimendas raivosas.
Impor limites é, antes de tudo, limitar o poder da disciplina arbitrária.
Ser professor é maravilhoso. Um desafio que se renova com o tempo.
Nossas escolas foram durante a maior do tempo excludentes. Só agora os não brancos começam a entrar realmente em certos cursos antes reservados, sob a suposta cobertura do mérito, para os filhos dos donos do poder. Era a reprodução da desigualdade por meio da meritocracia dissimulada. Não havia igualdade de preparação. Em consequência, não havia igualdade de disputa.
E, grosso modo, ainda não há.
Mas uma fresta se abriu com as cotas.
O mundo universitário está ficando mais colorido.
O universo escolar está mais complexo.
Só os simplistas juram que o passado era melhor.
Melhor para quem?
O melhor presente para os heroicos professores é salário melhor.
Quem diz que o salário não é o principal, manipula, mente, falseia. O professor é tudo. É a base de todas as outras profissões baseadas em educação formal. Os salários no ensino fundamental e médio continuam ínfimos.
Não dá para pagar mais?
Dá. Mas para isso a sociedade precisa redefinir as suas prioridades.

http://www.correiodopovo.com.br

sábado, 12 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Reforma Agrária paralisa no governo Dilma

Lentidão nos processos de desapropriação de terras para a reforma agrária está tornando insustentável a situação dos sem-terra no País. 

A avaliação é do deputado baiano Valmir Assunção, vice-líder do PT na Câmara. Para o parlamentar, a forma como a presidente Dilma Rousseff conduz a reforma contradiz a história do partido.
“Na nossa história nunca pensamos, qualquer militante de esquerda ou de movimento social, que chegaríamos a uma situação como essa, em um processo de reforma agrária num governo do PT”, afirmou o deputado, que é agricultor e militante do Movimento dos Sem-Terra (MST).

Comentário: Depois que eu ouvi semana passada que o mercado pode não gostar de  Dilma, mas no agronegócio ela é unanimidade", eu não duvido mais de nada.


Suspensão da sessão da vergonha é uma vitória para Educação RJ

Ainda cabe recurso, mas, pelo menos, fácil eles não vão levar.  
Parabéns aos vereadores resistentes, mas em especial a Renato Cinco (Psol) e Reimont (PT), infatigáveis na luta pela educação pública de qualidade. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ela foi a minha professora e me ajudou a passar de ano

Isso aqui ganhou meu dia, que cena emociante!'Opostos' em protesto, PM reconhece e abraça ex-professora no Rio'Ela me ajudou a passar', diz policial, em barreira contra passagem de ato. Professora ficou emocionada: 'É um misto de alegria e tristeza'.
O protesto de professores iniciado no início da tarde na Zona Sul do Rio chegou à Rua Pinheiro Machado, onde fica a sede do governo do Rio de Janeiro, e parou em uma barreira policial, por volta das 14h30. Dois representantes de lados "opostos" se reconheceram em meio ao conflito. De um lado, Ronny Pessanha, um PM, que impede o protesto de avançar até o Palácio Guanabara. Do outro, Virgínia Azambuja, sua ex-professora de matemática do Colégio Estadual André Maurois, no Leblon, que tenta passar pela corrente. Em vez de conflito, os dois preferiram um abraço.
"Ela foi a minha professora e me ajudou a passar de ano", disse o PM.
Emocionada, Virgínia contou que encontrá-lo foi uma surpresa: "São os dois lados da sociedade se encontrando. É um misto de alegria e tristeza de duas forças que hoje estão opostas, mas que tinham uma relação amigável."

A cruzada de Renato Cinco pela Educação no RJ

CPI do Fundeb, vamos disseminar essa causa! Com vocês a fala de um homem que honra o mandato que o povo lhe conferiu

http://www.youtube.com/watch?v=R-6acEOJhCE

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O discurso de Luis Ruffato na Feira de Frankfurt. Simplesmente imperdível!

Escritor brasileiro revela o país para o mundo num discuso corajoso, inesperado e sincero
Quem o escalou para o discurso de abertura, provavelmente, não tinha ideia do que viria. Quando morou em Lisboa, Rufatto escreveu coisas como: “Acompanho, todos os dias, o noticiário do Brasil, pela TV Record, que ocupa o canal GNT por aqui. Polícia ocupa o Complexo do Alemão, corrupção no Legislativo, filhos da classe media assaltam e espancam doméstica (mas achavam que era uma prostituta, “justificaram”…). Nas outras redes de televisão, praticamente nada sobre o Brasil. Nos jornais, talvez amanhã, por problemas de fuso horário, teremos algo sobre a derrota da seleção na Venezuela… No mais, não existimos… nem mesmo em nossas tragédias cotidianas…”
Se a ideia era vender o Brasil, Rufatto pegou todo o mundo, com o perdão do clichê, de calças curtas. “O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora?”, começou ele. No final, foi aplaudido de pé pela maioria e vaiado por alguns.
vale muito a leitura!
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/machistas-hipocritas-violentos-o-discurso-sobre-o-brasil-do-escritor-luiz-rufatto-o-elemento-surpresa-da-feira-de-frankfurt/

Pela federalização da educação pública básica já!

Para acabar com a farra de estados corruptos e incompetentes

Com o Brasil chegando ao pleno de emprego, e a necessidade cada vez mais preemente de mão-de-obra qualificada como médicos, engenheiros, técnicos de TI, e por aí vai, como é que chegaremos neste ponto com o ensino público no estado de calamidade? 

A desmilitarização da PM

http://jornalggn.com.br/blog/antonio-ateu/debate-a-policia-tem-que-ser-desmilitarizada

Eduardo-Marina e a nova face da direita brasileira

http://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-face-da-direita-no-brasil

Lista completa dos principais factóides do jornalismo contemporâneo

http://jornalggn.com.br/noticia/lista-incompleta-de-factoides-jornalisticos-contemporaneos

Folha de São Paulo e o jornalismo “pega na mentira

O jornalismo chapa branca que se faz hoje nas redações brasileiras – um ofício em que você faz pouco mais que beijar as mãos dos donos – é a negação do real jornalismo.

Essa mídia é simplesmente uma vergonha!




Rio das remoções e violações de direitos

Rio de Janeiro. Palco da final da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A menina dos olhos, a mais bonita, a mais cobiçada. Rumo aos grandes eventos mundiais, um ritmo frenético de mudanças na cidade, obras por todos os lados. Mas longe dos holofotes, uma disputa gigante em curso – uma disputa por terra, cidade, espaço, direitos.E na linha de frente, dezenas de comunidades cariocas, que – de repente – viram-se ameaçadas de extinção. Os relatos começaram a surgir em 2009. Histórias de tratores da Prefeitura chegando sem aviso para demolir comunidades inteiras, de famílias sendo ameaçadas para deixar suas casas, de vidas destruídas




Médicos cubanos chegam aos sertão

Profissionais estrangeiros já prestam atendimento primário no Centro-Sul e Região dos Inhamuns
Uhuuuu!!!

Finalmente revelada a mentira da mídia no caso dos deportados cubanos

Assustadora manipulação!


O conservadorismo marinista

Que Marina não é de esquerda, isso já sabemos. Não bastassem as acusações de “chavismo” ao atual governo, seu fundamentalismo religioso provavelmente a coloca à direita de Aécio Neves.
Ambos devem ter o mesmo programa econômico – produzido por inquilinos da Casa das Garças e órfãos de FHC – com uma diferença: até aqui Aécio não fala em ensinar criacionismo nas escolas e nem se coloca contra avanços nos costumes.

Mas essa é seguramente é opinião de um setor minoritário da população. Para a maioria, desavisada, Marina foi ministra do Meio-ambiente de Lula, defende a natureza e saiu do governo por causa da “velha política” (muito embora a “velha política” seja algo tão indefinível quanto a sua “rede sustentabilidade”).

O partido que contraditoriamente escolheu, depois de num surto de prepotência que a fez execrar todos os partidos, é justamente um que tem como aliados como Bornhausen, Heráclito Fortes e Paulo Skaf, integrantes da fina flor da direita brasileira.

ps: Marina morena Marina, você se pintou...


A manipulação das multidões

Indústria das manifestações, que já acontece em alguns países, parece ter encontrado aqui no Brasil um lugar propício para se instaurar. Mais do que os dividendos ideológico-partidários e coisas do gênero, tem gente que pode estar lucrando muito acirrando a  indignação e a “boa vontade” dos incautos.

Haddad fecha parceria com MST para distribuição de merenda nas escolas

As crianças das escolas municipais da cidade de São Paulo passam agora a ser beneficiadas com os alimentos produzidos nos assentamentos da Reforma Agrária. A prefeitura assinou o primeiro contrato de comércio de alimentos agroecológicos com cooperativas do MST, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).



terça-feira, 8 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

Marina Silva decepciona os que confiaram em sua promessa de renovação

Com palavras carregadas de doçura e discurso hermético, ex-senadora  faz uma ginástica intelectual para esconder a enorme contradição do caminho que escolheu.

Vamos direto ao ponto: Marina diz agora que quer se livrar de políticos tradicionais quando, na verdade, o quer mesmo são outros políticos – sejam direitistas, revolucionários, reacionários ou simples camelôs ideológicos.
O empenho de Marina para falar do “novo” ajuda a encobrir que, entre seus assessores econômicos, encontra-se André Lara Rezende, banqueiro  e profeta da decrescimento econômico, advogado da  teoria primeiro-mundista de que os recursos da Terra se esgotaram e que quem não ficou rico até agora deve desistir até de chegar a classe média baixa.Foi padrinho do Plano Cruzado – que ajudou Sarney a tornar-se imperador do país por um semestre, em 1986  – e do Plano Real, berço de tantas heranças, inclusive da privatização das teles, joia da coroa do governo FHC.

Seu homem na Justiça é Gilmar Mendes, capaz de dar dois habeas corpus, em apenas 48 horas, a Daniel Dantas, um dos banqueiros mais poderosos do Brasil
Seu maior patrocinador financeiro é a herdeira de um banco  que esteve ao lado de todos, absolutamente todos os governos brasileiros nas ultimas décadas, sem distinção de cor, credo, religião ou traje  – podia ser fardado ou à paisana.
“Novo”?  É Isso que ela chama de novo?!

Falar da velhice alheia é um dos atalhos mais conhecidos para uma pessoa fingir-se de jovem e seduzir os menos atentos naquela hora da festa em que a maioria dos seres vivos parece parda.
Eduardo Campos, pelo menos é mais transparente. Chegou a trazer para sua casa conservadores notórios, inclusive com ligações diretas com o regime militar. Estranho? Nem um pouco. A política brasileira, infelizmente, é feita assim.

O errado é querer tingir o cabelo, fazer uma lipo, tomar um banho de butique e  pensar que ninguém enxerga os sinais da plástica.  Para quem é adversaria assumida das usinas hidroelétricas, é que Marina Silva tenha ingressado no mesmo partido do ex-ministro Roberto Amaral, um dos poucos políticos brasileiros que é partidário declarado de pesquisas nucleares, seja para fins pacíficos, e mesmo para conhecimento da fissão atômica, necessário para a produção de artefatos militares.
Que renovação é essa, meus amigos?Simples. É a renovação de quem procura um palanque, confunde a  memória e quer nos fazer acreditar que não houve história. (PML, Isto é)

sábado, 5 de outubro de 2013

Um dos maiores discursos da história da CMRJ. Vamos aplaudir de pé esse homem!!!

Esse cidadão honra o cargo que o povo lhe confiou. Parabéns, Cinco. Coragem e discernimento para tocar no ponto, sem carregar nas tintas. Uma verdadeira aula de como funciona a relação promíscua entre a Globo e o poder público, que se apropria da segurança, que deveria ser pública, para seus interesses pessoais e econômicos. Que escraviza a relação de trabalho dos servidores da segurança pública, para servir aos seus interesses escusos, colocando-os como "seguranças privados", na linha de frente para oprimir a população pobre e para caçar os movimentos sociais, como acontece agora com os professores

Um viva a lucidez!

http://www.youtube.com/watch?v=lDjm-TsMoF0

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Uruguai tem muito a nos ensinar

Enquanto isso no Brasil, onde a presidente vira as costas para o marco regulatório da mídia, a proteção a infância e a adolescência praticamente não existe. Uma vergonha o que fazem os meios de comunicação e também outras instituições que tratam jovens ainda em formação como meros instrumentos que lhe conferirão lucros ou dividendos políticos.

Brasil, um país que não respeita os seus jovens. Lamentável.

http://www.baraodeitarare.org.br/index.php/noticias-do-barao/323-uruguai-canais-privados-e-estrangeiros-terao-que-se-adequar-a-protecao-ao-menor-prevista-na-lei-de-meios

Sérgio Cabral e Eduardo Paes são os operadores do desmonte da educação pública promovida pelo poderio econômico

A serviço de quem a escola tem sido pensada e realizada?

A privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores e a submissão estrita aos cânones neoliberais.  Esses novos componentes que aterrissaram no Rio de Janeiro nos últimos anos no setor educacional, trabalham a serviço do capitalismo, com foco em metas de empregabilidade e enriquecimento de um País.

A sociedade precisa tomar conhecimento daquilo que já estamos carecas de saber e roucos de gritar: Existe um projeto neoliberal que diminuiu a importância do Estado e subordinou a educação às necessidades imediatas do mercado. Essas pessoas ignoram o fato de que a educação é a expressão e não a causa do desenvolvimento. Precisamos de um trabalhador com autonomia intelectual, crítico. E isso não se consegue com as metas desses economistas tecnocratas que eles colocam a frente das Secretarias de Educação propõem.

No fundo sabemos também que os governantes não passam de fantoches nas mãos de gente muito mais graúda que tem todo o interesse e lucra (e muito) com essa fragmentação estúpida e intencional do processo de ensino-aprendizagem.  (Como as organizações Globo no Rio e o grupo Abril em São Paulo)

No dia 07 de outubro é chegada a hora de todos darmos uma grande demonstração de força  nas ruas contra esse plano que eles estão executando de acabar de vez com a Educação Pública. Uma demonstração de força e de unidade, de toda a sociedade interessada num futuro melhor para os seus filhos. Jovens, mães, donas de casa, garis, artistas, empresários, cidadãos trabalhadores, que entendem muito bem a importância dessa causa que é de todos nós.

Vamos sem máscaras, de cara limpa, "sem armaduras", vista sua calça jeans , bote seu tênis, faça um cartaz qualquer ou não, como nas antigas, e vamos marcar presença, pisar forte naquele chão que é nosso de tantas e tantas lutas históricas. Não incentive a violência sobe nenhum pretexto, nós não precisamos disso para vencer. Vá de espírito limpo e alma aberta e, como um cidadão consciente, denuncie quem estiver com sprays, pedras, arrancando coisas das ruas ou tacando objetos. As Forças de Segurança do Estado tem a obrigação de lhe dar proteção, de garantir a sua integridade.


A pm quando chega ao ponto inaceitável de bater em professores, é em função do absoluto despreparo frente ao clima de guerra propositalmente instaurado por esses mesmos de sempre. E aí, infelizmente,  o DNA truculento da corporação fala mais alto. Por isso, creio qu
precisamos estarmos conscientes nesse momento, não aceitar proteção nem ajuda de ninguém, não embarcar nessa de que vamos para uma guerra, com um inimigo pronto pra nos atacar e de que precisamos dessa "linha de frente."  Onde nós estamos?! Nós somos professores, educadores, não podemos em hipótese nenhuma nos aliar a criminalidade. 

Essa coisa de dizer que muito desses  jovens (que se arriscam nas ruas) são nossos alunos, é pior ainda, depõe contra a categoria, pois devemos dar o exemplo para eles de que lutamos sem violência e não compartilhamos com "ataques preventivos" ou "defesas forjadas" em estratégias abusurdas de guerrilha urbana. Imaginar que por debaixo daquela máscara preta poderia estar um filho seu de 15, 16 anos tirando sangue das pessoas, depredando lojas na madrugada e correndo risco de vida, quem sabe ajuda um pouco...

Por mais que você esteja sendo insuflado nas redes, lembre-se com toda atenção: A nossa luta não é contra a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Debaixo daquelas fardas, estão tb servidores como você, aviltados em seu salário, que moram em comunidades e cujos os filhos utilizam também a escola pública. São, assim como nós, trabalhadores a serviço desse Estado com traços fascistas.

 Se os professores agora estão sendo treinados para a "guerra" nas salas de aula, vamos lembrar , mesmo que esse exercício seja duro de fazer, que eles são treinados para a guerra de verdade desde sempre. E que muitas vezes são instigados a corrupção por nós mesmos no dia a dia e estimulados a violência também por uma sociedade que aplaude invasões em favelas a pretexto de expulsar traficantes, como ocorreu no Complexo do Alemão.  
 
E esse clima de guerra não favorece a ninguém, tem que ser freado do lado de quem tem ainda algum resíduo de lucidez. De que adianta dar aulas teatralizadas nas ruas para tropas enfileiradas como estas que temos visto aí, e chegar em casa, abrir o computador e acirrar anda mais essa energia do ódio e da violência. Canalizemos essa energia para toda nossa indignação contra o governo. Um professor tem que ter uma coerência mínima na sua conduta e essa, acima de tudo, acredito, dever ser pautada pela ética e respeito aos beneficiários do nosso trabalho. Se muitos de nossos alunos são Black Blocs, como dizem alguns colegas, é preciso lembrar a eles que muitos filhos de policiais também o são, e merecem ser igualmente considerados nessa equação.

Digo com toda ênfase: A nossa luta não é contra a polícia, não é. Nós não podemos nos colocar nessa condição que o Estado está querendo, aceitando esse lugar de marginalidade. Nós somos professores! A mídia oficial -  O Globo - já percebeu que colocar os PMs na linha de frente da indignação geral, pode ser um escudo muito útil pra proteger os seus "governantes amigos" e garantir a sua sagrada mesadinha da verba federal. Malandramente, captando a enxurrada de vídeos e fotos que descem Facebook abaixo, já viram que pode ser uma ótima estratégia colocar a sociedade contra os "seguranças" da gang. E é isso que estão fazendo. Ou alguém acha que a Globo é tão boazinha assim pra alimentar as redes com esses vídeos?

Pois temos que dar uma resposta com sabedoria e determinação de que não somos tolos, facilmente manobráveis, somos professores, temos formação e senso crítico suficiente para saber muito bem que os grandes responsáveis por tudo isso de ruim que está acontecendo na Educação Pública. Todo esse mar de sujeira, insanidades, e efeitos colaterais dos mais imprevisíveis, não é culpa da PM mas sim dos seus chefes, o Sr. governador e do Sr Prefeito que terão que pagar por essas e outras iniquidades que estão praticando contra a população carioca.

Dia 07 de outubro vem aí, é o dia da Educação mostrar o seu grande e inestimável valor!

O dia em que o Ministro do STF, Gilmar Mendes , rasgou a Constituição por Marina Silva

Texto obrigatório do Nassif, mostra as discrepâncias do quadro político e institucional brasileiro. Um Ministro do STF, desses que usaram e abusaram de subjetivismos para julgar os embargos, atenta escancaradamente contra a Constituição Federal, esbraveja e é o único aceitar o inaceitável, por que ilegal (!!!), registro da Rede de Sustentablidade rejeitada pela maioria do TSE.

Agora eu pergunta, ele,  latifundiário, o mais conservador de todos os ministros, com que interesse dá um voto absurdo desses para uma ex-seringueira que só quer defender a Floresta?

Meus amigos, pra gente entender muito bem esse solo que estamos pisando vale ler...

Isso é Brasil!

Marina Silva, entenda se for capaz

Texto sensacional que mostra o perfil controverso da ex-senadora que flerta com Deus e com Darwin ao mesmo tempo, que faz critica ao modo como se faz política no país, mas que não desconsidera a possibilidade de voltar ao jogo com um partido (e tudo indica agora ainda mais a direita) . Enfim, entenda quem puder, Marina Silva.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/10/04/blablarina-e-um-salto-no-escuro/

Rede de “sustentabilidade” Itaú-Unibanco tem registro rejeitado

Apesar dos esforços de Merval Pereira no Globo, e de Gilmar Mendes, o único ministro do STF a inacreditavelmente defender a ilegalidade, Marina Silva não consegue aprovação no TSE

Marina não cumpriu o que estabelece a legislação em vigor e, por mais que discorde, era obrigada a cumpri-la. O jogo montado com artistas em geral pedindo aquele “jeitinho brasileiro” para fazer de conta que tudo foi cumprido em “nome da democracia” é apenas mais uma prova que sua Rede Sustentabilidade é mais do mesmo.

Ela agora terá que se filiar em outro partido para poder disputar as eleições no ano que vem. Se o fizer, Será a confirmação do que o pedido para se dar “um jeito” já havia mostrado: que ela é udo o que afirma serem os outros: casuísticos que usam a política para promoção pessoal.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Como uma sociedade inteira pode ser manipulada pela força das imagens e das palavras

Nesses tempos conturbados em que a mídia oficial demonstrou estar completamente corrompida pelos interesses econômicos e ideológicos; nesses dias agitados em que a maior rede social do mundo se tornou uma usina de produção de verdades - numa avalanche de montagens, jogo de imagens e relatos que sufocam a reflexão ponderada e o senso crítico, vale muito a pena ver o vídeo abaixo.
 
É da educadora e comunicadora social  Diana Andringa, filmado na praia de Carcavelos, em Portugal. Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam a a nação "o maior arrastão da história do país", um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal

O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e "gangs", terror e vigilância. "Era uma vez um arrastão" passa em revista as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa que se alastra como fogo em gasolina. Esse evento está escrito na história da manipulação de massas em Portugal.

O que aconteceu em Portugal pode acontecer, em maior ou menor proporção e guardadas as devidas singularidades, em qualquer lugar do mundo, num quintal próximo de você. Basta que tenhamos ranços históricos com determinadas instituições, uma massa indignada sedenta por justiça (ou por aquilo que interpretam como sendo o justo), e canais disponíveis 24 horas para alimentar as mentes e os corações com imagens, músicas chocantes, personagens e relatos que vão de encontro a algo que as pessoas estão "dispostas" e abertas a ouvir.


A destemida Diana Andringa mostra que, nesses momentos de crise, se uma única voz não se deixar enredar pelo senso comum imposto a base da gritaria e conseguir manter o distanciamento suficiente para não ser envolvida na catarse geral da nação, pode fazer muita diferença!

Assista ao vídeo em 4 partes:


https://www.youtube.com/watch?v=9pfS50Ycguw

Vamos nos levantar para aplaudir de pé esses jovens!

"Escola é pra ensinar, nós não estamos aqui para gerar lucro mas para aprender"

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=DxTINYk2Vxg#t=15

A aliança da Globo com o governo que zomba dos professores sem a menor cerimônia

Olha, meus amigos, num momento tão difícil com o esses, é duro ver esse verdadeiro escárnio com a categoria. Jornal do Brasil honrando a sua tradição dá o ouro lado dessa invenção absurda.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/10/03/sepe-nega-que-plano-de-carreira-previa-aposentadoria-de-ate-r-132-mil-2/

As atrizes da Globo e a causa dos professores

A duplinha de dois na escola: Imperdível!

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=548568491876072&set=a.274604465939144.62949.272904466109144&type=1&theater

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O projeto neoliberal que destruiu a educação no Rio de Janeiro

Claudia Costin é uma espécie de jagunça high-tech do Deus Mercado.

Segundo abaixo-assinado de professores, pesquisadores, estudantes e entidades representativas contra a sua nomeação para a Secretaria de Educação Básica do MEC "Costin faz parte de um grupo de intelectuais que seguem a férrea doutrina do mercado, onde tudo vira capital, inclusive as pessoas. Não mais educação básica, direito social e subjetivo, mas escola fábrica de capital humano.

Esta visão bastarda de educação objetiva apagar qualquer senso crítico dos alunos. Trata-se de transformar a ação humana em repetições rançosas de papéis pré-fabricados, reduzindo os homens a indivíduos médios, reproduções de tipos ideais que incorporam todos os traços e qualidades de que se nutrem as comunidades ilusórias. A privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores, a submissão estrita aos cânones neoliberais têm sido implementados por Cláudia Costin à frente da Secretaria Municipal da Educação na cidade do Rio de Janeiro.

Não por caso, quando Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no governo FHC, foi uma das responsáveis pela idealização e implementação do desmonte do Estado, incluindo-se aí as privatizações ou a venda do país e a quebra da estabilidade dos servidores públicos."

Não deixe de ler o texto abaixo  (Alcino Demby):

http://guilhotinada.wordpress.com/2013/10/01/repressao-e-projeto-de-educacao/

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A violência física do Estado contra os professores do Rio entristece a nação.

Quando opta pelo autoritarismo e pela truculência, o poder público não apenas mostra a sua total falta de educação, mas dá a toda a população uma lamentável aula de arrogância, prepotência e desrespeito.

ps: O mínimo que esperamos da presidente num momento dramático como esses é uma tomada de posição exemplar contra a barbaridade desses psicopatas que se locupletam do poder, zombam e agridem toda a população carioca.

http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2013/10/01/governo-da-uma-lamentavel-aula-de-desrespeito-com-os-professores/